Quem foram as primeiras pessoas a saberem da gravidez?

Ora aqui está um assunto que diverge muito.

Há pessoas que não têm problema nenhum em contar mal descobrem a noticia e mais umas quantas pessoas que guardam a notícia até mais tarde, normalmente contorcendo-se sempre para que ninguém descubra, porque nestas coisas queremos ser nós a contar esta notícia tão maravilhosa.

Claro que se passamos pelo processo de andar a controlar e a fazer testes de gravidez, logo na segunda semana já é possível ver a tão desejada risquinha mesmo que muito, muito ténue e a segunda pessoa a saber além de nós, é o pai da criança, pois claro. E a partir daí, a seguir à notícia ser confirmado na ecografia na consulta com o médico obstetra, mais ninguém fica a saber pelo menos até as 12 semanas, principalmente se formos do tipo de esperar até as coisas estarem realmente seguras (que nunca estão mas pelo menos há mais probabilidades).

Aqui foi assim!

Então se não contamos aos nossos Pais, nem amigos, nem colegas de trabalho, andamos ali a remoer todos os dias, não é?

  1. primeiro para que ninguém descubra nem faça questões sobre porque que só tomamos um café, porque que nos afastamos de ambientes de fumo como se estivesse lá satanás, e porque que vamos tantas vezes à casa de banho.
  2. E depois a remoer porque queremos tanto contar a novidade, queremos tanto partilhar tudo o que sentimos e todas as expectativas e ansiedades.

Mas há outro sítio onde somos obrigadas a contar. (Lembrem-me lá de mais.)

Acho que a seguir ao Pai, às meninas de um fórum do qual eu fazia parte onde na altura ninguém se conhecia, e ao Obstetra, a quem eu tive mesmo que contar foi ao Médico Dentista. E das duas gravidezes!

Com receio da anestesia e também porque tive que fazer um raio-x ao qual tive que proteger a barriga com um avental de chumbo bastante pesado, tive mesmo que dizer que estava grávida. Confesso que foi estranho. Dizê-lo, na altura era bem mais difícil do que pensava.

Mas também confesso que me deu algum gozo poder falar tão abertamente deste assunto tão preferido no momento.

Bom, aqui resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar a todos. E depois aí, sim foi um alívio.

Agora quero saber por aí o que optaram por fazer. Contar logo ou esperar?

E depois, quem foram as primeiras pessoas a saberem do gravidez?

Óleos Essenciais e a Maternidade – o que falta saber?

Dando continuidade ao meu interesse crescente sobre o tema, fiz um Workshop de Óleos Essenciais e a Maternidade.

Não só por curiosidade ou uso próprio, mas porque acho que divulgando poderei chegar a mais pessoas e assim ajudar.

A oradora, uma Americana com 3 filhos pequenos, que usa os óleos essenciais há 8 anos e trabalha com plantas há 13, partilhou um pouco (muito) da sua sabedoria.

Ela própria usou em si os Óleos, assim como em diversas situações com os filhos e a determinada altura ela sentiu que realmente os eles mudaram a sua vida.

– Um aparte, e por questões éticas, não há testes efectuados em grávidas, nem em bebés recém-nascidos.

Algumas mulheres dispuseram-se a partilhar as suas experiências e deram o seu testemunho.

Acho que o mais importante a reter e que convém saber, é que com cuidado, informação correcta e bom senso, os óleos essenciais também podem ser usados nos seguintes casos:

  • na Gravidez;
  • no Parto e no pós-Parto;
  • em Bebés.

Mesmo em alturas tão sensíveis e delicadas como estas que envolvem a Maternidade, é possível ter uma qualidade de vida e bem estar com a ajuda dos Óleos Essenciais.

Para se ficar com ideia, de seguida algumas situações que os óleos ajudaram a eliminar, ou a amenizar as sensações:

Na gravidez – dores, inchaço, insónias, enjoos, cansaço, digestões difíceis, obstipação, ansiedade.

No Parto– situações como falta de foco ou confusão mental, contrações dolorosas.

No pós-Parto – sono, cansaço, cicatrização mais rápida, depressão pós-parto.

Em Bebés – cólicas, regulação do sono, assaduras, febre, fungos.

(idealmente só a partir de 1 ano de idade – Ver sempre diluições recomendadas para as diferentes idades.)

São situações já de si tão complicadas, que às vezes, com uma simples gota, se resolve um determinado problema sem necessidade de recorrer à medicina tradicional e sim de uma forma natural.

