Como controlar as emoções quando elas teimam em aparecer?

Conseguem controlar as emoções, ou deixam-se ir e logo se vê?

Acho que nunca mais chorei a sério depois de ter filhos. Aquele chorar de lavar a alma, de limpar, de deitar fora o que já não serve, aquele chorar que purifica. Sabem esses? Nunca mais tive! Não sei porquê, mas quando estou quase naquele momento de abrir a torneira não consigo, não dá, não sei.

Desde que tive as crianças que não me lembro de ter uma grande choradeira. Penso que deve ser porque não tenho nada realmente para estar profundamente triste. Sinto-me bem, completa, não tenho nada na verdade porque chorar, é uma coisa que me intriga, ás vezes até dava jeito, mas não dá.

Não é tristeza, é emoção mesmo!

Já a lágrima fácil, os olhos embaciados e a choraminguisse, essa pinga a cada passo. Basta ver:

    uma cena mais lamechas,
    algum episódio que meta bebés,
    situações mais sensíveis com crianças,
    ou alguma coisa que meta os meus meninos…
  • E lá estou eu de lágrima teimosa no olho, o nariz começa a picar e a fazer comichão. E nesse momento é melhor pensar noutra coisa e sair dali a correr.
  • Se estou com alguém então chego a parecer mal educada. Ou pelo menos não muito simpática, porque me calo ali mesmo e não há mais conversa! Já me aconteceu, por exemplo, estar a falar com mães dos amiguinhos dos meus filhos, de alguma situação sobre eles que me deixa mais sensivel e a determinada altura tenho-me que me calar. Simplesmente fico calada a olhar para o infinito, tipo “nem estou aqui!” A voz começa-me a fugir e acabo a conversa, mesmo que não chegue a terminar a ideia. Paciência!

    Das duas uma, ou outras mães disfarçam muito bem, como eu tento fazer com mesmo muito esforço, ou então devo ser a Mãe mais piegas e choramingona que conheço.

    A maternidade não vos pregou uma rasteira neste aspecto e não vos meteu a choramingar por tudo?

     

     

     

    Banheira Shantala – Top 10 – essenciais da Maternidade

    Se quiserem mesmo saber o que adorei usar nos primeiros tempos de Maternidade, esta foi sem duvida uma das melhores!

    A banheira Shantala, Tummy Tub, ou se quiserem a banheira Balde.

    Quem é que nunca ouviu de outros pais, que nem sempre era fácil dar banho aos bebés? Os relatos não eram muito animadores, os bebés choravam muito, mexiam-se imenso, havia o receio de os deixar escorregar, os pais tentavam trinta por uma linha e no final, uma experiência que devia ser tão boa e relaxante, era tudo menos isso. Havia também quem referisse o uso de adaptadores, tapetes e artefactos para ajudar a dar banho aos seres minúsculos e escorregadios, mas isso ainda assim me parecia muito pouco prático e pouco eficaz.

    Pois, como todos acabamos por fazer, fui pesquisar! Fui ver como faziam outros pais e havia muitos testemunhos que falavam super bem das banheiras Shantala, das suas experiências e os comentários eram de facto o oposto de todos os que tinha ouvido falar. Vejamos:

    • Os bebés entravam e saiam do banho sempre serenos;
    • Era super relaxante para eles;
    • Por ser um espaço mais pequeno, era um ambiente mais controlado, sem correr o risco deles escorregarem
    • Era uma experiência realmente pacífica para todos;
    • O bebé era parcialmente mergulhado até à zona dos ombros por ser um recipiente vertical, o que permitia de alguma forma simular o ambiente do útero Materno;
    • E que o banho era afinal uma boa experiência

    Então como gosto de experimentar coisas novas e como tudo me fazia sentido, não tive dúvidas, eu queria uma para o meu bebé! E não foi difícil arranjar.

    Na altura fiz umas aulas pré-parto de Pilates para Grávidas na Gimnogravida. Adorei estas as aulas! Mas isso ficará para falar noutra altura, prometo.

    Havia a magnifica banheira Shantala e trouxe para casa.

