Quem era a mulher que tomava conta dos meus filhos?

Quem era aquela mulher que sem saber nada, ficava a tomar conta de um bebé?

Quem era aquela recente mãe a quem atribuíam a tarefa de deixar um bebé ao seu cargo, sem experiência, sem testemunhos, só porque era a mãe?

Quem era aquela mulher que dia após dia ia conhecendo o seu filho, mas que insegura ia passando uma noite a seguir a um dia, sem saber muito bem se seria capaz de voltar a fazer tudo no dia a seguir?

Quem era aquela mulher que não parava de pensar se tudo o que fazia, fazia bem?Que pensava se o seu bebé ia crescer bem e ia desenvolver bem com o que ela lhe ia fazendo?

Quem era aquela mulher que naquela altura ficava a olhar tempos infinitos para aquele bebé e incrédula, dava por si a pensar se realmente aquilo tinha vindo dela, se não estaria a sonhar por tamanho feito e beleza e que era impossível ter sido criado por ela?

Não é fácil, não é mágico, nem nascemos ensinadas e o instinto não resolve tudo.

Hoje pergunto quem era aquela mulher porque hoje já não me conheço.

Hoje já não me questiono nem duvido do que sou capaz.

Os filhos trazem mais do que alegrias ou concretizações.

Trazem mudança, trazem crescimento, trazem significado e valor para a vida que nos foi proposto viver!

Mas agora que estava a tentar pensar quem era eu, recente mãe há uns 5 anos atrás, sei que não era a mulher que sou hoje!

Dia dos Manitos

Sou a irmã do meio. Foi fundamental para o meu crescimento e evolução a existência dos meus 2 irmãos.

Só os nossos irmãos nos conhecem e nos dizem o que precisamos ouvir, sem se importarem muito se vamos ficar zangados ou felizes, pois no fundo estaremos sempre todos ali.

São eles os primeiros companheiros e os primeiros de muitas brincadeiras. As descobertas são feitas a dois ou a três e os desafios são explorados por todos com as respectivas diferenças e semelhanças. E um vai puxando o outro. 

Eles são os limites pelos quais nos podemos guiar. Mas também são o apoio, o ombro incondicional e a base à qual podemos sempre voltar juntamente com os nossos Pais.

 

Dia dos Irmãos.

Que os meus filhos evoluam juntos se ajudem ao longo da vida. :*

 

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Mães

Há as estóicas, as faladoras, as queixinhas, as que varrem tudo à frente, as fortalhaças, as que precisam ainda de crescer, as que já são crescidas, as que sofrem, as que nem ligam, as que dormem muito bem, as que dizem que nunca mais irão dormir.

As que têm “mini mes”, as que tem filhos muito diferentes de si. As que passam as passas do Algarve, as que assobiam para o lado. As que estão em casa e estão bem, as que estão em casa e estão mal, as que têm empregos e queriam estar em casa, as que têm empregos e só querem lá estar.

As que são Mães de muitos filhos, sem os ter. As que não conseguem ser Mães e as que conseguem, mas nunca serão Mães.

As que são positivas e as que só conseguem ver tudo negativo. As descontraídas e as preocupadas, as Mães galinha e as Mães ursa.

As que conseguem dar prioridade a si e as que fazem dos filhos a prioridade da vida. As que deram logo conta do recado e as que vão fazendo por isso.

As malabaristas, as ilusionistas e as cómicas.

As brilhantes e as criativas, as terra-a-terra e as coragem. As boazinhas e as bruxas, as espertinhas e as espertalhaças,

Mães que conheci. As Mães que me ajudam a ser a Mãe que sou!

Feliz dia da Mãe!

by A Mãe é minha! dizem eles 😉

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As Mães que também ficam doentes!

Nós achamos que as nossas Mães são resistentes, porque elas estão sempre dispostas a ajudar.
Nós achamos que as nossas mães não estão cansadas porque nunca se queixam e fazem-nos tudo. E achamos que nunca ficam doentes, porque são Super Mulheres e que vão ficar connosco para sempre!
Mas as nossas mães também se cansam e as nossas mães também ficam doentes. E também ficam frágeis. E quando estamos perante isso, pensamos no quanto o certo pode ser o não certo. Nunca iremos estar preparados. Faz parte de nós e da nossa existência. Podemos estar mais próximos ou mais afastados mas sabemos que podemos sempre contar com elas, que elas estarão sempre lá. Essa certeza dá-nos paz, dá-nos conforto. Dá-nos um género de amnésia do que pode ser a realidade.

Agora fazem o mesmo pelos nossos mais pequeninos. Voltamos a poder contar com elas e eles também.

E se a nossa Mãe é das que se desdobra e multiplica por nós, acabamos por receber essa herança e sem pensarmos nisso reproduzimos com os nossos filhos, sem queixas, sem pensar e sem pedidos de volta. E mais uma vez estamos a perpetuar este efeito mágico que passa de geração em geração.

 

Ler também:

As Mães, não há duvida, têm aquela coisa!

