Este tempo que passa sem vermos e que passa cada vez mais a correr.

Passam-se dias que nem dá-mos por eles.

É tanta a correria, as coisas todas que fazemos num dia, que eles passam sem os sentirmos.

Até que paramos e dá-mos conta que os nossos filhos cresceram, que deram um pulo gigante. Ficamos a observa-los e a pensar, mas como é que foi que eles ficaram assim?! Estão tão grandes, as coisas que já fazem e já dizem. Como foi que passou o tempo desde a última vez que olhei para eles desta maneira?! O tempo foge.

Paramos e sentimos vontade de parar o tempo também, eternizar aquele momento para não nos esquecemos como cresceram, como desenvolveram, como se estão a tornar meninos cheios de habilidades.

E pensamos que não queremos que o tempo possa voltar a passar tão rápido para não voltarmos a sentir que estamos a perder momentos entre as vezes que paramos a olhar para eles com olhos de ver.

Quem mais sente isto?

Quem sente que quer agarrar o tempo com os dedos e ele escorre por entre eles?

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O corre-corre dos tempos de hoje.

Estamos sempre atrasados e nunca temos tempo para nada. Andamos num corre-corre todo o dia.
De manhã acordamos e já estamos atrasados. Dou por mim a dizer todos os dias:

“Vamos lá rápido, já é tarde estamos atrasados!”

As crianças nem percebem bem porquê. Entregamo-los a correr e vamos a voar para os empregos, porque já estamos atrasados. Fazemos tudo a correr porque há sempre imenso que fazer, porque é claro, já estamos atrasados. Já devíamos ter feito isto e aquilo, entregue isto e aqueloutro.

Vamos almoçar rápido porque queremos fazer mais 2/3 coisas naquela 1 hora minúscula. E voltamos a correr!

Ao fim do dia voamos mais uma vez para ir busca-los e mais uma vez (sentimos que) estamos novamente atrasados para os ir buscar. Chegamos a casa e o corre-corre não acaba. Entre fazer jantar, as tarefas e as brincadeiras é “mais uma vida” e de novo a sensação que já devíamos ter feito mais coisas e o jantar vai atrasar.

O jantar prolonga-se mais um pouco, mas chega a uma altura e de novo apressamos a final do jantar porque depois começa a ser tarde.
Hora de ir dormir e de novo o:

“Vá, vamos rápido que já é tarde!”

Infelizmente na nossa cabeça, isto já soa normal. Não paramos para pensar nisto, acho que até já o fazemos sem necessidade e mais por hábito, pela cultura que se criou, pela sociedade que já é assim, sempre com pressa e aflita.

Mas isto na cabeça das crianças, que não têm relógio, que não sabem o que é isto do tempo, nem dos atrasos, sim porque o contrário de atrasado, é adiantado e ninguém fala do adianto. Na cabeça deles a única coisa que ainda conseguem fazer alguma relação temporal é com: Está dia, está noite, ainda está sol ou o sol já foi embora. E como isso até vai variando ao longo do ano, ainda é mais confuso.

E a ideia, incompreensível para eles, que lhes passamos é a de que estamos atrasados.
Estamos sempre atrasados.

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Photo by Andy Beales on Unsplash

Caça ao OVO – actividades de Páscoa!

O final da manhã de domingo foi de Caça aos Ovos.
Queríamos fazer uma atividade ligada à Páscoa com os nossos filhos e apareceu esta promovida por Serralves, que achamos interessante. Inscrevemo-nos e lá fomos os quatro.
À Entrada:
Ansiosos por ver o que os esperava.
img_2842A Primeira etapa:

Um Jogo. A partir de imagem de um animal selecionada, tinham que ir respondendo a perguntas e ir seguindo as indicações até chegarem ao animal correspondente. Acertando tinham direito a um carimbo no Passaporte “Caça ao Ovo”.

E acertamos. 1º Carimbo conseguido!Estaríamos na direção certa para o próximo desafio?img_2859.jpgO Segundo etapa foi tão gira, que nem temos registo fotográfico. Consistia em imitar as abelhas a recolher Néctar das flores, por isso tinham que apanhar a maior quantidade possível de bolas coloridas espalhadas pelo parque, coloca-las nas saquinhos que levavam presos de lado como as abelhas e no final deposita-las na colmeia. A Beatriz achou muito giro!

