As Mães, não há duvida, têm aquela coisa!

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Às vezes penso que só eu entendo o que querem dizer os meus filhos, não quando falam, digo, mas quando falam de outra maneira, seja por birras, olhares, ou até conversas.
Não acham tambem que só nós sabemos o que eles querem expressar e não conseguem?E talvez por isso que, quando já esgotaram todas as possibilidades de extravasamento emocional e físico, queiram a Mãe?

Só agora percebo a minha.
Tão clichê, mas é isto!
Só a minha Mãe, hoje em dia percebe como eu quero que ela me ajude.
Muitas vezes eles têm ficado com os Avós maternos, ou porque a escola fecha ou porque ficam doentes.
Os dois fazem imensa companhia e brincam muito com eles.

Mas a minha Mãe…

Só a minha Mãe percebe o que eu preciso, aonde quero que me ajude sem interferir. Até onde quero que vá com eles e as coisas que eu quero que faça.
E é tudo tão mais fácil.
É incrível..
Não é por ser mais isto ou aquilo.
É por ser Mãe, é por estar atenta, é por ver mais do que com os olhos, ou ouvir mais do que com os ouvidos.

É o que vai lendo nas entrelinhas e o que junta.
É por me conhecer, claramente, mas por ver mais para além do que vê.

 

Este é o sentido  que quero apurar mais.
O que quero usar como ferramenta para lidar com eles, falar com eles e os perceber melhor.

Chegar ao ponto de lhes responder sem eles me terem feito pergunta alguma, ou levar-lhes, seja à mão ou ao coração o que precisam sem me pedirem, ou até pensarem.

 

Chupeta – OUT

Desde a consulta no dentista que as chupetas que restavam aqui por casa deixaram de ser usadas. A Beatriz estava com os dentinhos da frente um pouco saídos e decidimos que chegou a hora.

Ainda por aí andam algumas, devo fazer uma memory box de chupetas para guardar a primeira e a última usada por cada um.

Mas a Beatriz é uma crescida, como ela diz acompanhado de um olhar deslizante por ela a baixo para nos mostrar o quão grande ela está. Então, já há 4/5 dias que não usa Chucha…

Valente!

Pensei que fosse bem mais complicado porque ela não adormecia em casa sem ela e eu bem via a sucção forte que ela fazia naquilo.

Mas já está, foi-se, já se foi o miminho da minha pequenita… Estou muito orgulhosa dela.

 

E por aí como tem sido o largar da Chupeta?

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by Pixabay

 

Dentista parte II

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João e Beatriz no Dentista

Ora, lá fomos de novo ao Dentista.

João continua com ZERO cáries! Beatriz ZERO caries também! Iupi!!!

Ufa… conseguem imaginar os nossos pirralhinhos pequenos a abrirem a boca e a deixarem a broca a fazer coisas lá dentro? Ou deixarem levar uma pica de anestesia?

Eu não…

A médica e assistente foram novamente impecáveis no início e deixaram-os bem à vontade, fosse o caso de precisarem de alguma intervenção. Eles mexeram no aspirador, nos vários aparelhos, meteram coroas na cabeça de Rei e Princesa, varinhas mágicas, balões, enfim… foi mais uma brincadeira que outra coisa.

Depois de abrirem as boquinhas para ver se estava tudo bem, “fizeram flúor”, umas goteiras com uma pasta meio gelatinosa vermelha que tiveram que ter na boca 1 minuto e a seguir cuspir.

O João, cuspiu bem, pois já tem essa noção. A Beatriz não, deve ter engolido alguma daquela pasta pois mais tarde vomitou. Penso que terá sido por ter pouca comida no estômago (verifiquei depois) e por aqueles resíduos terem ficado lá meio perdidos e isso a tenha deixado ficar mal disposta. Convém cuspir tudo.

(Depois de publicar este artigo, recebi um comentário de um profissional na área, com uma diferente opinião, que achei válido editar.
Realmente uma criança tão pequenina como a Beatriz não tem ainda bem a noção do cuspir e a reacção que teve – vomitar, foi por ter engolido os resíduos da pasta e o organismo, esperto, reagiu e pôs tudo aquilo para fora. Sendo assim, não é aconselhado que meninos tão pequeninos façam o suplemento de flúor, a não ser que realmente seja necessário. Em caso de dentes saudáveis, o flúor que a pasta de dentes que eles usam tem, será suficiente.)