 

 

O que recordam dos tempos antes do nascimento do vosso primeiro filho?

É com muita saudade e nostalgia que recordo os tempos que antecederam o nascimento do meu primeiro filho.

Desde os 3 meses de gravidez que fiquei em casa e por isso não me faltou tempo, nem tive limitações para preparar tudo ao mínimo pormenor. Para imaginar mil vezes como seria a carinha do meu bebé, para imaginar mil vezes como seria tê-lo quentinho nos meus braços, sentir-lhe o cheirinho, dar-lhe beijinhos e colinho.

Começamos logo a interagir com eles, ainda antes de nascerem e imaginamos as mil e uma coisas que tenha a ver com a chegada deles.

Lembro-me perfeitamente de fazer listas de tudo e mais alguma coisa. Desde o que levar para a maternidade, lista para os primeiros tempos, para o primeiro ano de vida. O que precisava para o quarto, para o banho, para o passeio, para a comida. De fazer as listas do que precisava comprar, de comparar preços, perceber onde compensava mais comprar e qual marca. De começar a magicar o que podia ser eu a fazer em vez de comprar e do que precisava de arranjar para que isso fosse possível.

Lembro-me tão bem de lavar as roupinhas e de as ver todas no estendal alinhadas e do cheirinho que saía dali, e que não voltou nunca mais a ser igual. De fazer os conjuntinhos e de os guardar nos saquinhos próprios para a maternidade separados por dias. De guardar nas gavetas as roupas por tamanhos, tipos e cores.

Foram momentos muito doces. De sonhos quase vividos, de esperança que tudo ia correr bem, de fantasia do que queríamos fazer, de construção do ninho e de muito amor.

Não volta a ser igual. Nessa altura estamos a aprender a ser Mães, aos pouquinhos. Ao direccionarmos todas as atenções e pensamentos para o nosso bebé que temos na barriga, vamos largando o Eu e acrescentando aos poucos o Nós. Tudo o que fazemos anda à roda daquela barriga e do projecto que ali se está a criar. E podem passar os anos que forem que isto é tão forte que nunca na vida se poderá esquecer.

E depois, mesmo que se repita a experiência, nunca mais teremos aquele silêncio quando estávamos só nós e a nossa barriga, só nós e os nossos pensamentos sobre todo o desconhecido envolvido e a ansiedade. Não volta a ser igual.

Volta a ser bom e volta a dar muitas saudades. Tudo com outra sabedoria e com menos medos e ansiedades. Com novos sonhos e alegrias. Tudo em rosa e em rendinhas, em vestidos com folhos pequeninos. Ou de outras cores, com outros sabores, com outras memórias.

E assim com estas memórias, vamos diminuindo a saudade e por breves instantes revivemos esse passado tão doce. E relembramos aquela Mãe em construção, aquela Mãe envolta em sonhos e em esperança, a que acreditava que tudo era possível, que o melhor estava ali a ser vivido, e que aqueles tempos podiam nunca mais voltar.

Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

A viagem começa aqui

As Mães, não há duvida, têm aquela coisa!

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Às vezes penso que só eu entendo o que querem dizer os meus filhos, não quando falam, digo, mas quando falam de outra maneira, seja por birras, olhares, ou até conversas.
Não acham tambem que só nós sabemos o que eles querem expressar e não conseguem?E talvez por isso que, quando já esgotaram todas as possibilidades de extravasamento emocional e físico, queiram a Mãe?

Só agora percebo a minha.
Tão clichê, mas é isto!
Só a minha Mãe, hoje em dia percebe como eu quero que ela me ajude.
Muitas vezes eles têm ficado com os Avós maternos, ou porque a escola fecha ou porque ficam doentes.
Os dois fazem imensa companhia e brincam muito com eles.

Mas a minha Mãe…

Só a minha Mãe percebe o que eu preciso, aonde quero que me ajude sem interferir. Até onde quero que vá com eles e as coisas que eu quero que faça.
E é tudo tão mais fácil.
É incrível..
Não é por ser mais isto ou aquilo.
É por ser Mãe, é por estar atenta, é por ver mais do que com os olhos, ou ouvir mais do que com os ouvidos.

É o que vai lendo nas entrelinhas e o que junta.
É por me conhecer, claramente, mas por ver mais para além do que vê.

 

Este é o sentido  que quero apurar mais.
O que quero usar como ferramenta para lidar com eles, falar com eles e os perceber melhor.

Chegar ao ponto de lhes responder sem eles me terem feito pergunta alguma, ou levar-lhes, seja à mão ou ao coração o que precisam sem me pedirem, ou até pensarem.

 

E se fôssemos mais generosas?

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pexels

Não deveríamos ser mais generosas umas com as outras?

Sabem quando mal outras Mães começam a falar sobre os filhos e mal nos parece que o que estão a dizer é que são melhores do que nós, ou, que são melhor com os filhos do que nós com os nossos? Ou até que tomaram a melhor opção em determinada altura e isso nos mete os cabelos em pé???

