Quem era a mulher que tomava conta dos meus filhos?

Quem era aquela mulher que sem saber nada, ficava a tomar conta de um bebé?

Quem era aquela recente mãe a quem atribuíam a tarefa de deixar um bebé ao seu cargo, sem experiência, sem testemunhos, só porque era a mãe?

Quem era aquela mulher que dia após dia ia conhecendo o seu filho, mas que insegura ia passando uma noite a seguir a um dia, sem saber muito bem se seria capaz de voltar a fazer tudo no dia a seguir?

Quem era aquela mulher que não parava de pensar se tudo o que fazia, fazia bem?Que pensava se o seu bebé ia crescer bem e ia desenvolver bem com o que ela lhe ia fazendo?

Quem era aquela mulher que naquela altura ficava a olhar tempos infinitos para aquele bebé e incrédula, dava por si a pensar se realmente aquilo tinha vindo dela, se não estaria a sonhar por tamanho feito e beleza e que era impossível ter sido criado por ela?

Não é fácil, não é mágico, nem nascemos ensinadas e o instinto não resolve tudo.

Hoje pergunto quem era aquela mulher porque hoje já não me conheço.

Hoje já não me questiono nem duvido do que sou capaz.

Os filhos trazem mais do que alegrias ou concretizações.

Trazem mudança, trazem crescimento, trazem significado e valor para a vida que nos foi proposto viver!

Mas agora que estava a tentar pensar quem era eu, recente mãe há uns 5 anos atrás, sei que não era a mulher que sou hoje!

As férias nunca mais serão as mesmas!!

Estamos de férias já há uma semana.

E nada como só fazer o que queremos!

… como queremos, é como quem diz, porque já sabemos com filhos é basicamente como eles querem.

A verdade é que vou fazendo comparações entre os últimos anos em que estivemos de férias e não tendo nada a ver como quando estávamos só dois por nossa conta, também nada tem a ver de uns anos para os outros de férias a 3 e depois a 4.

Se no início tudo girava mesmo à volta dos horários das mamadas, das trocas das fraldas e dos sonos, e se mal tínhamos tempo para nos deitarmos 5 segundos na toalha (continuamos sem ter) a verdade é que há medida que eles vão crescendo vamos conseguindo conciliar já um pouco mais das nossas (dos pais e das mães) rotinas e vontades.

É delicioso ter bebés, vou ter imensas saudades desses tempos, mas digam o que disserem, e tudo depende de como somos e de que tipo de meninos temos, mas os anos vão passando e já ganhamos um pouquinho mais de tempo e espaço pra nós. Não fazemos exactamente o que queremos, mas vamos conseguindo fazer algumas das coisas que julgávamos perdidas. E conseguimos conciliar isso com tudo o resto. O que é muito bom! Andamos todos mais satisfeitos e felizes. Sentimos novamente que fizemos um pouco mais pelo Eu e menos pelo Nós.

Eles não estão totalmente autônomos, nem pouco mais ou menos, mas cada vez mais nos libertam das tarefas que envolviam uma presença constante e um controle mais apertado.

E com isto termino dizendo, que finalmente, FINALMENTE, estou a conseguir um bronzeado que se veja!

E se as férias nunca mais serão as mesmas só posso dizer que ainda bem! É que cada vez são melhores!!!

Não faças o que eu faço… O verdadeiro exemplo que damos aos nossos filhos.

amaeeminhablog-felicidade
Pexels

 

 

Não adianta dizermos aos nossos filhos para serem felizes se nós não o somos.

Aliás, não adianta dizer para fazer seja o que for se nós na realidade fazemos diferente.

Em tudo somos um exemplo para eles. Mas principalmente no que fazemos.

E isso, o que fazemos conta mesmo muito mais do que todas as palavras que podemos repetir vezes sem conta…

 

O que eu aprendi com a Maternidade?

Se há uma coisa que nos transforma realmente é a Maternidade/Paternidade.

Até lá temos pequenas ideias do que possa vir a ser, mas só passando e só vivendo é que se pode dizer alguma coisa sobre o assunto. E mesmo assim não dá para definir numa só coisa.

O que somos, deixamos de ser. Para onde vamos, deixamos de ir. O que aprendemos, desaprendemos e aprendemos novas coisas. Adquirimos novos conceitos e formas de estar e largamos outras tantas. Deixamos de ser “nós os dois” e passamos a ser “nós os três” ou quatro. Muda tudo, a direcção e o foco, as crenças e as verdades. Tudo é redireccionado e toma um novo rumo. Novos sonhos, novas promessas, novos objectivos, novos medos, novas responsabilidades.

Criar uma família é:

  • reinventar-se todos os dias
  • alterar-se todos os dias com novas aprendizagens de todos e novas aptidões adquiridas,
  • ter um guião novo todos os dias que tem de ser improvisado sem tempo para decorar ou fazer até sentido do que se está a pensar
  • estar numa nova realidade.

Adaptamos. E a capacidade de adaptação é incrível. A nossa e a deles, se calhar a deles mais do que a nossa, na maior parte das vezes.

E tudo vale, pelos Filhos!

Eles nascem, crescem e continuam a crescer sem parar. A uma velocidade louca e impressionante.

Eles fazem de nós outras pessoas. Às vezes melhores, outras piores, mas por certo, sempre diferentes.

Fecha-se um ciclo. Começa-se outro. Cumpre-se um propósito.

E aqui vamos nós.