Seja como for, é para voltar daqui a um ano.

Recomendações: O João já tem que usar a pasta com flúor  todas as vezes que lavar os dentes e a Beatriz passar a usar essa uma vez por dia.

Ida ao Dentista II: Prova superada!!!!

 

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Beatriz a usar o aspirador no Dentista

 

A primeira ida ao dentista.

 

A urgência de nos ligarmos ao Natural 

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Dandelion-Nita-Pexels

A urgência de nos ligarmos ao natural.
Ao primário.
Ao instinto.
Ás nossas antepassadas.
Ás bruxas e ás pioneiras.

Esta cena da maternidade num mundo agitado e nervoso de hoje em dia mete-me muitas vezes a pensar.
Então e como era antes?
Como é que criavam as crianças? Elas sobreviviam, é verdade.
Digo, quem realmente se dedicava aos miúdos.
Como é que o faziam quando tinham que fazer as tarefas diárias, as mesmas coisas todos os dias? Como nós.
Onde é que os punham e como os entretinham, estimulavam, brincavam?
Quando nem sequer havia água nas torneiras, nem gaz no fogão! Todas as coisas que nos facilitam a vida hoje em dia e nos fazem ter mais tempo? (Ahahaha… ou nem por isso).

Bom, tenho que ir pesquisar se quero saber exactamente como seria.
Mas de uma coisa tenho a certeza, estas Mães não tinham um trabalho das 8:30 às 17:30 e uma hora de almoço das 12:30 às 13:30!

Não tinham que ir meter os miúdos na escola ( formato caixa ).
E as crianças não estavam presas e organizadas por idades desde quando ainda nem sabiam gatinhar.

 

Quero imaginar que os levavam com elas para os campos, que os deixavam lá, debaixo de olho, mas deixando-os explorar.

Deixavam-os subir às árvores, apanhar bichinhos esgravatando com um pauzito. Arrancariam as cenouras pelas ramagens e comiam-nas mesmo ali lavadas num regato.

Aprendiam a andar sobre todos os tipos de piso e aprendiam a subir nos galhos das árvores mais altas. Exploravam com a curiosidade que lhes é pertinente, e iriam questionando as Mães, sobre para onde iriam aqueles pássaros a voar todos juntos, ou como apareciam as maçãs nas árvores, ou porque eram vermelhas e assim se passaria o tempo.

Sempre ocupado, mas a respeitar o tempo de cada coisa.

O tempo de semear, o tempo de cuidar, o tempo de colher, e assim para tudo.

E cada dia na sua pacatez seria diferente.

E assim cresciam os pequenos, junto das Mães e dos Pais.

Felizes, digo eu.

 

Então pensando bem, devíamos olhar para trás, imaginar como seria e adaptar.

Tentar simplificar um bocado mais.

Ligarmo-nos mais à Natureza, ao Tempo que passa lento, a sair se o Sol nasceu ou a recolher se o Sol se pôs.

Dar ás Crianças o tempo e o espaço que precisam.

Abrandar…

Dar-lhes a sensação que já não temos, em que o tempo não se sente a passar.

Respeitar os ciclos e o seu ritmo e deixá-los explorar.

É urgente tirá-los das imensas caixas que os empacotam.

Das quais nós já cá estamos e que parece que até estamos confortáveis, porque seguir o que já se conhece não dá trabalho.

Até ao dia que questionámos, questionámos porque a caixa começa a ficar apertada para todos os sonhos que temos.

 

 

E se fôssemos mais generosas?

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pexels

Não deveríamos ser mais generosas umas com as outras?

Sabem quando mal outras Mães começam a falar sobre os filhos e mal nos parece que o que estão a dizer é que são melhores do que nós, ou, que são melhor com os filhos do que nós com os nossos? Ou até que tomaram a melhor opção em determinada altura e isso nos mete os cabelos em pé???

Bem, nessa altura não resistimos em atirar qualquer coisa para a conversa para mostrar que também somos assim, ou pior, que somos melhores. Ou porque é que nós fazemos isto e aquilo e eles, os nossos filhos, fazem qualquer coisa melhor do que os delas…

Isto tudo muito disfarçado de:
“Entendo. Mas eu faço assim, assim…” com aquele tom de – A minha cena é melhor que a tua!

Mas porquê não nos calamos? E ouvimos. Só ouvir!