Mais um carimbo conseguido. Siga para o próximo ponto.

Aqui estávamos na terceira etapa: A partir de algumas imagens tinham que se dividir em duas equipas e jogar o jogo de mímica. Quem acertasse, ganhava. E ganharam todos, assim como um novo carimbo no passaporte.img_2877.jpgÚltima etapa, também sem fotos de registo, mas consistia num jogo de “quem é quem” com árvores e animais como tema. Escolhíamos à sorte uma imagem e a equipa contrária teria que ir fazendo perguntas até adivinhar qual seria essa imagem. Foi difícil, mas mais uma vez ganharam todos e novo carimbo no Passaporte.

Com o Passaporte preenchido, só nos faltava descobrir o local que as pistas  nos davam. Estas eram: Folha de Carvalho, rã, libelinha e pato. Onde nos levariam estas pistas? Onde seria o ultimo ponto onde se encontravam os ovos?

No lago, pois claro!img_2894.jpg

E viva!

Descobrimos onde estavam os ovos, faltava o último carimbo e o prémio  – o OVO da Páscoa!

E agora escolher qual o Ovo a levar para casa.

Sem largarem os desejados ovos, vieram mostrar aos patinhos o Prémio!img_2920.jpg

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E a recompensa final!img_2960

É verdade, era mesmo chocolate.

Todo este passeio permitiu-nos mais uma vez explorar o Parque, assim como visitar os animais.

Visitar a horta e o jardim.

Abraçar árvoresimg_3019

Passear nas veredasimg_3027.jpg

Correrimg_3036Chegar às árvores e aos ramos.

Para ver Arte.img_3046

E para passarmos bons momentos juntos.

Mais uma vez, uma atividade em Serralves que gostamos bastante. Mesmo com um tempo em que ameaçava chover, isso não nos demoveu de a realizarmos e ainda bem.

 

 

 

Este é o amigo “Cavalinho” dos meus filhos.

Este é o amigo “Cavalinho” dos meus filhos.

Já desde pequenino que o João tem uma adoração por este Cavalo. Havia outro mas desapareceu, dissemos que foi para outra casa. É o problema do apego.

Eram imensas as vezes que ele nos pedia para ir vê-lo. Não só vê-lo como dar-lhe comida. Ficava feliz da vida quando depois vinha contar que lhe deu cenouras e maçãs e ele as tinha comido.
Este hábito passou-o á irmã que agora já adoptou o “Cavalinho” como seu amiguinho e agora lá vão os dois dar-lhes comida. É uma experiência simples mas muito gira para eles!

Á custa deste cavalo já conseguimos por muitas vezes contornar a questão das couves na sopa e da alface na salada, pois,

O Cavalinho é forte porque come erva!
(é verde – como as couves e a alface).

Além de tudo este é um belo sitio para andar de bicicleta, triciclo e tractor, para os mais exigentes.
Ou simplesmente passear a pé.

Mais um sitio verde no meio da cidade e que fica muito perto da Casa Da Prelada.

Ver aqui Conhecer o Jardim da Casa da Prelada.

Com 2 ainda vá. Mas 3 ou mais, como conseguem?

Quando vejo Mães com 3 e 4 filhos penso, afinal cuidar de 2 não é assim tão
difícil…
Há dias em que é preciso uma ginástica imensa para conseguir gerir dois
horários diferentes, 2 actividades, 2 escolas, 2 ritmos distintos…
Uma festa aqui, um acontecimento acolá. Ora hoje é dia disto, amanhã daquilo.
Comprar material para levar para a escola 1, ir a correr arranjar um boneco para
o trabalho da escola 2. Então agora em época de Natal foi hercúleo. E depois lá
estou eu a fazer comparações para ver se consigo relativizar a coisa.

E se fossem 3? 3 idades diferentes, 3 horários, 3 exigências, 3 actividades e acontecimentos sociais diferentes. E 4? Agora vamos lá fazer contas que eu já me perdi.

E depois vejo algumas mães destas 3 e 4 crianças, serenas, com caras tão
frescas, tão controladas.

Penso: Claro! O Pai não trabalha, deve ter lá a mãe, a avó, a tia, 3 Nannies, 1
aldeia inteira a tomar conta. A cuidar, a alimentar e a transportar aquela criançada toda pelos 4 cantos da cidade!
Todos a tentar colmatar as solicitações da tão agitada vida social  deles. Mais social e agitada que a nossa sem dúvida, porque na verdade a nossa lá se foi, se ainda existisse aí era o fim da macacada… e nós temos que escolher.

