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Este tempo que passa sem vermos e que passa cada vez mais a correr.

Passam-se dias que nem dá-mos por eles. É tanta a correria, as coisas todas que fazemos num dia, que eles passam sem os sentirmos. Até que paramos e dá-mos conta que os nossos filhos cresceram, que deram um pulo gigante. Ficamos a observa-los e a pensar, mas como é que foi que eles ficaram assim?! Estão tão grandes, as coisas que já fazem e já dizem. Como foi que passou o tempo desde a última vez que olhei para eles desta maneira?! O tempo foge. Paramos e sentimos vontade de parar o tempo também, eternizar aquele momento para não nos esquecemos como cresceram, como desenvolveram, como se estão a tornar meninos cheios de habilidades. E pensamos que não queremos que o tempo possa voltar a passar tão rápido para não voltarmos a sentir que estamos a perder momentos entre as vezes que paramos a olhar para eles com olhos de ver. Quem mais sente isto? Quem sente que quer agarrar o tempo com os dedos e ele escorre por entre eles?

O corre-corre dos tempos de hoje.

Estamos sempre atrasados e nunca temos tempo para nada. Andamos num corre-corre todo o dia. De manhã acordamos e já estamos atrasados. Dou por mim a dizer todos os dias: “Vamos lá rápido, já é tarde estamos atrasados!” As crianças nem percebem bem porquê. Entregamo-los a correr e vamos a voar para os empregos, porque já estamos atrasados. Fazemos tudo a correr porque há sempre imenso que fazer, porque é claro, já estamos atrasados. Já devíamos ter feito isto e aquilo, entregue isto e aqueloutro. Vamos almoçar rápido porque queremos fazer mais 2/3 coisas naquela 1 hora minúscula. E voltamos a correr! Ao fim do dia voamos mais uma vez para ir busca-los e mais uma vez (sentimos que) estamos novamente atrasados para os ir buscar. Chegamos a casa e o corre-corre não acaba. Entre fazer jantar, as tarefas e as brincadeiras é “mais uma vida” e de novo a sensação que já devíamos ter feito mais coisas e o jantar vai atrasar. O jantar prolonga-se mais um pouco, mas chega a uma altura e …

Quanto não vale viver em Portugal?

Quando começo a vestir só duas peças de roupa para sair de casa, sinto-me logo melhor. De facto somos uns sortudos, que chega a Março, às vezes mesmo em Fevereiro, já temos dias de sol radioso e temperaturas mesmo agradáveis. O peso da roupa sai e o “peso” dos dias também. Acordamos de manhã, é já dia e o sol já vai alto. Vestimos então, roupa mais leve e as peças mais coloridas saem dos cabides. Também pensamos logo em como vai ser o dia dos nossos filhos e pensamos que se não lhes vestirmos peças mais leves, vão transpirar e nem vão dar conta disso e depois apanham frio e ficam doentes (isto para quem tem filhos que volta e meia ficam constipados e ranhosos). Então, lá vestimos as peças em camadas, para que esperando que eles ou alguém, vão tirando ou colocando como precisarem. Sabe tão bem sair de casa e sentir uma brisa fresca, voltar a sentir o sol a aquecer depois dos meses frios de Inverno. Todo o ar se torna …

Querem passar um bom bocado no meio da natureza? Visitem o Parque Biológico de Gaia

Num fim-de-semana do mês de Fevereiro e a aproveitar o bom tempo, fomos visitar o Parque Biológico de Gaia. Já lá tínhamos ido há alguns anos, mas ainda sem meninos e já tínhamos muito boa impressão. Desta vez fomos com eles e o João ainda teve a companhia de um amiguinho. Na entrada do Parque existe um dinossauro em tamanho real, a fazer as delícias dos meninos, que não se assustem com este Braquiossauro Gigante!   O Parque Biológico é uma reserva natural, que surgiu da necessidade de preservar um espaço agrícola e florestal, e dar a conhecer aos visitantes um pouco sobre o meio que o envolve. São aproximadamente 3 km de percurso. Não é plano, aliás tem bastantes elevações, e declives. Mas é bom para quem quer passar um bom bocado e aproveitar para se exercitar um pouco. Com a vantagem de estar no meio de zonas quase inalteradas e bastante preservadas. Ao longo deste percurso tem lagos, ribeiros, pontes, zonas rurais, moinhos, eiras, espigueiros e casinhas adaptadas à habitação de alguns animais. Tem …

Como passar uma óptima manhã de domingo com os pequenos.