Deixar pensar, se for o caso, que aquela Mãe fez e faz de facto a melhor opção! E que nada disso tem ou deveria ter a ver connosco.

E que os filhos fazem isto ou aquilo daquela maneira e também está bem! Porque elas são elas. Com as suas experiências e vivências. E nós, somos nós com as nossas.

Está tudo certo!

Há que ser mais generoso. Por muito que nos apeteça dizer alguma coisa, será melhor morder a língua.

Na verdade o que acontece é que nós nem sempre estamos seguras das mil opções e escolhas que fazemos todos os dias e o que queremos mesmo é mostrar quanto boas somos nisto da Maternidade.

Mas temos que nos esforçar para sermos todos um pouco mais generosos.

Simplesmente ficar a ouvir,  escutar e deixar o outro falar.

Não só porque praticamos um acto de generosidade  mas também porque vamos aprender muito mais. Sem dúvida que aprendemos quando deixamos o outro ser como é…

As mesmas coisas? O mesmo resultado, está claro.

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pexels

 

Porque é que queremos e esperamos um resultado melhor, quando fazemos as coisas da mesma maneira?

Quando estamos com pressa, tendemos a fazer as coisas muito rápido. Verdade!

Fazemos tudo encadeado para que consigamos mais coisas em menos tempo. Verdade!

Resultado? Mau resultado!

Nada resulta, tudo se embrulha, temos que voltar atrás e refazer cada coisa outra vez. O tempo, que queríamos recuperar rápido, demorou mais. Ficámos mais nervosas. Não era nada aquilo que queríamos e estamos no mesmo sítio… ou pior.

Então não adianta! Mais vale fazermos tudo no seu tempo, direitinho, assegurando que tudo vai ficar bem feito e para poder avançar. O resto que espere.

Ora, então voltamos acima.
Se queremos melhor resultados porque vamos fazer tudo igual? Da maneira que já conhecemos? E queremos que a coisa não se atrapalhe e saia melhor?!?

Igual com os nossos filhos. Se repetem comportamentos e nós acabamos por lidar com isso sempre da mesma forma, como é eles não os repetirão?
E então porquê continuar nesse registo?
Porque não mudar a estratégia?

Parar
Observar
Experimentar

Eles crescem e nós crescemos com eles. Eles aprendem e nós aprendemos a lidar com eles ou pelo menos temos obrigação disso. Nem sempre é fácil lidarmos com as birras. Por aqui há várias, várias vezes ao dia.

Normalmente é fácil perceber. É sono. Aborrecimento. Um pequeno incómodo. Ciúmes. Mas depois há as outras. As que vêm em forma de alerta, como chamada de atenção que algo na vidinha deles não está bem. Algo que eles não conseguem resolver, seja na escola com um amiguinho ou qualquer outra situação relacionada com o crescimento.

A Psicologia com certeza explica, mas nem sempre temos tempo ou disposição para pesquisar sobre a fase em questão. Embora aconselho, porque assim vamos tirando as dúvidas em vez de partir a cabeça a pensar no que será.

Então, tal e como na nossa vida, há que parar, respirar fundo, observar e experimentar.

E ter Tempo. Mais uma vez ter Tempo.

 

 

 

As mil tarefas

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Photo by Úrsula Madariaga from Pexels

Depois de sair do emprego e de os ir buscar…

Convenço-os a tirar a roupa para irem tomar banho e discutem quem vai primeiro e sobre as coisas que querem meter na banheira.

Não querem lavar o cabelo, nem querem água na cara. E depois não querem sair do banho sequer.

Não se querem vestir. Não aquela roupa, nem calçar meias, nem vestir as cuecas ou o carapau.

Não se querem pentear, nem secar cabelo.
Depois não se querem sentar à mesa.
E quando lá se sentam, não querem aquela colher, claro, querem outra.
Nem querem a sopa, querem água ou pão e o “diabo a sete”, menos a sopa.

Depois de, entretanto, os convencermos destas outras três mil coisas, para podermos ir avançando no processo e nas tarefas, vem a comida e a sobremesa. Repete-se todo o processo. Pelo meio dizer-lhes para que se sentem direitos e comam com a boca fechada, e no fim há que lavar mãos, cara e dentes e não querem nada disso. E chichis e fraldas.

