A solidão na multidão.

Não há coisa pior que nos sentirmos sós na nossa vida, sós no nosso mundo, sós com os nossos problemas.

Já passei por isso várias vezes. Claro que se evolui, se cresce, mas também se fica marcado como se fosse um cunho invisível que ali fica, endurecido pelo tempo.

Já passou, parte de mim sabe que nunca mais vai voltar a esse estado e parte de mim tem uma tendência a tremer de medo que isso volte a acontecer.

Porque a nossa mente tem rasteiras, tem esquinas que não sabemos o que está do outro lado e tem socalcos invisíveis que teimamos em tropeçar como as crianças pequenas.

Quem dera que cada pessoa possa ter uma pessoa pelo menos que acalme a sua dor.

Quem dera que cada dor possa ser aliviada com um abraço.

Quem dera que cada abraço sirva de capa protetora, que nos metem em cima e lá possamos recuperar para no dia certo desabrochar.

Quem dera que todos possam desabrochar e viver as coisas da vida como elas merecem ser vividas.

Quem dera que a vida seja VIDA!

E não uma espécie de morte na vida!

E o Blog – A Mãe é Minha! já tem 1 ano.

Faz hoje 1 ano que lancei o Blog, apesar de já andar a preparar tudo desde Agosto desse ano.

Fui de férias e pensei: “Tenho que fazer alguma coisa diferente, tenho que inventar alguma coisa para sair do que faço sempre, do que me sinto confortável em fazer.”

E assim foi.  Escrevi, escrevi, pesquisei, preparei e ao fim de algum tempo já tinha material com algum interesse para sair cá para fora, mesmo que isso fosse ou não, importante para todos. Mas para alguém seria, para alguém, nem que fosse uma pessoa iria fazer sentido.

E aqui estou ,

  • 82 artigos no Blog.
  • mais de 124 publicações no Instagram e 516 seguidores.
  • mais umas tantas publicações no Facebook e 751 pessoas que gostaram da página.

Para mim é brutal!

É olhar para trás e perceber que as coisas têm que se fazer. Pode dar certo, ou não, mas, fazer, ir, sair, tem grande probabilidade de acontecerem coisas boas e aconteceu e isso é mesmo BRUTAL! :))

Depois foi só começar e replicar o que já tinha feito e outras coisas foram surgindo.

Talvez por estar mais disponível mentalmente, nunca disse não e fui abraçando novas ideias e novos projectos como as  Gotinhas de Perlimpimpim que me deixam FELIZ! Que me fazem pensar que a vida pode ser muitas coisas!

Obrigada a quem gastou um pouco do seu tempo a ler as ideias que por aqui andaram! Às Mães e Pais que leram e se identificaram, a quem leu e de alguma forma se sentiu mais apoiado, menos só neste mundo da Maternidade, a quem as informações foram úteis e a quem nem que seja um pouquinho tenha conseguido mudar e  melhorar. Se assim foi, já fez mesmo muito sentido!

Daí para cá tenho ganho tanto!! Amizades antigas recuperadas, novas amizades, novas ideias e partilhas e uma vontade enorme de continuar!

E a história ainda só está a começar.

Ler também:

A viagem começa aqui

Quem era a mulher que tomava conta dos meus filhos?

Quem era aquela mulher que sem saber nada, ficava a tomar conta de um bebé?

Quem era aquela recente mãe a quem atribuíam a tarefa de deixar um bebé ao seu cargo, sem experiência, sem testemunhos, só porque era a mãe?

Quem era aquela mulher que dia após dia ia conhecendo o seu filho, mas que insegura ia passando uma noite a seguir a um dia, sem saber muito bem se seria capaz de voltar a fazer tudo no dia a seguir?

Quem era aquela mulher que não parava de pensar se tudo o que fazia, fazia bem?Que pensava se o seu bebé ia crescer bem e ia desenvolver bem com o que ela lhe ia fazendo?

Quem era aquela mulher que naquela altura ficava a olhar tempos infinitos para aquele bebé e incrédula, dava por si a pensar se realmente aquilo tinha vindo dela, se não estaria a sonhar por tamanho feito e beleza e que era impossível ter sido criado por ela?