E eles ainda são tão pequeninos… dizem que piora.

Mães de 3 e 4 filhos contem-nos lá as vossas dicas mágicas! E as de 1 e 2 filhos também.
Todas as ideias serão ótimas para experimentar e perceber se saímos disto sem grandes danos. Ou então mandem daí uma Nanny ou duas. Também agradeço.

Mais alguém que também acha que com mais um era o “fim da picada?”

 

 

 

O que fazer nas férias de Natal?Actividades em Serralves

Foi aqui que deixamos o João esta semana. Não o quisemos colocar na escola sem as actividades normais, então tivemos que arranjar alternativa.

Já tínhamos ouvido falar muito bem das Oficinas de férias de Serralves, então esta pareceu-nos uma boa opção.

E não desiludiu.

Claro que ele não fala de tudo o que lá faz, mas quando vai e quando vem, está tão bem disposto e alegre que concluímos que ficou bem e divertiu-se! E é o que realmente importa.

Penso que a actividade que mais gostou foi a da tarde – Natal cozinheiro. Fez e provou vários doces relacionados com a época natalícia. Todo entusiasmado chegava a casa e explicava o que tinha cada um e fazia questão que provássemos.

A actividade da manhã chamava-se Cor-a-cor e a ideia era todos os dias procurar no Parque objectos com determinada cor, fazer uma composição cromática e a seguir fotografar. Até eu gostava de ter participado.

Só temos que agradecer às orientadoras, muito simpáticas e dedicadas e à organização.

Agora é hora de ficarmos todos juntinhos e irmos de férias!

Bom Natal!!!

O que fazer nos fins-de-semana do mês de Dezembro?

OEste fim-de-semana estávamos só os 3 e saímos para fazer uma coisa divertida. O objetivo era andar nos Carrosséis que estão na rotunda da Boavista. Eles já lá tinham estado, mas queriam voltar claro, lá fiz a vontade. Estacionámos atrás do Centro Comercial Península e viemos por ali, pela rua e sem pressa.

Tínhamos marcado encontro com a Tia deles e o seu grande cão. Em geral o João e Beatriz têm medo de cães e esta vez não foi exceção. O João ainda levou com uma lambidela e ficou assim meio desconfiado. A Beatriz, nem sequer o queria ver. Tapava os olhos na esperança dele desaparecer.

Bom, lá foram muito contentes andar nas diversões. 

Recomendo mesmo, especialmente para quem tem filhotes pequenos. As diversões estão especialmente mais indicados para estas idades mais pequenas e estão muito engraçados talvez por ser tudo pequenino.

Aqui fica o que podem encontrar:

  • Roda-gigante mini
  • Montanha-russa mini
  •  “Cestas” mini (não sei o nome correto, mas sempre chamei Cestas) – senta-se numas cadeirinhas presas por umas correntes metálicas que andam à volta 
  • Carrinhos de choque, também mini. 
  • todos os tradicionais Carrosséis, com os carros de Policia, Bombeiros, Motas, Cisnes, etc

Para os maiores tem uma Rampa e uma Pista de Gelo. Deve ser giro também.

Depois de andarem, resolvemos ir até à Casa da Música. Adoram estar em sítios diferentes, por isso lá estiveram a explorar. Sobe escada, desce escada… Espreita pelas janelas enormes, grandes correrias… principalmente um para cada lado a fugirem de mim, adoram…

Depois, e como se aproximava a hora de almoço e “há anos” que estávamos para ir comer um brunch no Terrella, lá fomos. Mas ainda não foi desta, porque estava reservado para um evento.

Mais à frente tem a CASA DAS BÔLAs e almoçamos por lá.

Não tem nada a ver, mas recomendo. Sopa, fatia de bôla e sumo de laranja. Um almoço meio “à crescido com  pressa”, mas saudável na mesma.

Quando terminámos, lá viemos outra vez pela rua onde tem as Floristas, a cheirar flores, a apanhar folhas e pauzinhos. 

Ficávamos mais tempo, mas a hora do sono não perdoa e tínhamos que ir para casa dormir a sesta.