Mais uma vez reforço, porque assim também foi me transmitido, estes óleos devem ser usados com consciência, deve haver informação precisa da origem dos mesmos (certificar que são 100% puros) e das diferentes aplicações conforme os casos.

Para mais detalhes e informações concretas enviar mensagem.

Convido a deixarem um testemunho, se com a ajuda do óleo conseguiram ultrapassar alguma situação das acima mencionadas ou outra, relacionada com Maternidade.

Ler também:

A preferência pelo mais natural. Óleos essenciais.

Aromaterapia – as primeiras 4 dúvidas.

Aromaterapia, as nossas primeiras experiências.

Iniciação à Aromaterapia

De que Equipa são os Pais que aqui nos lêem?

Estávamos no Pediatra, e estavam dois Pais a passear orgulhosamente ao colo, as suas minúsculas filhas bebés.

Acho que até se olhavam entre eles, como forma de dizer – eu também sou dessa equipa, da equipa que apoia a mãe, que vem ao Pediatra em família, que divide tarefas, que carrega no colo, que acalma os choros e apazigua cólicas e fica acordado de noite.

Num outro dia, um outro Pai comentava, que ia comemorar os 15 anos da filha, pois nos últimos 12 anos tinha dedicado o tempo ao negócio de família, pelo qual achava que se tinha que dedicar inteiramente daí para cá. Mas naquele dia ia deixar a empresa e ia fazer uma coisa mais importante, passar o dia com a sua filha!

Sem duvida, que tal como as Mães, os Pais são igualmente importantes no desenvolvimento de uma criança.
A presença é muito importante, o acompanhamento, as ações, o contributo que estão a dar aos filhos, à família e a eles. Pois o tempo passa e de repente as filhas já tem 15 anos e depois 18 e 20 e saem de casa e depois nunca mais volta a ser igual.

Aproveitem não só o dia do Pai, como todos os dias, para partilharem com os vossos filhos, as vossas vidas e darem a eles a oportunidade de partilharem as deles.
Carreguem no colo as menininhas e os menininhos quantas vezes as que puderem. E orgulhosos saiam por aí a mostrar que são da mesma equipa. Da equipa que está próxima dos meninos, das mães e das famílias.

 

O que recordam dos tempos antes do nascimento do vosso primeiro filho?

É com muita saudade e nostalgia que recordo os tempos que antecederam o nascimento do meu primeiro filho.

Desde os 3 meses de gravidez que fiquei em casa e por isso não me faltou tempo, nem tive limitações para preparar tudo ao mínimo pormenor. Para imaginar mil vezes como seria a carinha do meu bebé, para imaginar mil vezes como seria tê-lo quentinho nos meus braços, sentir-lhe o cheirinho, dar-lhe beijinhos e colinho.

Começamos logo a interagir com eles, ainda antes de nascerem e imaginamos as mil e uma coisas que tenha a ver com a chegada deles.

Lembro-me perfeitamente de fazer listas de tudo e mais alguma coisa. Desde o que levar para a maternidade, lista para os primeiros tempos, para o primeiro ano de vida. O que precisava para o quarto, para o banho, para o passeio, para a comida. De fazer as listas do que precisava comprar, de comparar preços, perceber onde compensava mais comprar e qual marca. De começar a magicar o que podia ser eu a fazer em vez de comprar e do que precisava de arranjar para que isso fosse possível.

Lembro-me tão bem de lavar as roupinhas e de as ver todas no estendal alinhadas e do cheirinho que saía dali, e que não voltou nunca mais a ser igual. De fazer os conjuntinhos e de os guardar nos saquinhos próprios para a maternidade separados por dias. De guardar nas gavetas as roupas por tamanhos, tipos e cores.

Foram momentos muito doces. De sonhos quase vividos, de esperança que tudo ia correr bem, de fantasia do que queríamos fazer, de construção do ninho e de muito amor.

Não volta a ser igual. Nessa altura estamos a aprender a ser Mães, aos pouquinhos. Ao direccionarmos todas as atenções e pensamentos para o nosso bebé que temos na barriga, vamos largando o Eu e acrescentando aos poucos o Nós. Tudo o que fazemos anda à roda daquela barriga e do projecto que ali se está a criar. E podem passar os anos que forem que isto é tão forte que nunca na vida se poderá esquecer.

E depois, mesmo que se repita a experiência, nunca mais teremos aquele silêncio quando estávamos só nós e a nossa barriga, só nós e os nossos pensamentos sobre todo o desconhecido envolvido e a ansiedade. Não volta a ser igual.

