Quem era a mulher que tomava conta dos meus filhos?

Quem era aquela mulher que sem saber nada, ficava a tomar conta de um bebé?

Quem era aquela recente mãe a quem atribuíam a tarefa de deixar um bebé ao seu cargo, sem experiência, sem testemunhos, só porque era a mãe?

Quem era aquela mulher que dia após dia ia conhecendo o seu filho, mas que insegura ia passando uma noite a seguir a um dia, sem saber muito bem se seria capaz de voltar a fazer tudo no dia a seguir?

Quem era aquela mulher que não parava de pensar se tudo o que fazia, fazia bem?Que pensava se o seu bebé ia crescer bem e ia desenvolver bem com o que ela lhe ia fazendo?

Quem era aquela mulher que naquela altura ficava a olhar tempos infinitos para aquele bebé e incrédula, dava por si a pensar se realmente aquilo tinha vindo dela, se não estaria a sonhar por tamanho feito e beleza e que era impossível ter sido criado por ela?

Não é fácil, não é mágico, nem nascemos ensinadas e o instinto não resolve tudo.

Hoje pergunto quem era aquela mulher porque hoje já não me conheço.

Hoje já não me questiono nem duvido do que sou capaz.

Os filhos trazem mais do que alegrias ou concretizações.

Trazem mudança, trazem crescimento, trazem significado e valor para a vida que nos foi proposto viver!

Mas agora que estava a tentar pensar quem era eu, recente mãe há uns 5 anos atrás, sei que não era a mulher que sou hoje!

Imaginação, treino e o grande tesouro da vida.

Normalmente ao deitar, depois das rotinas todas, lemos uma história ou outra, mas depois apagamos a luz, senão não dormem.

Como mesmo assim nem sempre adormecem, eu normalmente continuo a contar histórias, mas desta vez inventadas, como o João me pede. A Beatriz por ela, eu contava em loop, os 3 Porquinhos, a Capuchinho e os 7 Cabritinhos e por esta ordem. Já contei tantas vezes que já as sei contar a dormir.

Já faço isto há tanto tempo que acabei por me tornar pró a contar histórias inventadas. Não há modéstia nenhuma, aviso já. Às vezes penso mesmo que devia estar a gravar o que conto, pois valeria a pena um dia escrever um Livro baseado nestas pequenas histórias. Normalmente são sobre animais que eles lá escolhem, mas podem ser de outras coisas, com princípio, meio, fim e enredos bem elaborados.

Agora nas férias conto a dobrar, na hora da sesta e à noite. Então, depois de esgotar os animais e as diversas situações, pensei, porque não contar uma história baseada numa história que eu conheço? Estou de férias, não preciso de me esforçar tanto…

Então e porque estamos “perto” do local onde tudo se passou, lembrei-me do Alquimista do Paulo Coelho e da sua história.

Então em duas partes, nesse dia na sesta e à noite, contei-lhes a história de um rapaz que vivia na Andaluzia e que sonhava em encontrar um tesouro na terra do outro lado daquele mar. Que fez uma viagem de camelo pelo deserto e quando chegou ao fim percebeu que o mais importante não era o destino mas a viagem e que o verdadeiro tesouro não estava nas moedas, nem no ouro mas em casa, de onde ele tinha partido, na família e no Amor.

Fiz esta história render, sendo que a Beatriz das duas vezes adormeceu. Mas o João manteve-se sempre acordado, pois queria chegar ao fim da história para saber qual era o tesouro. Ele, claro achava que o tesouro era uma coisa valiosa, física, assim como associa normalmente as Surpresas a coisas materiais.

Expliquei que nem sempre o tesouro precisa de ter moedas ou ouro, que podem ser coisas que não se veem, mas que são na mesma muito importantes ou mesmo mais. E tentei também com esta história simples, mostrar que o verdadeiro tesouro está em nós, na nossa família e na nossa casa. E que as surpresas são coisas que podem também ser acontecimentos e que não vêm associadas a brinquedos ou coisas materiais.