Não é fácil, não é mágico, nem nascemos ensinadas e o instinto não resolve tudo.

Hoje pergunto quem era aquela mulher porque hoje já não me conheço.

Hoje já não me questiono nem duvido do que sou capaz.

Os filhos trazem mais do que alegrias ou concretizações.

Trazem mudança, trazem crescimento, trazem significado e valor para a vida que nos foi proposto viver!

Mas agora que estava a tentar pensar quem era eu, recente mãe há uns 5 anos atrás, sei que não era a mulher que sou hoje!

Mães

Há as estóicas, as faladoras, as queixinhas, as que varrem tudo à frente, as fortalhaças, as que precisam ainda de crescer, as que já são crescidas, as que sofrem, as que nem ligam, as que dormem muito bem, as que dizem que nunca mais irão dormir.

As que têm “mini mes”, as que tem filhos muito diferentes de si. As que passam as passas do Algarve, as que assobiam para o lado. As que estão em casa e estão bem, as que estão em casa e estão mal, as que têm empregos e queriam estar em casa, as que têm empregos e só querem lá estar.

As que são Mães de muitos filhos, sem os ter. As que não conseguem ser Mães e as que conseguem, mas nunca serão Mães.

As que são positivas e as que só conseguem ver tudo negativo. As descontraídas e as preocupadas, as Mães galinha e as Mães ursa.

As que conseguem dar prioridade a si e as que fazem dos filhos a prioridade da vida. As que deram logo conta do recado e as que vão fazendo por isso.

As malabaristas, as ilusionistas e as cómicas.

As brilhantes e as criativas, as terra-a-terra e as coragem. As boazinhas e as bruxas, as espertinhas e as espertalhaças,

Mães que conheci. As Mães que me ajudam a ser a Mãe que sou!

Feliz dia da Mãe!

by A Mãe é minha! dizem eles 😉

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Photo by Peter Bucks on Unsplash

Quanto não vale viver em Portugal?

Quando começo a vestir só duas peças de roupa para sair de casa, sinto-me logo melhor.

De facto somos uns sortudos, que chega a Março, às vezes mesmo em Fevereiro, já temos dias de sol radioso e temperaturas mesmo agradáveis.

O peso da roupa sai e o “peso” dos dias também. Acordamos de manhã, é já dia e o sol já vai alto. Vestimos então, roupa mais leve e as peças mais coloridas saem dos cabides.

Também pensamos logo em como vai ser o dia dos nossos filhos e pensamos que se não lhes vestirmos peças mais leves, vão transpirar e nem vão dar conta disso e depois apanham frio e ficam doentes (isto para quem tem filhos que volta e meia ficam constipados e ranhosos). Então, lá vestimos as peças em camadas, para que esperando que eles ou alguém, vão tirando ou colocando como precisarem.

Sabe tão bem sair de casa e sentir uma brisa fresca, voltar a sentir o sol a aquecer depois dos meses frios de Inverno. Todo o ar se torna mais leve, as pessoas mais sorridentes e bem dispostas. Dá logo vontade de comer mais frutas, saladas e beber mais líquidos, fazer exercício e essas coisas todas que estivemos a pensar fazer nos últimos meses, mas que só agora o fazemos naturalmente e por vezes sem grandes sacrifício.

Planeamos piqueniques e passeios no parque. E tudo o que envolva ar livre e brincadeiras na natureza. Só queremos sair e meter os nossos filhos a correr e a explorarem por onde estiverem.

E viva a Primavera!!

Que planos têm vontade de pôr em prática?

O que recordam dos tempos antes do nascimento do vosso primeiro filho?

É com muita saudade e nostalgia que recordo os tempos que antecederam o nascimento do meu primeiro filho.

Desde os 3 meses de gravidez que fiquei em casa e por isso não me faltou tempo, nem tive limitações para preparar tudo ao mínimo pormenor. Para imaginar mil vezes como seria a carinha do meu bebé, para imaginar mil vezes como seria tê-lo quentinho nos meus braços, sentir-lhe o cheirinho, dar-lhe beijinhos e colinho.