Volta a ser bom e volta a dar muitas saudades. Tudo com outra sabedoria e com menos medos e ansiedades. Com novos sonhos e alegrias. Tudo em rosa e em rendinhas, em vestidos com folhos pequeninos. Ou de outras cores, com outros sabores, com outras memórias.

E assim com estas memórias, vamos diminuindo a saudade e por breves instantes revivemos esse passado tão doce. E relembramos aquela Mãe em construção, aquela Mãe envolta em sonhos e em esperança, a que acreditava que tudo era possível, que o melhor estava ali a ser vivido, e que aqueles tempos podiam nunca mais voltar.

Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

A viagem começa aqui

Como controlar as emoções quando elas teimam em aparecer?

Conseguem controlar as emoções, ou deixam-se ir e logo se vê?

Acho que nunca mais chorei a sério depois de ter filhos. Aquele chorar de lavar a alma, de limpar, de deitar fora o que já não serve, aquele chorar que purifica. Sabem esses? Nunca mais tive! Não sei porquê, mas quando estou quase naquele momento de abrir a torneira não consigo, não dá, não sei.

Desde que tive as crianças que não me lembro de ter uma grande choradeira. Penso que deve ser porque não tenho nada realmente para estar profundamente triste. Sinto-me bem, completa, não tenho nada na verdade porque chorar, é uma coisa que me intriga, ás vezes até dava jeito, mas não dá.

Não é tristeza, é emoção mesmo!

Já a lágrima fácil, os olhos embaciados e a choraminguisse, essa pinga a cada passo. Basta ver:

    uma cena mais lamechas,
    algum episódio que meta bebés,
    situações mais sensíveis com crianças,
    ou alguma coisa que meta os meus meninos…
  • E lá estou eu de lágrima teimosa no olho, o nariz começa a picar e a fazer comichão. E nesse momento é melhor pensar noutra coisa e sair dali a correr.
  • Se estou com alguém então chego a parecer mal educada. Ou pelo menos não muito simpática, porque me calo ali mesmo e não há mais conversa! Já me aconteceu, por exemplo, estar a falar com mães dos amiguinhos dos meus filhos, de alguma situação sobre eles que me deixa mais sensivel e a determinada altura tenho-me que me calar. Simplesmente fico calada a olhar para o infinito, tipo “nem estou aqui!” A voz começa-me a fugir e acabo a conversa, mesmo que não chegue a terminar a ideia. Paciência!

    Das duas uma, ou outras mães disfarçam muito bem, como eu tento fazer com mesmo muito esforço, ou então devo ser a Mãe mais piegas e choramingona que conheço.

    A maternidade não vos pregou uma rasteira neste aspecto e não vos meteu a choramingar por tudo?

     

     

     

    Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

    Se quiserem mesmo saber o que adorei usar nos primeiros tempos de Maternidade, esta foi sem duvida uma das melhores!

    A banheira Shantala, Tummy Tub, ou se quiserem a banheira Balde.

    Quem é que nunca ouviu de outros pais, que nem sempre era fácil dar banho aos bebés? Os relatos não eram muito animadores, os bebés choravam muito, mexiam-se imenso, havia o receio de os deixar escorregar, os pais tentavam trinta por uma linha e no final, uma experiência que devia ser tão boa e relaxante, era tudo menos isso. Havia também quem referisse o uso de adaptadores, tapetes e artefactos para ajudar a dar banho aos seres minúsculos e escorregadios, mas isso ainda assim me parecia muito pouco prático e pouco eficaz.

    Pois, como todos acabamos por fazer, fui pesquisar! Fui ver como faziam outros pais e havia muitos testemunhos que falavam super bem das banheiras Shantala, das suas experiências e os comentários eram de facto o oposto de todos os que tinha ouvido falar. Vejamos:

    • Os bebés entravam e saiam do banho sempre serenos;
    • Era super relaxante para eles;
    • Por ser um espaço mais pequeno, era um ambiente mais controlado, sem correr o risco deles escorregarem
    • Era uma experiência realmente pacífica para todos;
    • O bebé era parcialmente mergulhado até à zona dos ombros por ser um recipiente vertical, o que permitia de alguma forma simular o ambiente do útero Materno;
    • E que o banho era afinal uma boa experiência

    Então como gosto de experimentar coisas novas e como tudo me fazia sentido, não tive dúvidas, eu queria uma para o meu bebé! E não foi difícil arranjar.

    Na altura fiz umas aulas pré-parto de Pilates para Grávidas na Gimnogravida. Adorei estas as aulas! Mas isso ficará para falar noutra altura, prometo.