Bem, nessa altura não resistimos em atirar qualquer coisa para a conversa para mostrar que também somos assim, ou pior, que somos melhores. Ou porque é que nós fazemos isto e aquilo e eles, os nossos filhos, fazem qualquer coisa melhor do que os delas…

Isto tudo muito disfarçado de:
“Entendo. Mas eu faço assim, assim…” com aquele tom de – A minha cena é melhor que a tua!

Mas porquê não nos calamos? E ouvimos. Só ouvir!

Deixar pensar, se for o caso, que aquela Mãe fez e faz de facto a melhor opção! E que nada disso tem ou deveria ter a ver connosco.

E que os filhos fazem isto ou aquilo daquela maneira e também está bem! Porque elas são elas. Com as suas experiências e vivências. E nós, somos nós com as nossas.

Está tudo certo!

Há que ser mais generoso. Por muito que nos apeteça dizer alguma coisa, será melhor morder a língua.

Na verdade o que acontece é que nós nem sempre estamos seguras das mil opções e escolhas que fazemos todos os dias e o que queremos mesmo é mostrar quanto boas somos nisto da Maternidade.

Mas temos que nos esforçar para sermos todos um pouco mais generosos.

Simplesmente ficar a ouvir,  escutar e deixar o outro falar.

Não só porque praticamos um acto de generosidade  mas também porque vamos aprender muito mais. Sem dúvida que aprendemos quando deixamos o outro ser como é…

As mil tarefas

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Photo by Úrsula Madariaga from Pexels

Depois de sair do emprego e de os ir buscar…

Convenço-os a tirar a roupa para irem tomar banho e discutem quem vai primeiro e sobre as coisas que querem meter na banheira.

Não querem lavar o cabelo, nem querem água na cara. E depois não querem sair do banho sequer.

Não se querem vestir. Não aquela roupa, nem calçar meias, nem vestir as cuecas ou o carapau.

Não se querem pentear, nem secar cabelo.
Depois não se querem sentar à mesa.
E quando lá se sentam, não querem aquela colher, claro, querem outra.
Nem querem a sopa, querem água ou pão e o “diabo a sete”, menos a sopa.

Depois de, entretanto, os convencermos destas outras três mil coisas, para podermos ir avançando no processo e nas tarefas, vem a comida e a sobremesa. Repete-se todo o processo. Pelo meio dizer-lhes para que se sentem direitos e comam com a boca fechada, e no fim há que lavar mãos, cara e dentes e não querem nada disso. E chichis e fraldas.

Tudo, mas tudo sempre com grandes argumentações, alguns avanços mas principalmente muitos recuos.
E… quando finalmente adormecem…..
Mesmo que sejam  8:30 da noite….

Estamos exaustos e nada prontos, nem dispostos para fazer o que quer que tivéssemos pensado,

seja para nós, ou para a casa,
ou preparar o dia seguinte,
ou ver um filme,
escrever um pouco… seja o que for!
Exaustos e com a cabeça derretidinha.

E o único lugar que pensamos é na nossa bem-dita cama, na deliciosa almofada e num sono que nos faça esquecer tudo, para amanhã no mesmo sítio e à mesma hora estarmos de novo a repetir tudo. Sempre, sempre, sempre com esperança de que “amanhã” irá correr melhor…

Quem os quer, que os ature…

 

A culpa das mães.

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Photo by Jon Tyson on Unsplash

Não se sentem sempre culpadas porque deixaram os filhos na escola ou aos cuidados de outros para ir trabalhar?

Eu tenho sempre uma pontinha de remorso. No mínimo penso: “Porquê que não nasci rica?” Ou então, porque isso não foi escolha minha, “Porquê que não consigo enriquecer?” Para dar aos meus filhos e a mim própria a liberdade de escolha, porque no fundo é para isso que serve o dinheiro.

Vocês não sentem-se culpadas quando:

  • Foram ao cabeleireiro, coisa que não faziam desde que deram à luz pela última vez?
  • Foram conversar com amigas para ganhar alguma sanidade mental?
  • Os “despacharam” para casa de alguém os miudos, porque só precisavam, não queriam (!), mas precisavam, de ter um pouco de organização na casa, sem ninguém a interferir?

E não, não conseguimos fazer isso às 10 horas da noite quando eles finalmente adormeceram, porque adormecemos também. Porque nas duas últimas noites estivemos acordadas intermitentemente entre as 2 e as 5 da manhã, com insónias (porque já desaprendemos de dormir a noite toda) ou a levantarmo-nos porque um ou outro precisava de nós.

E lá vivemos culpadas e culpando-nos de tudo e qualquer coisa, quando o que nós deviamos ter era Paz.

Porque é isso que as Mães precisam de ter.

Paz para acompanharem os pequenos.

Paz e Alegria para inventar brincadeiras.

Paz, Alegria e Disponibilidade para os ouvir, os sentir e os acompanhar nas fases tão rápidas e seguidas que os Bebés e as Crianças têm.

Por eles e por nós,
Vamos deixar de nos culpar.

 

Só hoje. ❤