Acabou por ser uma história que os envolveu e os fez adormecer e que de alguma forma lhes quis incutir, que o tesouro mais importante já encontramos.

As férias nunca mais serão as mesmas!!

Estamos de férias já há uma semana.

E nada como só fazer o que queremos!

… como queremos, é como quem diz, porque já sabemos com filhos é basicamente como eles querem.

A verdade é que vou fazendo comparações entre os últimos anos em que estivemos de férias e não tendo nada a ver como quando estávamos só dois por nossa conta, também nada tem a ver de uns anos para os outros de férias a 3 e depois a 4.

Se no início tudo girava mesmo à volta dos horários das mamadas, das trocas das fraldas e dos sonos, e se mal tínhamos tempo para nos deitarmos 5 segundos na toalha (continuamos sem ter) a verdade é que há medida que eles vão crescendo vamos conseguindo conciliar já um pouco mais das nossas (dos pais e das mães) rotinas e vontades.

É delicioso ter bebés, vou ter imensas saudades desses tempos, mas digam o que disserem, e tudo depende de como somos e de que tipo de meninos temos, mas os anos vão passando e já ganhamos um pouquinho mais de tempo e espaço pra nós. Não fazemos exactamente o que queremos, mas vamos conseguindo fazer algumas das coisas que julgávamos perdidas. E conseguimos conciliar isso com tudo o resto. O que é muito bom! Andamos todos mais satisfeitos e felizes. Sentimos novamente que fizemos um pouco mais pelo Eu e menos pelo Nós.

Eles não estão totalmente autônomos, nem pouco mais ou menos, mas cada vez mais nos libertam das tarefas que envolviam uma presença constante e um controle mais apertado.

E com isto termino dizendo, que finalmente, FINALMENTE, estou a conseguir um bronzeado que se veja!

E se as férias nunca mais serão as mesmas só posso dizer que ainda bem! É que cada vez são melhores!!!

Quanto não vale viver em Portugal?

Quando começo a vestir só duas peças de roupa para sair de casa, sinto-me logo melhor.

De facto somos uns sortudos, que chega a Março, às vezes mesmo em Fevereiro, já temos dias de sol radioso e temperaturas mesmo agradáveis.

O peso da roupa sai e o “peso” dos dias também. Acordamos de manhã, é já dia e o sol já vai alto. Vestimos então, roupa mais leve e as peças mais coloridas saem dos cabides.

Também pensamos logo em como vai ser o dia dos nossos filhos e pensamos que se não lhes vestirmos peças mais leves, vão transpirar e nem vão dar conta disso e depois apanham frio e ficam doentes (isto para quem tem filhos que volta e meia ficam constipados e ranhosos). Então, lá vestimos as peças em camadas, para que esperando que eles ou alguém, vão tirando ou colocando como precisarem.

Sabe tão bem sair de casa e sentir uma brisa fresca, voltar a sentir o sol a aquecer depois dos meses frios de Inverno. Todo o ar se torna mais leve, as pessoas mais sorridentes e bem dispostas. Dá logo vontade de comer mais frutas, saladas e beber mais líquidos, fazer exercício e essas coisas todas que estivemos a pensar fazer nos últimos meses, mas que só agora o fazemos naturalmente e por vezes sem grandes sacrifício.

Planeamos piqueniques e passeios no parque. E tudo o que envolva ar livre e brincadeiras na natureza. Só queremos sair e meter os nossos filhos a correr e a explorarem por onde estiverem.

E viva a Primavera!!

Que planos têm vontade de pôr em prática?

O que recordam dos tempos antes do nascimento do vosso primeiro filho?

É com muita saudade e nostalgia que recordo os tempos que antecederam o nascimento do meu primeiro filho.

Desde os 3 meses de gravidez que fiquei em casa e por isso não me faltou tempo, nem tive limitações para preparar tudo ao mínimo pormenor. Para imaginar mil vezes como seria a carinha do meu bebé, para imaginar mil vezes como seria tê-lo quentinho nos meus braços, sentir-lhe o cheirinho, dar-lhe beijinhos e colinho.

