Recuperar das noites não dormidas.

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Ainda bem que os meus filhos já dormem melhor de noite. Por coincidência eu também!!! (Fora as vezes que ainda se lembram de chamar Mamãaaa!!!! Para adormecerem logo a seguir e eu ficar ali acordada, a contar os carneirinhos, todos e mais alguns.)

De facto, o aumento da qualidade do sono já se reflete na minha qualidade de vida e de humor.

Dizem que ainda leva 1 ano a recuperar das noites de sono intermitente, depois de se voltar a dormir noites inteiras (as supostas 8 horas).
Preciso tanto…
Andava cansada, até de não ter memória. De querer dizer uma frase e não me lembrar de algumas palavras…

É horrível quando se quer parecer sério e tentar convencer alguém e metade do vocabulário desapareceu. Fica-se ali a tentar que venha qualquer coisa à cabeça, mas parece só haver um enorme vazio. Até porque um pequeno pânico se instalou o que não ajuda nada.

Para não falar das coisas normais que temos por adquiridas quando está tudo bem:

  • Paciência
  • Clareza nos pensamentos
  • Criatividade
  • Humor
  • Disponibilidade

Quantas de nós nos arrastamos de manhã da cama porque tem de ser, mas, no entanto, nos sentimos tão mal, tão diminuídas, que parece que andamos toda a noite aos tombos. E às vezes andámos. Os olhos doem, custam a abrir. Queremo-nos equilibrar, mas as pernas não respondem. A cabeça explode, mas lá vamos nós, buscando forças nem sabemos aonde nem como. A vida tem de andar e não adianta fazer de conta nem imaginar que hoje podemos ficar a descansar.

 

Mas agora, sim. Acredito que só possa melhorar e que eles vão dormir melhor e mais descansados todas as noites daqui para a frente.

Para bem de todos!

 

 

 

Algumas dicas para ajudar no desfralde: sem pressão!

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Por volta dos 24 meses, pode ser menos ou mais, há uma série de coisas que acontecem aos pequenos, às quais convém estar atento e aproveitar para seguir o percurso normal desta etapa tão importante. Destaco algumas:

1 – Curiosidade

Os pequenos começam a sentir curiosidade pela sanita, pela questão de lá estarmos sentados e a fazer o quê…?!

2 – Curiosidade pelo uso de Cuecas

Começam a querer andar sem a fralda e a usar cuecas. Por isso há que ter uns pares já de lado para essa altura. Se tiverem com personagens dos desenhos animados que eles vêm, melhor. Mais se identificam.

3 – A fralda fica seca mais tempo

Espaçam o tempo em que a fralda fica molhada e muitas vezes quando acordam da sesta ou mesmo da noite a fraldita está seca.

4 – Querem tirar a fralda

Eles próprios têm iniciativa em tirar a fralda e de não a querer voltar a colocar.

5 – Colaboram

Não mostram relutância em usar pote ou sanita e até colaboram no processo.

6 – Identificam que têm vontade e dão sinais

Às vezes usam expressões próprias ou expressam mesmo o que querem fazer.

7 – Independência – Uso de fralda/cueca

A fralda cueca é muito prática para eles, pois rapidamente a conseguem tirar e até mesmo voltar a colocar no final.

8 – Felicitar

Eles ficam felizes por conquistarem mais uma etapa quando fazem chichi ou cocó no pote, por isso ajuda festejar (ainda que com moderação) esse acontecimento.

 

Por isto há que aproveitar para ir sugerindo o uso tanto da sanita como do pote.

E ir lembrando, mesmo que isso aconteça de meia em meia hora, porque eles esquecem-se.

Se por descuido fizerem chichi ou cocó, o truque é não dramatizar nada.

Dizer que não faz mal e que vamos limpar. Sem stresse.

E se o fizerem e se se aperceberem que a fralda não estava lá e o chichi afinal foi para o chão, isso é ótimo para eles perceberem que isso teve consequências.

Que fazer chichi e não ter a fralda molha a roupa e o chão.