    Havia a magnifica banheira Shantala e trouxe para casa.

    (Assim como outros itens um pouco mais diferenciados e difíceis de encontrar na altura. A almofada de amamentação gigante, por exemplo.)

    Bom, então quando finalmente o João mergulhou na Banheira, percebemos logo que tinha sido uma boa opção. Uma carinha de bebé feliz, completamente relaxado e adaptado àquele ambiente. Quase que saía de lá a dormir.

    Basicamente, a banheira pode ser usada desde os primeiros banhos do bebé, até eles caberem na banheira. Por mim eles ainda a usariam hoje em dia!

    Depois é só necessário aprender uma ou duas técnicas para segurar o bebé. Nomeadamente a de segurar o bebé com a nossa mão em forma de pinça, pela frente de forma a ter a cabeça segura e sempre fora da linha de água e ao mesmo tempo com a outra mão dar o banho ao bebé. No fundo é o que nos ensinam nas aulas pré-parto para dar banho nas banheiras que chamamos normais e é perfeitamente possível o banho ser dado apenas por uma pessoa.

    Também há a questão de onde a podem colocar. Pois podem coloca-la em qualquer superfície plana ou até mesmo dentro da banheira dos adultos. No nosso caso, como dávamos banho no quarto, arranjei um material plastificado que colocava por baixo e dava mesmo ali para que não houvesse diferenças de temperatura. Mas são opções.

    Como em muita coisa cá em casa, esta banheira teve a sua segunda vida com a Beatriz e a experiência não se alterou muito. Os banhos aqui em casa sempre foram pacíficos sem grandes trabalhos e sempre foram momentos agradáveis e sem choradeiras.

    A nossa avaliação, de todos cá em casa é sem dúvida muito boa e faz parte do Top 10 dos itens da Maternidade. 

    Assim como Babywearing – Top 10 – essenciais da Maternidade

    Espero que em breve outro bebé seja feliz na nossa Shantala azul.

    deltashantalabanheiraazul

    Mais informação aqui.

     

    Homenagem ao pequeno Yulen

    Hoje tinha previsto escrever uma outra coisa, mas não consigo ficar indiferente, não só porque tenho uma filha de dois anos, que nos últimos dias não me canso de abraçar, como não consigo deixar de pensar naqueles pais que, pela segunda vez, ficaram sem o seu filho.

    Em jeito de homenagem ao menino Espanhol – Yulen – aqui fica uma imagem que vi circular nas redes sociais e que realmente é a forma como eu o quero imaginar.

    Que descanse em paz!

     

    É assim que acaba mais uma semana.

    Depois dos feriados, das férias e de ter ficado em casa mais dois dias com a pequenina que esteve doente, esta seria a semana que eu iria trabalhar uma semana inteira, após duas semanas.

    Cinco dias que no início da semana me pareciam imensos e que seriam intermináveis.

    Achei que iria ser duríssimo para todos. Que a semana nunca mais iria acabar e que iríamos estar todos extremamente cansados.

    A verdade é que, eu não sei como foi estamos no final da semana… a semana passou a voar e hoje já é Sexta-feira!

    Olho para trás e parece que estive em modo automático e não me lembro sequer por onde passei ou o que é que fiz.

    É um pouco assustador que o tempo esteja a passar assim. Este modo automático que nos deixa alienados e, que remédio, conformados.

    Queremos realmente isto? São estas semanas que vamos guardar na memória?
    Com certeza que não!

    E os miúdos? Será que eles se lembram? Ou a eles também lhes passam ao lado semanas como esta?

    Como fazer deste ano, um ano ainda melhor? De 2018 para 2019

    2018 foi o ano em que descobri a sério que posso fazer muitas coisas, aliás, que posso fazer qualquer coisa!

    Basta querer. E eu quis!

    A Maternidade ensina-nos muito. Uma das coisas que me trouxe foi a consciência de nos podermos transcender, de fazer mais do que poderíamos imaginar. Isso dá-nos a garra para fazermos algo que não considerávamos pertinente no percurso de vida que achávamos que seria o nosso.

    Agora sei que nada nos define. Nem nome, nem idade, nem formação, nem crenças, nem local onde nascemos.

    O Mundo é sempre – e para sempre – um livro, pronto a ser escrito e definido por nós.

    Vamos a isso 2019!

    O que eu aprendi com a amamentação.

    Neste assunto, acho que tive sorte!

