Quanto não vale viver em Portugal?

Quando começo a vestir só duas peças de roupa para sair de casa, sinto-me logo melhor.

De facto somos uns sortudos, que chega a Março, às vezes mesmo em Fevereiro, já temos dias de sol radioso e temperaturas mesmo agradáveis.

O peso da roupa sai e o “peso” dos dias também. Acordamos de manhã, é já dia e o sol já vai alto. Vestimos então, roupa mais leve e as peças mais coloridas saem dos cabides.

Também pensamos logo em como vai ser o dia dos nossos filhos e pensamos que se não lhes vestirmos peças mais leves, vão transpirar e nem vão dar conta disso e depois apanham frio e ficam doentes (isto para quem tem filhos que volta e meia ficam constipados e ranhosos). Então, lá vestimos as peças em camadas, para que esperando que eles ou alguém, vão tirando ou colocando como precisarem.

Sabe tão bem sair de casa e sentir uma brisa fresca, voltar a sentir o sol a aquecer depois dos meses frios de Inverno. Todo o ar se torna mais leve, as pessoas mais sorridentes e bem dispostas. Dá logo vontade de comer mais frutas, saladas e beber mais líquidos, fazer exercício e essas coisas todas que estivemos a pensar fazer nos últimos meses, mas que só agora o fazemos naturalmente e por vezes sem grandes sacrifício.

Planeamos piqueniques e passeios no parque. E tudo o que envolva ar livre e brincadeiras na natureza. Só queremos sair e meter os nossos filhos a correr e a explorarem por onde estiverem.

E viva a Primavera!!

Que planos têm vontade de pôr em prática?

De que Equipa são os Pais que aqui nos lêem?

Estávamos no Pediatra, e estavam dois Pais a passear orgulhosamente ao colo, as suas minúsculas filhas bebés.

Acho que até se olhavam entre eles, como forma de dizer – eu também sou dessa equipa, da equipa que apoia a mãe, que vem ao Pediatra em família, que divide tarefas, que carrega no colo, que acalma os choros e apazigua cólicas e fica acordado de noite.

Num outro dia, um outro Pai comentava, que ia comemorar os 15 anos da filha, pois nos últimos 12 anos tinha dedicado o tempo ao negócio de família, pelo qual achava que se tinha que dedicar inteiramente daí para cá. Mas naquele dia ia deixar a empresa e ia fazer uma coisa mais importante, passar o dia com a sua filha!

Sem duvida, que tal como as Mães, os Pais são igualmente importantes no desenvolvimento de uma criança.
A presença é muito importante, o acompanhamento, as ações, o contributo que estão a dar aos filhos, à família e a eles. Pois o tempo passa e de repente as filhas já tem 15 anos e depois 18 e 20 e saem de casa e depois nunca mais volta a ser igual.

Aproveitem não só o dia do Pai, como todos os dias, para partilharem com os vossos filhos, as vossas vidas e darem a eles a oportunidade de partilharem as deles.
Carreguem no colo as menininhas e os menininhos quantas vezes as que puderem. E orgulhosos saiam por aí a mostrar que são da mesma equipa. Da equipa que está próxima dos meninos, das mães e das famílias.

 

As Mães que também ficam doentes!

Nós achamos que as nossas Mães são resistentes, porque elas estão sempre dispostas a ajudar.
Nós achamos que as nossas mães não estão cansadas porque nunca se queixam e fazem-nos tudo. E achamos que nunca ficam doentes, porque são Super Mulheres e que vão ficar connosco para sempre!
Mas as nossas mães também se cansam e as nossas mães também ficam doentes. E também ficam frágeis. E quando estamos perante isso, pensamos no quanto o certo pode ser o não certo. Nunca iremos estar preparados. Faz parte de nós e da nossa existência. Podemos estar mais próximos ou mais afastados mas sabemos que podemos sempre contar com elas, que elas estarão sempre lá. Essa certeza dá-nos paz, dá-nos conforto. Dá-nos um género de amnésia do que pode ser a realidade.

Agora fazem o mesmo pelos nossos mais pequeninos. Voltamos a poder contar com elas e eles também.

E se a nossa Mãe é das que se desdobra e multiplica por nós, acabamos por receber essa herança e sem pensarmos nisso reproduzimos com os nossos filhos, sem queixas, sem pensar e sem pedidos de volta. E mais uma vez estamos a perpetuar este efeito mágico que passa de geração em geração.

 

Ler também:

As Mães, não há duvida, têm aquela coisa!

 

 

Querem passar um bom bocado no meio da natureza? Visitem o Parque Biológico de Gaia

Num fim-de-semana do mês de Fevereiro e a aproveitar o bom tempo, fomos visitar o Parque Biológico de Gaia.

Já lá tínhamos ido há alguns anos, mas ainda sem meninos e já tínhamos muito boa impressão. Desta vez fomos com eles e o João ainda teve a companhia de um amiguinho.

Na entrada do Parque existe um dinossauro em tamanho real, a fazer as delícias dos meninos, que não se assustem com este Braquiossauro Gigante!

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O Parque Biológico é uma reserva natural, que surgiu da necessidade de preservar um espaço agrícola e florestal, e dar a conhecer aos visitantes um pouco sobre o meio que o envolve.

São aproximadamente 3 km de percurso. Não é plano, aliás tem bastantes elevações, e declives. Mas é bom para quem quer passar um bom bocado e aproveitar para se exercitar um pouco. Com a vantagem de estar no meio de zonas quase inalteradas e bastante preservadas.

Ao longo deste percurso tem lagos, ribeiros, pontes, zonas rurais, moinhos, eiras, espigueiros e casinhas adaptadas à habitação de alguns animais. Tem também informações sobre a área envolvente, as plantas e os animais, assim como bastantes observatórios com informação complementar.

Vimos veados, corujas, uma raposa muito irrequieta, grandes corvos negros, garças, grifos, tartarugas, cegonhas, cavalos, burros e vacas. E ainda demos comida a Cabrinhas.

Fica muito perto do Porto. Realmente acabamos por nos esquecer da oferta de coisas que temos aqui tão perto e passam-se anos até repetir. Este é um sítio óptimo para visitar, principalmente com miúdos citadinos como os meus. É fantástico e eles precisam disto:

  • ar puro,
  • exercício,
  • sítios para correr sem risco,
  • contacto com a natureza,
  • proximidade com alguns animais e os seus habitats naturais

E dá sempre para aprenderem alguma coisa. Se forem curiosos e “perguntadores” como os meus, vão ter muito assunto e matéria para desenvolver, além de belas fotos para recordar mais tarde.

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Uma das zonas do percurso, que é mesmo para arranjar forças e subir.

 

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A zona onde estavam os veados – muito lá ao longe conseguem-se ver.

 

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O sitio das cabrinhas

 

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A cabrinha percebeu que tem uma visita.
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Alguém queria comer o lanche da Beatriz
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A cabrinha acabou por comer folhinhas que os meninos lhe foram dando.
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Uma das vistas, com o leito do rio que percorre o Parque.
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Um dos lagos – neste ouviam-se sapos a coaxar

 

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Umas vaquinhas muito curiosas.

 

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O Pôr-do-Sol e o dia está a chegar ao fim.
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Uma roda de tirar água.
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Vegetação muito variada.
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Algures na imagem está uma Coruja muito atenta a quem passa. Conseguem descobri-la?
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Uma queda de água do Rio Febros

 

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A lenda do Frei-João sem cuidados, numa zona de Carvalhos.

 

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Até outro dia amiguinhos!! Despede-se o Braquiossauro.