    (Assim como outros itens um pouco mais diferenciados e difíceis de encontrar na altura. A almofada de amamentação gigante, por exemplo.)

    Bom, então quando finalmente o João mergulhou na Banheira, percebemos logo que tinha sido uma boa opção. Uma carinha de bebé feliz, completamente relaxado e adaptado àquele ambiente. Quase que saía de lá a dormir.

    Basicamente, a banheira pode ser usada desde os primeiros banhos do bebé, até eles caberem na banheira. Por mim eles ainda a usariam hoje em dia!

    Depois é só necessário aprender uma ou duas técnicas para segurar o bebé. Nomeadamente a de segurar o bebé com a nossa mão em forma de pinça, pela frente de forma a ter a cabeça segura e sempre fora da linha de água e ao mesmo tempo com a outra mão dar o banho ao bebé. No fundo é o que nos ensinam nas aulas pré-parto para dar banho nas banheiras que chamamos normais e é perfeitamente possível o banho ser dado apenas por uma pessoa.

    Também há a questão de onde a podem colocar. Pois podem coloca-la em qualquer superfície plana ou até mesmo dentro da banheira dos adultos. No nosso caso, como dávamos banho no quarto, arranjei um material plastificado que colocava por baixo e dava mesmo ali para que não houvesse diferenças de temperatura. Mas são opções.

    Como em muita coisa cá em casa, esta banheira teve a sua segunda vida com a Beatriz e a experiência não se alterou muito. Os banhos aqui em casa sempre foram pacíficos sem grandes trabalhos e sempre foram momentos agradáveis e sem choradeiras.

    A nossa avaliação, de todos cá em casa é sem dúvida muito boa e faz parte do Top 10 dos itens da Maternidade. 

    Assim como Babywearing – Top 10 – essenciais da Maternidade

    Espero que em breve outro bebé seja feliz na nossa Shantala azul.

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    Mais informação aqui.

     

    Homenagem ao pequeno Yulen

    Hoje tinha previsto escrever uma outra coisa, mas não consigo ficar indiferente, não só porque tenho uma filha de dois anos, que nos últimos dias não me canso de abraçar, como não consigo deixar de pensar naqueles pais que, pela segunda vez, ficaram sem o seu filho.

    Em jeito de homenagem ao menino Espanhol – Yulen – aqui fica uma imagem que vi circular nas redes sociais e que realmente é a forma como eu o quero imaginar.

    Que descanse em paz!

     

    Conhecer o Jardim da Casa da Prelada.

    A Casa e o Jardim da Prelada é um sítio escondido e pouco divulgado que poucas pessoas têm conhecimento que existe e sequer sabem onde fica. É aquele sítio que surpreende pela positiva sem dúvida. Vale a pena uma visita.

    O Jardim, estilo Jardim Francês, caracterizado por formas geométricas e por simetrias, tem caminhos bem definidos, com arbustos verdes, compactos e com formas estruturadas pela poda regular. Consegue-se perceber cuidado e harmonia tanto na sua execução como manutenção. Existem muita áreas com sombras dados pelos muitos Ciprestes, Pinheiros e Camélias. Existem lagos e árvores um pouco por todo o resto do jardim, tudo disposto de forma simétrica e cuidada.

    Para mim a melhor experiência é o labirinto que existe junto à casa, cuidadosamente feito com estes arbustos verdes, que têm uns belos centímetros acima das nossas cabeças. Por isso passar entre eles sem ter a noção de onde estamos e para onde vamos, é realmente uma boa experiência. Mesmo no meio e para quem conseguir lá chegar, dá com uma árvore enorme, frondosa e que cobre com a sua copa toda a zona central do meio do labirinto. Para quem gosta de coisas ligadas à História e/ou à Mitologia Grega, não há como não lembrar as histórias do labirinto do Minotauro.

    A experiência foi fantástica. Levando os miúdos é perfeito. Divertiram-se muito a encontrar caminhos.

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    Mais sobre este local aqui.

    Existem outras áreas a explorar e sem duvida a Casa, que ficará para visitar uma próxima vez!

     

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    Para saberem um pouco mais aqui e como lá chegar.