Estava um ótimo dia para passeio considerando que estamos em Dezembro. Não foi preciso muito. Mais que tudo, tempo e descontração.

Estes pequenitos já fazem imensa companhia e cada vez é mais fácil passear assim com os dois. 

 

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As coisas que o Ruca ensina!

Há quem não goste do Ruca. Há quem não goste da mãe do Ruca.  até quem se enerve com o pai do Ruca…

Eu? 

Gosto de todos! Do pai, da mãe, da avó, do avô, da Rosita. Aliás a Rosita é fundamental na vida do Ruca.

Quer dizer, para nós foi muito importante existir uma Rosita na vida do Ruca quando passou a haver uma Beatriz na vida do João.

A irmã mais nova. O papel do irmão mais velho. Todas as representações da realidade que representam a existência de um novo membro na família. 

Está muito bem feito e foi importante para ajudar o João a aceitar a nova realidade dele.

Houve uma altura que o João só queria ver o Ruca!

Mal acordava, mal acabava de comer, mal chegava da escola, acabava um episódio e queria ver outra vez. Até tinha um ritual a determinada altura: sentar-se no sofá a tomar o seu pequeno-almoço favorito enquanto via os seus desenhos animados de eleição. 

Mal se instalava com o prato no colo, pedia: o Ruca.

Vimos episódios sem fim. Não conheço quem não tenha uma história idêntica para contar, seja com Ruca(s), Reis Leões, ou o que for…

Mas o que é mais engraçado é que ainda hoje, com os ensinamentos do Ruca o João sabe diversas coisas que nos surpreendem. 

 Naqueles momentos em que se sai com algo que aprendeu e que não estávamos há espera, perguntamos onde aprendeu e responde: foi no Ruca!

Também já lhe valeu a ida a um cockpit num avião. À saída pediu para ir mas dissemos que estava fechado e não dava. Ele disse logo: mas o Ruca foi. A hospedeira ouviu, os pilotos foram simpáticos e acederam enquanto preenchiam a papelada. 

 

O Ruca é um rapaz atinado e curioso. Por isso não nos preocupava que ele visse e visse vezes sem conta, dentro do que é saudável em termos de tempo de TV, claro.

Agora já pouco vê, acho que já deve ter visto cada episódio umas 10 vezes e agora que cresceu já diz: esse não, já vimos este!!

Ok… vamos à próxima rodada de desenhos.

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O Ruca

Chupeta – OUT

Desde a consulta no dentista que as chupetas que restavam aqui por casa deixaram de ser usadas. A Beatriz estava com os dentinhos da frente um pouco saídos e decidimos que chegou a hora.

Ainda por aí andam algumas, devo fazer uma memory box de chupetas para guardar a primeira e a última usada por cada um.

Mas a Beatriz é uma crescida, como ela diz acompanhado de um olhar deslizante por ela a baixo para nos mostrar o quão grande ela está. Então, já há 4/5 dias que não usa Chucha…

Valente!

Pensei que fosse bem mais complicado porque ela não adormecia em casa sem ela e eu bem via a sucção forte que ela fazia naquilo.

Mas já está, foi-se, já se foi o miminho da minha pequenita… Estou muito orgulhosa dela.

 

E por aí como tem sido o largar da Chupeta?

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by Pixabay

 

E quando os nossos “Bebés” deixam de ser Bebés?

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Photo by Anthony from Pexels

Como é quando o nosso “Bebé” deixa de ser um Bebé?
O Bebé de colo, que se aninha num pequeno recanto do peito e adormece a qualquer abanico mais ritmado.
O Bebé que mama ou que chucha na chucha ou no biberão com a língua pequenina ali a espreitar no canto da boca.
O Bebé que chora o chorinho que nos estrafega o coração e nos trespassa a alma.
O Bebé que quer colinho e que mal deita a cabecinha no ombro, lá fica encaixado e descansado, que adormece connosco na cama e mesmo antes de dormir lança um último suspiro de total confiança e serenidade, porque sabe, que ali enroscado em nós tem todo o Mundo que precisa…

 

A verdade é que ainda tenho um bocadinho disto da mais pequenina… e espero que dure mais algum tempo.

Mas os Bebés vão acabar cá por casa e eu vou ter Muitas Saudades.

Avassalador, cansativo e dedicação total, mas…

Amamos cada bocadinho!!!

 

Ainda há bebés aí por casa?