O que eu aprendi com a amamentação.

Neste assunto, acho que tive sorte!

Mas também sei que não é a sorte que decide as coisas, somos nós. Aquilo em que acreditamos e no que definimos como adquirido sendo que para mim dar de mamar era um objetivo inquestionável.

Ainda grávida emprestaram-me um livro de uma Pediatra sobre a Amamentação. Quem me emprestou, perguntou na altura se eu queria amamentar. Respondi que sim, como, claro que sim, não é o que é normal fazerem todas as Mães?!?

Ao longo do tempo percebi que não é. Que não é bem assim, nem assim tão fácil.

No livro dizia que o leite estava na nossa cabeça e não no peito.

Tudo o que li a seguir foi, para mim, uma nova abordagem sobre assunto. Na altura se eu tivesse ido para a amamentação com – sim, óbvio que vou amamentar – poderia ter “corrido mal” como acontece a tantas mulheres.

Antigamente, e não assim há tanto tempo, as mulheres moravam mais próximas umas das outras. Várias gerações de mulheres ajudavam-se e passavam conhecimentos valiosíssimos entre elas. Já hoje em dia vivemos mais isoladas, deslocadas das zonas de habitação inicial, onde estão as avós, as mães, as tias, ou seja, essas mulheres que idealmente estariam presentes na altura do parto, da amamentação e de toda esta nova realidade da maternidade. Essas que teriam o papel importantíssimo de apoiar, incentivar e dar o exemplo.

Além disso, existe uma grande pressão para que tudo corra num nível perfeitamente perfeito, mas não corre… então muita informação se perde, o apoio não existe ou então vai depender muito do profissional que encontrarmos.

Mas muito poucos profissionais têm conhecimento ou vontade de ajudar. E nesse caso não há muito a fazer.

Para mim duas coisas ficaram deste processo que permitiu que os meus dois filhos fossem amamentados em exclusivo até perto dos 6 meses e em paralelo com a introdução de outros alimentos até aos 17 meses de idade, de alguma forma, como eu pretendia.

Primeiro foi este livro, que me alertou que não é assim tão fácil, mas que temos que acreditar que é possível.

Que se há dor, há formas de aliviar;

Que se o bebé dorme e não mama, se calhar é melhor aliviar e tirar um pouco para não encher de mais;

Que se o bebé não mama muito, não é porque o leite é fraco, é porque é preguiçoso ou tem sono, ou pela a própria fisionomia do bebé, o formato da boca que não permite uma boa pega, etc;

Que ele não precisa de suplemento, mais uma vez porque o leite não é fraco, uma vez que o leite da mãe é sempre suficiente.

Segundo a Pediatra só mesmo em caso de doença grave, a mãe não conseguiria produzir leite suficiente para o bebé. Pode acontecer, mas são casos raros. Em geral, TODAS, mas Todas as Mães eram capazes de conseguir alimentar o seu filho em exclusivo até aos 6 meses. Nunca desistindo e sempre tendo em mente que É POSSÍVEL.

Não querendo também ser muito insistente, sei que há quem não o consiga fazer, ou não queira e aí, também está tudo bem. Respeito. Aliás, toda a pressão que possa existir só vai piorar.

Em segundo lugar, tive conhecimento de uma nova geração de mulheres denominadas CAM, que são Conselheiras de Aleitamento Materno. E sim justifica ter este nome e esta importância.

A determinada altura na amamentação da Beatriz, porque a amamentação nem sempre é igual ao longo do tempo, tive necessidade de recorrer a uma CAM que me ajudou imenso.

Desde a correcção da posição do bebé, às dicas de como gerir as mamadas, tirar ou não leite entre mamadas, conselhos sobre massagem para aliviar e desfazer pequenos nódulos, elas são fantásticas, apoiam imenso. E fazem-no por amor e dedicação.

Estas CAM existem um pouco por todo o país. Basta conseguirem o contacto de uma e rapidamente ela direciona para uma CAM da vossa área. Em muitos casos elas próprias se deslocam a casa para corrigirem posturas, transmitirem tranquilidade, conselhos, etc.

Aqui fica a página Cam´s de Portugal para mais informações:

www.camsdeportugal.pt

 

Em breve farei um Post onde falarei dos meus truques, experiências, ajudas e ideias!

Aqui em baixo a imagem do João bem embaladinho. A apoia-lo a  minha super almofada de Amamentação – preciosa ajuda!

 

almofada-amaeeminhablog

 

Encontrei também este artigo, bastante directo e  resumido que poderá ser um bom ajudante inicial a todo este processo.

AQUI

 

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