O que recordam dos tempos antes do nascimento do vosso primeiro filho?

É com muita saudade e nostalgia que recordo os tempos que antecederam o nascimento do meu primeiro filho.

Desde os 3 meses de gravidez que fiquei em casa e por isso não me faltou tempo, nem tive limitações para preparar tudo ao mínimo pormenor. Para imaginar mil vezes como seria a carinha do meu bebé, para imaginar mil vezes como seria tê-lo quentinho nos meus braços, sentir-lhe o cheirinho, dar-lhe beijinhos e colinho.

Começamos logo a interagir com eles, ainda antes de nascerem e imaginamos as mil e uma coisas que tenha a ver com a chegada deles.

Lembro-me perfeitamente de fazer listas de tudo e mais alguma coisa. Desde o que levar para a maternidade, lista para os primeiros tempos, para o primeiro ano de vida. O que precisava para o quarto, para o banho, para o passeio, para a comida. De fazer as listas do que precisava comprar, de comparar preços, perceber onde compensava mais comprar e qual marca. De começar a magicar o que podia ser eu a fazer em vez de comprar e do que precisava de arranjar para que isso fosse possível.

Lembro-me tão bem de lavar as roupinhas e de as ver todas no estendal alinhadas e do cheirinho que saía dali, e que não voltou nunca mais a ser igual. De fazer os conjuntinhos e de os guardar nos saquinhos próprios para a maternidade separados por dias. De guardar nas gavetas as roupas por tamanhos, tipos e cores.

Foram momentos muito doces. De sonhos quase vividos, de esperança que tudo ia correr bem, de fantasia do que queríamos fazer, de construção do ninho e de muito amor.

Não volta a ser igual. Nessa altura estamos a aprender a ser Mães, aos pouquinhos. Ao direccionarmos todas as atenções e pensamentos para o nosso bebé que temos na barriga, vamos largando o Eu e acrescentando aos poucos o Nós. Tudo o que fazemos anda à roda daquela barriga e do projecto que ali se está a criar. E podem passar os anos que forem que isto é tão forte que nunca na vida se poderá esquecer.

E depois, mesmo que se repita a experiência, nunca mais teremos aquele silêncio quando estávamos só nós e a nossa barriga, só nós e os nossos pensamentos sobre todo o desconhecido envolvido e a ansiedade. Não volta a ser igual.

Volta a ser bom e volta a dar muitas saudades. Tudo com outra sabedoria e com menos medos e ansiedades. Com novos sonhos e alegrias. Tudo em rosa e em rendinhas, em vestidos com folhos pequeninos. Ou de outras cores, com outros sabores, com outras memórias.

E assim com estas memórias, vamos diminuindo a saudade e por breves instantes revivemos esse passado tão doce. E relembramos aquela Mãe em construção, aquela Mãe envolta em sonhos e em esperança, a que acreditava que tudo era possível, que o melhor estava ali a ser vivido, e que aqueles tempos podiam nunca mais voltar.

Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

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