Começamos logo a interagir com eles, ainda antes de nascerem e imaginamos as mil e uma coisas que tenha a ver com a chegada deles.

Lembro-me perfeitamente de fazer listas de tudo e mais alguma coisa. Desde o que levar para a maternidade, lista para os primeiros tempos, para o primeiro ano de vida. O que precisava para o quarto, para o banho, para o passeio, para a comida. De fazer as listas do que precisava comprar, de comparar preços, perceber onde compensava mais comprar e qual marca. De começar a magicar o que podia ser eu a fazer em vez de comprar e do que precisava de arranjar para que isso fosse possível.

Lembro-me tão bem de lavar as roupinhas e de as ver todas no estendal alinhadas e do cheirinho que saía dali, e que não voltou nunca mais a ser igual. De fazer os conjuntinhos e de os guardar nos saquinhos próprios para a maternidade separados por dias. De guardar nas gavetas as roupas por tamanhos, tipos e cores.

Foram momentos muito doces. De sonhos quase vividos, de esperança que tudo ia correr bem, de fantasia do que queríamos fazer, de construção do ninho e de muito amor.

Não volta a ser igual. Nessa altura estamos a aprender a ser Mães, aos pouquinhos. Ao direccionarmos todas as atenções e pensamentos para o nosso bebé que temos na barriga, vamos largando o Eu e acrescentando aos poucos o Nós. Tudo o que fazemos anda à roda daquela barriga e do projecto que ali se está a criar. E podem passar os anos que forem que isto é tão forte que nunca na vida se poderá esquecer.

E depois, mesmo que se repita a experiência, nunca mais teremos aquele silêncio quando estávamos só nós e a nossa barriga, só nós e os nossos pensamentos sobre todo o desconhecido envolvido e a ansiedade. Não volta a ser igual.

Volta a ser bom e volta a dar muitas saudades. Tudo com outra sabedoria e com menos medos e ansiedades. Com novos sonhos e alegrias. Tudo em rosa e em rendinhas, em vestidos com folhos pequeninos. Ou de outras cores, com outros sabores, com outras memórias.

E assim com estas memórias, vamos diminuindo a saudade e por breves instantes revivemos esse passado tão doce. E relembramos aquela Mãe em construção, aquela Mãe envolta em sonhos e em esperança, a que acreditava que tudo era possível, que o melhor estava ali a ser vivido, e que aqueles tempos podiam nunca mais voltar.

Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

A viagem começa aqui

Como passar uma óptima manhã de domingo com os pequenos.

Lemos e ouvimos constantemente notícias e artigos sobre como melhorar a nossa vida e a dos nossos filhos e vamos logo espreitar a ver se nos serve e se é desta que as coisas ficam realmente magníficas!

Algumas tentamos aplicar, outras são impossíveis de fazer acontecer e outras nem por isso.

Uma das ultimas mais recentes foi a de que o Mar tem super poderes. Que deveríamos sempre que possível estar junto dele.

Ora, não é nada que não saibamos e que não tenhamos experimentado já os seus super poderes e efeitos fantásticos, mas muitas vezes esquecemos-nos das coisas que já consideramos normais e adquiridas. E no caso do Mar e da Praia pensamos neles lá mais para o Verão, quando está calor ou aparecem os primeiros raios de sol na Primavera.

Eu tenho pena que muitas das vezes que vou à praia não consiga concretizar pelo menos o simples ato de mergulhar, da sensação óptima que é estar na água salgada, das ondas que nos suportam, tudo isto é fantástico e tem realmente efeitos curativos. Ou então de estar só na areia a sentir o vento na cara, o calor ou frio e a absorver em silêncio tudo aquilo que o Mar nos dá. Sem duvida é tudo bom!