    Como passar uma óptima manhã de domingo com os pequenos.

    Lemos e ouvimos constantemente notícias e artigos sobre como melhorar a nossa vida e a dos nossos filhos e vamos logo espreitar a ver se nos serve e se é desta que as coisas ficam realmente magníficas!

    Algumas tentamos aplicar, outras são impossíveis de fazer acontecer e outras nem por isso.

    Uma das ultimas mais recentes foi a de que o Mar tem super poderes. Que deveríamos sempre que possível estar junto dele.

    Ora, não é nada que não saibamos e que não tenhamos experimentado já os seus super poderes e efeitos fantásticos, mas muitas vezes esquecemos-nos das coisas que já consideramos normais e adquiridas. E no caso do Mar e da Praia pensamos neles lá mais para o Verão, quando está calor ou aparecem os primeiros raios de sol na Primavera.

    Eu tenho pena que muitas das vezes que vou à praia não consiga concretizar pelo menos o simples ato de mergulhar, da sensação óptima que é estar na água salgada, das ondas que nos suportam, tudo isto é fantástico e tem realmente efeitos curativos. Ou então de estar só na areia a sentir o vento na cara, o calor ou frio e a absorver em silêncio tudo aquilo que o Mar nos dá. Sem duvida é tudo bom!

    Por aqui temos sorte de estar tão perto do mar. Geograficamente a nossa casa está a 4 km em linha reta até ao mar. Não devia haver desculpas para não irmos lá mais vezes.

    Da nossa casa também se vê o mar. Estou sempre a dizer isto, mas isso porque valorizo mesmo muito este aspecto e não há um dia, e faço-o muitas vezes ao dia que, não olhe lá para o fundo e pense – Lá está o Mar, que sorte tenho de o ver!

    Nem imagino quem vive só com montanhas ao redor. Não ter no horizonte aquela linha que separa o mar, já por si imenso, do céu e que nos dá uma sensação de infinito, que há mais para além dali, sabem?

    Bom, posto isto tudo, porque este fim-de-semana ficou prometido uma visita à praia e porque eu sei que lhes faz bem, lá fomos.

    Passeamos junto ao mar, comemos bolachinhas feitas por nós, brincamos na areia, atiramos umas pedras à água e outras trouxemos para casa para pintar mais tarde. Almoçamos com uma boa e querida companhia e viemos dormir uma bela sesta.

    Não foi preciso muito. Só um dia de sol fantástico, mesmo em pleno inverno e meter pés a caminho.

    Tenho a certeza que trouxemos de lá mais do que pedrinhas nos bolsos e areia nos sapatos.

    A arte de fazer bolachas, bolachinhas!

    Se há coisa que entretém os miúdos por um bom bocado, é mete-los no processo de fazer as bolachas que vão comer!

    Desde ajudarem a fazer a massa, a estender, a escolher a formas e usá-las, dá entretimento garantido durante um bom bocado.

    Para não falar da alegria quando chega a hora de as comer!!

    Bolachas de Manteiga

    Estas são normalíssimas de:

    manteiga com sal;

    farinha normal;

    açúcar refinado;

    fermento e água.

    Formas do Ikea

    Muita paciência, dedicação e ter tempo para o tempo deles!

    É assim que acaba mais uma semana.

    Depois dos feriados, das férias e de ter ficado em casa mais dois dias com a pequenina que esteve doente, esta seria a semana que eu iria trabalhar uma semana inteira, após duas semanas.

    Cinco dias que no início da semana me pareciam imensos e que seriam intermináveis.

    Achei que iria ser duríssimo para todos. Que a semana nunca mais iria acabar e que iríamos estar todos extremamente cansados.

    A verdade é que, eu não sei como foi estamos no final da semana… a semana passou a voar e hoje já é Sexta-feira!

    Olho para trás e parece que estive em modo automático e não me lembro sequer por onde passei ou o que é que fiz.

    É um pouco assustador que o tempo esteja a passar assim. Este modo automático que nos deixa alienados e, que remédio, conformados.

    Queremos realmente isto? São estas semanas que vamos guardar na memória?
    Com certeza que não!