    Mas também sei que não é a sorte que decide as coisas, somos nós. Aquilo em que acreditamos e no que definimos como adquirido sendo que para mim dar de mamar era um objetivo inquestionável.

    Ainda grávida emprestaram-me um livro de uma Pediatra sobre a Amamentação. Quem me emprestou, perguntou na altura se eu queria amamentar. Respondi que sim, como, claro que sim, não é o que é normal fazerem todas as Mães?!?

    Ao longo do tempo percebi que não é. Que não é bem assim, nem assim tão fácil.

    No livro dizia que o leite estava na nossa cabeça e não no peito.

    Tudo o que li a seguir foi, para mim, uma nova abordagem sobre assunto. Na altura se eu tivesse ido para a amamentação com – sim, óbvio que vou amamentar – poderia ter “corrido mal” como acontece a tantas mulheres.

    Antigamente, e não assim há tanto tempo, as mulheres moravam mais próximas umas das outras. Várias gerações de mulheres ajudavam-se e passavam conhecimentos valiosíssimos entre elas. Já hoje em dia vivemos mais isoladas, deslocadas das zonas de habitação inicial, onde estão as avós, as mães, as tias, ou seja, essas mulheres que idealmente estariam presentes na altura do parto, da amamentação e de toda esta nova realidade da maternidade. Essas que teriam o papel importantíssimo de apoiar, incentivar e dar o exemplo.

    Além disso, existe uma grande pressão para que tudo corra num nível perfeitamente perfeito, mas não corre… então muita informação se perde, o apoio não existe ou então vai depender muito do profissional que encontrarmos.

    Mas muito poucos profissionais têm conhecimento ou vontade de ajudar. E nesse caso não há muito a fazer.

    Para mim duas coisas ficaram deste processo que permitiu que os meus dois filhos fossem amamentados em exclusivo até perto dos 6 meses e em paralelo com a introdução de outros alimentos até aos 17 meses de idade, de alguma forma, como eu pretendia.

    Primeiro foi este livro, que me alertou que não é assim tão fácil, mas que temos que acreditar que é possível.

    Que se há dor, há formas de aliviar;

    Que se o bebé dorme e não mama, se calhar é melhor aliviar e tirar um pouco para não encher de mais;

    Que se o bebé não mama muito, não é porque o leite é fraco, é porque é preguiçoso ou tem sono, ou pela a própria fisionomia do bebé, o formato da boca que não permite uma boa pega, etc;

    Que ele não precisa de suplemento, mais uma vez porque o leite não é fraco, uma vez que o leite da mãe é sempre suficiente.

    Segundo a Pediatra só mesmo em caso de doença grave, a mãe não conseguiria produzir leite suficiente para o bebé. Pode acontecer, mas são casos raros. Em geral, TODAS, mas Todas as Mães eram capazes de conseguir alimentar o seu filho em exclusivo até aos 6 meses. Nunca desistindo e sempre tendo em mente que É POSSÍVEL.

    Não querendo também ser muito insistente, sei que há quem não o consiga fazer, ou não queira e aí, também está tudo bem. Respeito. Aliás, toda a pressão que possa existir só vai piorar.

    Em segundo lugar, tive conhecimento de uma nova geração de mulheres denominadas CAM, que são Conselheiras de Aleitamento Materno. E sim justifica ter este nome e esta importância.

    A determinada altura na amamentação da Beatriz, porque a amamentação nem sempre é igual ao longo do tempo, tive necessidade de recorrer a uma CAM que me ajudou imenso.

    Desde a correcção da posição do bebé, às dicas de como gerir as mamadas, tirar ou não leite entre mamadas, conselhos sobre massagem para aliviar e desfazer pequenos nódulos, elas são fantásticas, apoiam imenso. E fazem-no por amor e dedicação.

    Estas CAM existem um pouco por todo o país. Basta conseguirem o contacto de uma e rapidamente ela direciona para uma CAM da vossa área. Em muitos casos elas próprias se deslocam a casa para corrigirem posturas, transmitirem tranquilidade, conselhos, etc.

    Aqui fica a página Cam´s de Portugal para mais informações:

    www.camsdeportugal.pt

     

    Em breve farei um Post onde falarei dos meus truques, experiências, ajudas e ideias!

    Aqui em baixo a imagem do João bem embaladinho. A apoia-lo a  minha super almofada de Amamentação – preciosa ajuda!

     

    almofada-amaeeminhablog

     

    Encontrei também este artigo, bastante directo e  resumido que poderá ser um bom ajudante inicial a todo este processo.

    AQUI