Começamos logo a interagir com eles, ainda antes de nascerem e imaginamos as mil e uma coisas que tenha a ver com a chegada deles.

Lembro-me perfeitamente de fazer listas de tudo e mais alguma coisa. Desde o que levar para a maternidade, lista para os primeiros tempos, para o primeiro ano de vida. O que precisava para o quarto, para o banho, para o passeio, para a comida. De fazer as listas do que precisava comprar, de comparar preços, perceber onde compensava mais comprar e qual marca. De começar a magicar o que podia ser eu a fazer em vez de comprar e do que precisava de arranjar para que isso fosse possível.

Lembro-me tão bem de lavar as roupinhas e de as ver todas no estendal alinhadas e do cheirinho que saía dali, e que não voltou nunca mais a ser igual. De fazer os conjuntinhos e de os guardar nos saquinhos próprios para a maternidade separados por dias. De guardar nas gavetas as roupas por tamanhos, tipos e cores.

Foram momentos muito doces. De sonhos quase vividos, de esperança que tudo ia correr bem, de fantasia do que queríamos fazer, de construção do ninho e de muito amor.

Não volta a ser igual. Nessa altura estamos a aprender a ser Mães, aos pouquinhos. Ao direccionarmos todas as atenções e pensamentos para o nosso bebé que temos na barriga, vamos largando o Eu e acrescentando aos poucos o Nós. Tudo o que fazemos anda à roda daquela barriga e do projecto que ali se está a criar. E podem passar os anos que forem que isto é tão forte que nunca na vida se poderá esquecer.

E depois, mesmo que se repita a experiência, nunca mais teremos aquele silêncio quando estávamos só nós e a nossa barriga, só nós e os nossos pensamentos sobre todo o desconhecido envolvido e a ansiedade. Não volta a ser igual.

Volta a ser bom e volta a dar muitas saudades. Tudo com outra sabedoria e com menos medos e ansiedades. Com novos sonhos e alegrias. Tudo em rosa e em rendinhas, em vestidos com folhos pequeninos. Ou de outras cores, com outros sabores, com outras memórias.

E assim com estas memórias, vamos diminuindo a saudade e por breves instantes revivemos esse passado tão doce. E relembramos aquela Mãe em construção, aquela Mãe envolta em sonhos e em esperança, a que acreditava que tudo era possível, que o melhor estava ali a ser vivido, e que aqueles tempos podiam nunca mais voltar.

Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

A viagem começa aqui

Como controlar as emoções quando elas teimam em aparecer?

Conseguem controlar as emoções, ou deixam-se ir e logo se vê?

Acho que nunca mais chorei a sério depois de ter filhos. Aquele chorar de lavar a alma, de limpar, de deitar fora o que já não serve, aquele chorar que purifica. Sabem esses? Nunca mais tive! Não sei porquê, mas quando estou quase naquele momento de abrir a torneira não consigo, não dá, não sei.

Desde que tive as crianças que não me lembro de ter uma grande choradeira. Penso que deve ser porque não tenho nada realmente para estar profundamente triste. Sinto-me bem, completa, não tenho nada na verdade porque chorar, é uma coisa que me intriga, ás vezes até dava jeito, mas não dá.

Não é tristeza, é emoção mesmo!

Já a lágrima fácil, os olhos embaciados e a choraminguisse, essa pinga a cada passo. Basta ver:

    uma cena mais lamechas,
    algum episódio que meta bebés,
    situações mais sensíveis com crianças,
    ou alguma coisa que meta os meus meninos…
  • E lá estou eu de lágrima teimosa no olho, o nariz começa a picar e a fazer comichão. E nesse momento é melhor pensar noutra coisa e sair dali a correr.
  • Se estou com alguém então chego a parecer mal educada. Ou pelo menos não muito simpática, porque me calo ali mesmo e não há mais conversa! Já me aconteceu, por exemplo, estar a falar com mães dos amiguinhos dos meus filhos, de alguma situação sobre eles que me deixa mais sensivel e a determinada altura tenho-me que me calar. Simplesmente fico calada a olhar para o infinito, tipo “nem estou aqui!” A voz começa-me a fugir e acabo a conversa, mesmo que não chegue a terminar a ideia. Paciência!