Lemos e ouvimos constantemente notícias e artigos sobre como melhorar a nossa vida e a dos nossos filhos e vamos logo espreitar a ver se nos serve e se é desta que as coisas ficam realmente magníficas! Algumas tentamos aplicar, outras são impossíveis de fazer acontecer e outras nem por isso. Uma das ultimas mais recentes foi a de que o Mar tem super poderes. Que deveríamos sempre que possível estar junto dele. Ora, não é nada que não saibamos e que não tenhamos experimentado já os seus super poderes e efeitos fantásticos, mas muitas vezes esquecemos-nos das coisas que já consideramos normais e adquiridas. E no caso do Mar e da Praia pensamos neles lá mais para o Verão, quando está calor ou aparecem os primeiros raios de sol na Primavera. Eu tenho pena que muitas das vezes que vou à praia não consiga concretizar pelo menos o simples ato de mergulhar, da sensação óptima que é estar na água salgada, das ondas que nos suportam, tudo isto é fantástico e tem realmente efeitos …

Com 2 ainda vá. Mas 3 ou mais, como conseguem?

Quando vejo Mães com 3 e 4 filhos penso, afinal cuidar de 2 não é assim tão difícil… Há dias em que é preciso uma ginástica imensa para conseguir gerir dois horários diferentes, 2 actividades, 2 escolas, 2 ritmos distintos… Uma festa aqui, um acontecimento acolá. Ora hoje é dia disto, amanhã daquilo. Comprar material para levar para a escola 1, ir a correr arranjar um boneco para o trabalho da escola 2. Então agora em época de Natal foi hercúleo. E depois lá estou eu a fazer comparações para ver se consigo relativizar a coisa. E se fossem 3? 3 idades diferentes, 3 horários, 3 exigências, 3 actividades e acontecimentos sociais diferentes. E 4? Agora vamos lá fazer contas que eu já me perdi. E depois vejo algumas mães destas 3 e 4 crianças, serenas, com caras tão frescas, tão controladas. Penso: Claro! O Pai não trabalha, deve ter lá a mãe, a avó, a tia, 3 Nannies, 1 aldeia inteira a tomar conta. A cuidar, a alimentar e a transportar aquela criançada toda …

O que fazer nas férias de Natal?Actividades em Serralves

Foi aqui que deixamos o João esta semana. Não o quisemos colocar na escola sem as actividades normais, então tivemos que arranjar alternativa. Já tínhamos ouvido falar muito bem das Oficinas de férias de Serralves, então esta pareceu-nos uma boa opção. E não desiludiu. Claro que ele não fala de tudo o que lá faz, mas quando vai e quando vem, está tão bem disposto e alegre que concluímos que ficou bem e divertiu-se! E é o que realmente importa. Penso que a actividade que mais gostou foi a da tarde – Natal cozinheiro. Fez e provou vários doces relacionados com a época natalícia. Todo entusiasmado chegava a casa e explicava o que tinha cada um e fazia questão que provássemos. A actividade da manhã chamava-se Cor-a-cor e a ideia era todos os dias procurar no Parque objectos com determinada cor, fazer uma composição cromática e a seguir fotografar. Até eu gostava de ter participado. Só temos que agradecer às orientadoras, muito simpáticas e dedicadas e à organização. Agora é hora de ficarmos todos juntinhos …

Um dilema constante

  Vivo naquele dilema constante se fico um pouco mais de tempo a despedir-me deles na escola ou se vou a correr para não ficar a dever 10 minutos ao relógio de ponto. Se cumpro o horário das 8 horas certinhas, ou se deixo a birra matinal seguir o seu percurso e tempo natural até que acalme e eu perceba do que realmente se trata. Tipo diabinho ou anjinho tenho sempre um deles a ganhar ao outro. E assim vou gerindo… Quando começo a fazer lá os meus balanços, fico sempre, mas sempre com um nó na garganta pois arrependo-me. Arrependo-me de não ter ficado mais vezes, mais tempo. Se dei mil beijinhos devia ter dado dois mil. Se me sento e os ouço, em vez de enfiar-lhes as calças pernas acima, devia sentá-los a meu lado, no colo, nas cavalitas… sei lá mais o quê, mas mais vezes! Os nossos pequenos não pediram este mundo apressado e sempre atrasado. Se nem nós gostamos disso, porquê que eles haveriam de gostar? Ou como poderiam perceber?!? …