Month: Outubro 2018

As Mães, não há duvida, têm aquela coisa!

Às vezes penso que só eu entendo o que querem dizer os meus filhos, não quando falam, digo, mas quando falam de outra maneira, seja por birras, olhares, ou até conversas. Não acham tambem que só nós sabemos o que eles querem expressar e não conseguem?E talvez por isso que, quando já esgotaram todas as possibilidades de extravasamento emocional e físico, queiram a Mãe? Só agora percebo a minha. Tão clichê, mas é isto! Só a minha Mãe, hoje em dia percebe como eu quero que ela me ajude. Muitas vezes eles têm ficado com os Avós maternos, ou porque a escola fecha ou porque ficam doentes. Os dois fazem imensa companhia e brincam muito com eles. Mas a minha Mãe… Só a minha Mãe percebe o que eu preciso, aonde quero que me ajude sem interferir. Até onde quero que vá com eles e as coisas que eu quero que faça. E é tudo tão mais fácil. É incrível.. Não é por ser mais isto ou aquilo. É por ser Mãe, é por estar …

Chupeta – OUT

Desde a consulta no dentista que as chupetas que restavam aqui por casa deixaram de ser usadas. A Beatriz estava com os dentinhos da frente um pouco saídos e decidimos que chegou a hora. Ainda por aí andam algumas, devo fazer uma memory box de chupetas para guardar a primeira e a última usada por cada um. Mas a Beatriz é uma crescida, como ela diz acompanhado de um olhar deslizante por ela a baixo para nos mostrar o quão grande ela está. Então, já há 4/5 dias que não usa Chucha… Valente! Pensei que fosse bem mais complicado porque ela não adormecia em casa sem ela e eu bem via a sucção forte que ela fazia naquilo. Mas já está, foi-se, já se foi o miminho da minha pequenita… Estou muito orgulhosa dela.   E por aí como tem sido o largar da Chupeta?  

Dentista parte II

Ora, lá fomos de novo ao Dentista. João continua com ZERO cáries! Beatriz ZERO caries também! Iupi!!! Ufa… conseguem imaginar os nossos pirralhinhos pequenos a abrirem a boca e a deixarem a broca a fazer coisas lá dentro? Ou deixarem levar uma pica de anestesia? Eu não… A médica e assistente foram novamente impecáveis no início e deixaram-os bem à vontade, fosse o caso de precisarem de alguma intervenção. Eles mexeram no aspirador, nos vários aparelhos, meteram coroas na cabeça de Rei e Princesa, varinhas mágicas, balões, enfim… foi mais uma brincadeira que outra coisa. Depois de abrirem as boquinhas para ver se estava tudo bem, “fizeram flúor”, umas goteiras com uma pasta meio gelatinosa vermelha que tiveram que ter na boca 1 minuto e a seguir cuspir. O João, cuspiu bem, pois já tem essa noção. A Beatriz não, deve ter engolido alguma daquela pasta pois mais tarde vomitou. Penso que terá sido por ter pouca comida no estômago (verifiquei depois) e por aqueles resíduos terem ficado lá meio perdidos e isso a tenha deixado ficar mal disposta. …

A urgência de nos ligarmos ao Natural 

A urgência de nos ligarmos ao natural. Ao primário. Ao instinto. Ás nossas antepassadas. Ás bruxas e ás pioneiras. Esta cena da maternidade num mundo agitado e nervoso de hoje em dia mete-me muitas vezes a pensar. Então e como era antes? Como é que criavam as crianças? Elas sobreviviam, é verdade. Digo, quem realmente se dedicava aos miúdos. Como é que o faziam quando tinham que fazer as tarefas diárias, as mesmas coisas todos os dias? Como nós. Onde é que os punham e como os entretinham, estimulavam, brincavam? Quando nem sequer havia água nas torneiras, nem gaz no fogão! Todas as coisas que nos facilitam a vida hoje em dia e nos fazem ter mais tempo? (Ahahaha… ou nem por isso). Bom, tenho que ir pesquisar se quero saber exactamente como seria. Mas de uma coisa tenho a certeza, estas Mães não tinham um trabalho das 8:30 às 17:30 e uma hora de almoço das 12:30 às 13:30! Não tinham que ir meter os miúdos na escola ( formato caixa ). E as crianças …

E se fôssemos mais generosas?

Não deveríamos ser mais generosas umas com as outras? Sabem quando mal outras Mães começam a falar sobre os filhos e mal nos parece que o que estão a dizer é que são melhores do que nós, ou, que são melhor com os filhos do que nós com os nossos? Ou até que tomaram a melhor opção em determinada altura e isso nos mete os cabelos em pé??? Bem, nessa altura não resistimos em atirar qualquer coisa para a conversa para mostrar que também somos assim, ou pior, que somos melhores. Ou porque é que nós fazemos isto e aquilo e eles, os nossos filhos, fazem qualquer coisa melhor do que os delas… Isto tudo muito disfarçado de: “Entendo. Mas eu faço assim, assim…” com aquele tom de – A minha cena é melhor que a tua! Mas porquê não nos calamos? E ouvimos. Só ouvir! Deixar pensar, se for o caso, que aquela Mãe fez e faz de facto a melhor opção! E que nada disso tem ou deveria ter a ver connosco. E …

As mesmas coisas? O mesmo resultado, está claro.