Por aqui temos sorte de estar tão perto do mar. Geograficamente a nossa casa está a 4 km em linha reta até ao mar. Não devia haver desculpas para não irmos lá mais vezes.

Da nossa casa também se vê o mar. Estou sempre a dizer isto, mas isso porque valorizo mesmo muito este aspecto e não há um dia, e faço-o muitas vezes ao dia que, não olhe lá para o fundo e pense – Lá está o Mar, que sorte tenho de o ver!

Nem imagino quem vive só com montanhas ao redor. Não ter no horizonte aquela linha que separa o mar, já por si imenso, do céu e que nos dá uma sensação de infinito, que há mais para além dali, sabem?

Bom, posto isto tudo, porque este fim-de-semana ficou prometido uma visita à praia e porque eu sei que lhes faz bem, lá fomos.

Passeamos junto ao mar, comemos bolachinhas feitas por nós, brincamos na areia, atiramos umas pedras à água e outras trouxemos para casa para pintar mais tarde. Almoçamos com uma boa e querida companhia e viemos dormir uma bela sesta.

Não foi preciso muito. Só um dia de sol fantástico, mesmo em pleno inverno e meter pés a caminho.

Tenho a certeza que trouxemos de lá mais do que pedrinhas nos bolsos e areia nos sapatos.

Este é o amigo “Cavalinho” dos meus filhos.

Este é o amigo “Cavalinho” dos meus filhos.

Já desde pequenino que o João tem uma adoração por este Cavalo. Havia outro mas desapareceu, dissemos que foi para outra casa. É o problema do apego.

Eram imensas as vezes que ele nos pedia para ir vê-lo. Não só vê-lo como dar-lhe comida. Ficava feliz da vida quando depois vinha contar que lhe deu cenouras e maçãs e ele as tinha comido.
Este hábito passou-o á irmã que agora já adoptou o “Cavalinho” como seu amiguinho e agora lá vão os dois dar-lhes comida. É uma experiência simples mas muito gira para eles!

Á custa deste cavalo já conseguimos por muitas vezes contornar a questão das couves na sopa e da alface na salada, pois,

O Cavalinho é forte porque come erva!
(é verde – como as couves e a alface).

Além de tudo este é um belo sitio para andar de bicicleta, triciclo e tractor, para os mais exigentes.
Ou simplesmente passear a pé.

Mais um sitio verde no meio da cidade e que fica muito perto da Casa Da Prelada.

Ver aqui Conhecer o Jardim da Casa da Prelada.

Como fazer deste ano, um ano ainda melhor? De 2018 para 2019

2018 foi o ano em que descobri a sério que posso fazer muitas coisas, aliás, que posso fazer qualquer coisa!

Basta querer. E eu quis!

A Maternidade ensina-nos muito. Uma das coisas que me trouxe foi a consciência de nos podermos transcender, de fazer mais do que poderíamos imaginar. Isso dá-nos a garra para fazermos algo que não considerávamos pertinente no percurso de vida que achávamos que seria o nosso.

Agora sei que nada nos define. Nem nome, nem idade, nem formação, nem crenças, nem local onde nascemos.

O Mundo é sempre – e para sempre – um livro, pronto a ser escrito e definido por nós.

Vamos a isso 2019!

Foi assim o dia de Natal – vivido ao máximo!

Este Natal foi vivido ao máximo!

Depois de:

Reunião de família; Almoço de Natal; Muitos Presentes e muito Carinho!

Bons momentos e risadas puras em brincadeiras com “neve”!  E de repente, parecia que estávamos mesmo no meio da Neve.

Ida à Vila Natal em Óbidos:

Volta na Roda Gigante; no Carrossel, na Rena e no Trenó;

Teatro com Marionetes; Conversa na Casinha com o Pai Natal;

Lanche de Gaufre com chocolate;

Passeio de burro; Passeio de pónei; Saltos no trampolim, Ufa!

Assim foi o nosso dia de Natal, em cheio!!

Os meninos não podiam estar mais satisfeitos.

Obrigada de coração a todos!