Tudo, mas tudo sempre com grandes argumentações, alguns avanços mas principalmente muitos recuos.
E… quando finalmente adormecem…..
Mesmo que sejam  8:30 da noite….

Estamos exaustos e nada prontos, nem dispostos para fazer o que quer que tivéssemos pensado,

seja para nós, ou para a casa,
ou preparar o dia seguinte,
ou ver um filme,
escrever um pouco… seja o que for!
Exaustos e com a cabeça derretidinha.

E o único lugar que pensamos é na nossa bem-dita cama, na deliciosa almofada e num sono que nos faça esquecer tudo, para amanhã no mesmo sítio e à mesma hora estarmos de novo a repetir tudo. Sempre, sempre, sempre com esperança de que “amanhã” irá correr melhor…

Quem os quer, que os ature…

 

A culpa das mães.

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Photo by Jon Tyson on Unsplash

Não se sentem sempre culpadas porque deixaram os filhos na escola ou aos cuidados de outros para ir trabalhar?

Eu tenho sempre uma pontinha de remorso. No mínimo penso: “Porquê que não nasci rica?” Ou então, porque isso não foi escolha minha, “Porquê que não consigo enriquecer?” Para dar aos meus filhos e a mim própria a liberdade de escolha, porque no fundo é para isso que serve o dinheiro.

Vocês não sentem-se culpadas quando:

  • Foram ao cabeleireiro, coisa que não faziam desde que deram à luz pela última vez?
  • Foram conversar com amigas para ganhar alguma sanidade mental?
  • Os “despacharam” para casa de alguém os miudos, porque só precisavam, não queriam (!), mas precisavam, de ter um pouco de organização na casa, sem ninguém a interferir?

E não, não conseguimos fazer isso às 10 horas da noite quando eles finalmente adormeceram, porque adormecemos também. Porque nas duas últimas noites estivemos acordadas intermitentemente entre as 2 e as 5 da manhã, com insónias (porque já desaprendemos de dormir a noite toda) ou a levantarmo-nos porque um ou outro precisava de nós.

E lá vivemos culpadas e culpando-nos de tudo e qualquer coisa, quando o que nós deviamos ter era Paz.

Porque é isso que as Mães precisam de ter.

Paz para acompanharem os pequenos.

Paz e Alegria para inventar brincadeiras.

Paz, Alegria e Disponibilidade para os ouvir, os sentir e os acompanhar nas fases tão rápidas e seguidas que os Bebés e as Crianças têm.

Por eles e por nós,
Vamos deixar de nos culpar.

 

Só hoje. ❤

 

Um dilema constante

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Photo by Miguel Á. Padriñán from Pexels

 

Vivo naquele dilema constante se fico um pouco mais de tempo a despedir-me deles na escola ou se vou a correr para não ficar a dever 10 minutos ao relógio de ponto.

Se cumpro o horário das 8 horas certinhas, ou se deixo a birra matinal seguir o seu percurso e tempo natural até que acalme e eu perceba do que realmente se trata.

Tipo diabinho ou anjinho tenho sempre um deles a ganhar ao outro. E assim vou gerindo…

Quando começo a fazer lá os meus balanços, fico sempre, mas sempre com um nó na garganta pois arrependo-me.

Arrependo-me de não ter ficado mais vezes, mais tempo.

Se dei mil beijinhos devia ter dado dois mil.

Se me sento e os ouço, em vez de enfiar-lhes as calças pernas acima, devia sentá-los a meu lado, no colo, nas cavalitas… sei lá mais o quê, mas mais vezes!

Os nossos pequenos não pediram este mundo apressado e sempre atrasado.

Se nem nós gostamos disso, porquê que eles haveriam de gostar? Ou como poderiam perceber?!?

Demos-lhes tempo,
Demos-lhes o tempo que eles precisarem.

O tempo deles.

 

Fins de semana maravilhosos!

Malditos fins de semana que só vem para enganar…

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Photo by elizabeth lies on Unsplash

 

Andamos nós toda a semana a suspirar por estes dois dias e depois eles chegam e é só para nos desesperarmos ainda mais. Não conseguimos fazer nada do que queríamos nestes míseros dois dias.

De repente é Sábado de tarde. E logo o Domingo de manhã já passou e é Domingo à noite.

E já estamos nós a pensar na linda e bela Segunda-feira e a suspirar, enganados mais uma vez por aqueles outros dois dias que lá vêm e que vão passar num piscar de olhos…