  Porque é que queremos e esperamos um resultado melhor, quando fazemos as coisas da mesma maneira? Quando estamos com pressa, tendemos a fazer as coisas muito rápido. Verdade! Fazemos tudo encadeado para que consigamos mais coisas em menos tempo. Verdade! Resultado? Mau resultado! Nada resulta, tudo se embrulha, temos que voltar atrás e refazer cada coisa outra vez. O tempo, que queríamos recuperar rápido, demorou mais. Ficámos mais nervosas. Não era nada aquilo que queríamos e estamos no mesmo sítio… ou pior. Então não adianta! Mais vale fazermos tudo no seu tempo, direitinho, assegurando que tudo vai ficar bem feito e para poder avançar. O resto que espere. Ora, então voltamos acima. Se queremos melhor resultados porque vamos fazer tudo igual? Da maneira que já conhecemos? E queremos que a coisa não se atrapalhe e saia melhor?!? Igual com os nossos filhos. Se repetem comportamentos e nós acabamos por lidar com isso sempre da mesma forma, como é eles não os repetirão? E então porquê continuar nesse registo? Porque não mudar a estratégia? Parar …

As mil tarefas

Depois de sair do emprego e de os ir buscar… Convenço-os a tirar a roupa para irem tomar banho e discutem quem vai primeiro e sobre as coisas que querem meter na banheira. Não querem lavar o cabelo, nem querem água na cara. E depois não querem sair do banho sequer. Não se querem vestir. Não aquela roupa, nem calçar meias, nem vestir as cuecas ou o carapau. Não se querem pentear, nem secar cabelo. Depois não se querem sentar à mesa. E quando lá se sentam, não querem aquela colher, claro, querem outra. Nem querem a sopa, querem água ou pão e o “diabo a sete”, menos a sopa. Depois de, entretanto, os convencermos destas outras três mil coisas, para podermos ir avançando no processo e nas tarefas, vem a comida e a sobremesa. Repete-se todo o processo. Pelo meio dizer-lhes para que se sentem direitos e comam com a boca fechada, e no fim há que lavar mãos, cara e dentes e não querem nada disso. E chichis e fraldas. Tudo, mas tudo sempre …

A culpa das mães.

Não se sentem sempre culpadas porque deixaram os filhos na escola ou aos cuidados de outros para ir trabalhar? Eu tenho sempre uma pontinha de remorso. No mínimo penso: “Porquê que não nasci rica?” Ou então, porque isso não foi escolha minha, “Porquê que não consigo enriquecer?” Para dar aos meus filhos e a mim própria a liberdade de escolha, porque no fundo é para isso que serve o dinheiro. Vocês não sentem-se culpadas quando: Foram ao cabeleireiro, coisa que não faziam desde que deram à luz pela última vez? Foram conversar com amigas para ganhar alguma sanidade mental? Os “despacharam” para casa de alguém os miudos, porque só precisavam, não queriam (!), mas precisavam, de ter um pouco de organização na casa, sem ninguém a interferir? E não, não conseguimos fazer isso às 10 horas da noite quando eles finalmente adormeceram, porque adormecemos também. Porque nas duas últimas noites estivemos acordadas intermitentemente entre as 2 e as 5 da manhã, com insónias (porque já desaprendemos de dormir a noite toda) ou a levantarmo-nos porque um …

Um dilema constante

  Vivo naquele dilema constante se fico um pouco mais de tempo a despedir-me deles na escola ou se vou a correr para não ficar a dever 10 minutos ao relógio de ponto. Se cumpro o horário das 8 horas certinhas, ou se deixo a birra matinal seguir o seu percurso e tempo natural até que acalme e eu perceba do que realmente se trata. Tipo diabinho ou anjinho tenho sempre um deles a ganhar ao outro. E assim vou gerindo… Quando começo a fazer lá os meus balanços, fico sempre, mas sempre com um nó na garganta pois arrependo-me. Arrependo-me de não ter ficado mais vezes, mais tempo. Se dei mil beijinhos devia ter dado dois mil. Se me sento e os ouço, em vez de enfiar-lhes as calças pernas acima, devia sentá-los a meu lado, no colo, nas cavalitas… sei lá mais o quê, mas mais vezes! Os nossos pequenos não pediram este mundo apressado e sempre atrasado. Se nem nós gostamos disso, porquê que eles haveriam de gostar? Ou como poderiam perceber?!? …

Fins de semana maravilhosos!

Malditos fins de semana que só vem para enganar…   Andamos nós toda a semana a suspirar por estes dois dias e depois eles chegam e é só para nos desesperarmos ainda mais. Não conseguimos fazer nada do que queríamos nestes míseros dois dias. De repente é Sábado de tarde. E logo o Domingo de manhã já passou e é Domingo à noite. E já estamos nós a pensar na linda e bela Segunda-feira e a suspirar, enganados mais uma vez por aqueles outros dois dias que lá vêm e que vão passar num piscar de olhos…