    E os miúdos? Será que eles se lembram? Ou a eles também lhes passam ao lado semanas como esta?

    Este é o amigo “Cavalinho” dos meus filhos.

    Este é o amigo “Cavalinho” dos meus filhos.

    Já desde pequenino que o João tem uma adoração por este Cavalo. Havia outro mas desapareceu, dissemos que foi para outra casa. É o problema do apego.

    Eram imensas as vezes que ele nos pedia para ir vê-lo. Não só vê-lo como dar-lhe comida. Ficava feliz da vida quando depois vinha contar que lhe deu cenouras e maçãs e ele as tinha comido.
    Este hábito passou-o á irmã que agora já adoptou o “Cavalinho” como seu amiguinho e agora lá vão os dois dar-lhes comida. É uma experiência simples mas muito gira para eles!

    Á custa deste cavalo já conseguimos por muitas vezes contornar a questão das couves na sopa e da alface na salada, pois,

    O Cavalinho é forte porque come erva!
    (é verde – como as couves e a alface).

    Além de tudo este é um belo sitio para andar de bicicleta, triciclo e tractor, para os mais exigentes.
    Ou simplesmente passear a pé.

    Mais um sitio verde no meio da cidade e que fica muito perto da Casa Da Prelada.

    Ver aqui Conhecer o Jardim da Casa da Prelada.

    Como fazer deste ano, um ano ainda melhor? De 2018 para 2019

    2018 foi o ano em que descobri a sério que posso fazer muitas coisas, aliás, que posso fazer qualquer coisa!

    Basta querer. E eu quis!

    A Maternidade ensina-nos muito. Uma das coisas que me trouxe foi a consciência de nos podermos transcender, de fazer mais do que poderíamos imaginar. Isso dá-nos a garra para fazermos algo que não considerávamos pertinente no percurso de vida que achávamos que seria o nosso.

    Agora sei que nada nos define. Nem nome, nem idade, nem formação, nem crenças, nem local onde nascemos.

    O Mundo é sempre – e para sempre – um livro, pronto a ser escrito e definido por nós.

    Vamos a isso 2019!

    Com 2 ainda vá. Mas 3 ou mais, como conseguem?

    Quando vejo Mães com 3 e 4 filhos penso, afinal cuidar de 2 não é assim tão
    difícil…
    Há dias em que é preciso uma ginástica imensa para conseguir gerir dois
    horários diferentes, 2 actividades, 2 escolas, 2 ritmos distintos…
    Uma festa aqui, um acontecimento acolá. Ora hoje é dia disto, amanhã daquilo.
    Comprar material para levar para a escola 1, ir a correr arranjar um boneco para
    o trabalho da escola 2. Então agora em época de Natal foi hercúleo. E depois lá
    estou eu a fazer comparações para ver se consigo relativizar a coisa.

    E se fossem 3? 3 idades diferentes, 3 horários, 3 exigências, 3 actividades e acontecimentos sociais diferentes. E 4? Agora vamos lá fazer contas que eu já me perdi.

    E depois vejo algumas mães destas 3 e 4 crianças, serenas, com caras tão
    frescas, tão controladas.

    Penso: Claro! O Pai não trabalha, deve ter lá a mãe, a avó, a tia, 3 Nannies, 1
    aldeia inteira a tomar conta. A cuidar, a alimentar e a transportar aquela criançada toda pelos 4 cantos da cidade!
    Todos a tentar colmatar as solicitações da tão agitada vida social  deles. Mais social e agitada que a nossa sem dúvida, porque na verdade a nossa lá se foi, se ainda existisse aí era o fim da macacada… e nós temos que escolher.

    E eles ainda são tão pequeninos… dizem que piora.

    Mães de 3 e 4 filhos contem-nos lá as vossas dicas mágicas! E as de 1 e 2 filhos também.
    Todas as ideias serão ótimas para experimentar e perceber se saímos disto sem grandes danos. Ou então mandem daí uma Nanny ou duas. Também agradeço.

    Mais alguém que também acha que com mais um era o “fim da picada?”