    Das duas uma, ou outras mães disfarçam muito bem, como eu tento fazer com mesmo muito esforço, ou então devo ser a Mãe mais piegas e choramingona que conheço.

    A maternidade não vos pregou uma rasteira neste aspecto e não vos meteu a choramingar por tudo?

     

     

     

    É assim que acaba mais uma semana.

    Depois dos feriados, das férias e de ter ficado em casa mais dois dias com a pequenina que esteve doente, esta seria a semana que eu iria trabalhar uma semana inteira, após duas semanas.

    Cinco dias que no início da semana me pareciam imensos e que seriam intermináveis.

    Achei que iria ser duríssimo para todos. Que a semana nunca mais iria acabar e que iríamos estar todos extremamente cansados.

    A verdade é que, eu não sei como foi estamos no final da semana… a semana passou a voar e hoje já é Sexta-feira!

    Olho para trás e parece que estive em modo automático e não me lembro sequer por onde passei ou o que é que fiz.

    É um pouco assustador que o tempo esteja a passar assim. Este modo automático que nos deixa alienados e, que remédio, conformados.

    Queremos realmente isto? São estas semanas que vamos guardar na memória?
    Com certeza que não!

    E os miúdos? Será que eles se lembram? Ou a eles também lhes passam ao lado semanas como esta?

    O que fazer nos fins-de-semana do mês de Dezembro?

    OEste fim-de-semana estávamos só os 3 e saímos para fazer uma coisa divertida. O objetivo era andar nos Carrosséis que estão na rotunda da Boavista. Eles já lá tinham estado, mas queriam voltar claro, lá fiz a vontade. Estacionámos atrás do Centro Comercial Península e viemos por ali, pela rua e sem pressa.

    Tínhamos marcado encontro com a Tia deles e o seu grande cão. Em geral o João e Beatriz têm medo de cães e esta vez não foi exceção. O João ainda levou com uma lambidela e ficou assim meio desconfiado. A Beatriz, nem sequer o queria ver. Tapava os olhos na esperança dele desaparecer.

    Bom, lá foram muito contentes andar nas diversões. 

    Recomendo mesmo, especialmente para quem tem filhotes pequenos. As diversões estão especialmente mais indicados para estas idades mais pequenas e estão muito engraçados talvez por ser tudo pequenino.

    Aqui fica o que podem encontrar:

    • Roda-gigante mini
    • Montanha-russa mini
    •  “Cestas” mini (não sei o nome correto, mas sempre chamei Cestas) – senta-se numas cadeirinhas presas por umas correntes metálicas que andam à volta 
    • Carrinhos de choque, também mini. 
    • todos os tradicionais Carrosséis, com os carros de Policia, Bombeiros, Motas, Cisnes, etc

    Para os maiores tem uma Rampa e uma Pista de Gelo. Deve ser giro também.

    Depois de andarem, resolvemos ir até à Casa da Música. Adoram estar em sítios diferentes, por isso lá estiveram a explorar. Sobe escada, desce escada… Espreita pelas janelas enormes, grandes correrias… principalmente um para cada lado a fugirem de mim, adoram…

    Depois, e como se aproximava a hora de almoço e “há anos” que estávamos para ir comer um brunch no Terrella, lá fomos. Mas ainda não foi desta, porque estava reservado para um evento.

    Mais à frente tem a CASA DAS BÔLAs e almoçamos por lá.

    Não tem nada a ver, mas recomendo. Sopa, fatia de bôla e sumo de laranja. Um almoço meio “à crescido com  pressa”, mas saudável na mesma.

    Quando terminámos, lá viemos outra vez pela rua onde tem as Floristas, a cheirar flores, a apanhar folhas e pauzinhos. 

    Ficávamos mais tempo, mas a hora do sono não perdoa e tínhamos que ir para casa dormir a sesta.

    Estava um ótimo dia para passeio considerando que estamos em Dezembro. Não foi preciso muito. Mais que tudo, tempo e descontração.

    Estes pequenitos já fazem imensa companhia e cada vez é mais fácil passear assim com os dois. 

     

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