Por isso da próxima vez isso será como que um aviso do que não podem fazer porque tem consequências.

Vão ver que vale a pena o descanso que é poderem despachar o trocador das fraldas, as próprias fraldas, as toalhinhas e toda a parafernália inerente.

Pelo menos eu estou mais descansada.

Até agora foram 51 meses de fraldas… Alguns em dose dupla, mas poucos, vá lá.

 

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Desfralde Parte II

 

 

Não faças o que eu faço… O verdadeiro exemplo que damos aos nossos filhos.

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Não adianta dizermos aos nossos filhos para serem felizes se nós não o somos.

Aliás, não adianta dizer para fazer seja o que for se nós na realidade fazemos diferente.

Em tudo somos um exemplo para eles. Mas principalmente no que fazemos.

E isso, o que fazemos conta mesmo muito mais do que todas as palavras que podemos repetir vezes sem conta…

 

O que nos vai afectar não dormirmos?

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Os meus bebés nunca dormiram a noite toda seguida. Desde bebés que acordavam 3-4 vezes durante a noite. Ainda hoje em dia eles acordam a meio da noite várias vezes por semana.

E o que nos fazem tantas noite e noites em claro, sonos interrompidos?

Tarefas e cuidados noturnos que pesam de dia. Porque de dia não há compensação para as horas perdidas de sono.

A clareza de espírito e mesmo as capacidades mentais ficam muiiito afetadas. Raciocínios básicos, coisas óbvias, soluções simples que não se conseguem ter. Até as memórias das coisas simples se vão.

Em casa, nem sequer nos lembramos do lugar das coisas. Não se finalizam as tarefas. Começamos a fazer uma coisa, aquelas coisas que nós fazemos encadeando tarefas umas nas outras para “fazer mais coisas em menos tempo”, mas ficamos a meio, pois já não temos a mais pequena ideia sequer do que íamos fazer a seguir.

Muitas vezes encontramos coisas em sítios completamente inesperados.

E pensamos, “… mas como é que isto veio aqui parar?” Imaginem uma peça de roupa no lixo ou a carteira no frigorifico… até queremos culpar alguém…  mas a maior parte das vezes fomos… nós. Nós mesmas!!

No trabalho, é difícil manter a concentração. Por vezes não conseguimos arranjar soluções imediatas para os problemas que vão surgindo. Ou simplesmente não conseguimos sequer responder a perguntas que impliquem recorrer à memoria recente.

Mas é suposto continuar a fazer tudo igual. Ninguém “perdoa”. Ninguém – que não passe por isto – percebe ou poderia perceber.

Confesso que vivi alguns momentos de pânico e até de tristeza. Hoje consigo olhar para trás e ver que foi apenas passageiro. Afinal não fiquei assim para sempre, como às vezes cheguei a temer.

São alturas complicadas. Somos postas em causa, até por nós mesmas.

As pessoas dizem que até entendem , mas não, no fundo não entendem nada.
Dá um trabalho danado metermo-nos no lugar do outro. E mesmo com esforço a verdade é que sem passar pelas coisas não dá sequer para começar a perceber.

Normalmente temos pouca paciência para quem não tem um determinado grau de inteligência, não é?  Ou, como neste caso, para quem está “mentalmente debilitado” como às vezes é o caso, verdade?

Mas não devia ser assim.

E as vezes até nos dão a “solução” : ir para casa descansar ou tomar alguma coisa que nos ajude… limpinho!

Não… infelizmente não ia resolver, só ia adiar.

Talvez um dia se arranjem formas melhores de ajudar as pessoas como elas realmente precisam:
Com paciência, compreensão e já agora, às Mães, com uma ajudinha nas tarefas.

E não, as crianças não são iguais. Nem as Mães, nem os Pais. E ainda bem!

 

Recuperar das noites não dormidas.

 

 

Desfralde. Parte II

 

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A Parte I do desfralde aqui por casa foi há dois anos.

Pois há dois anos, por esta mesma altura já andávamos e fazer experiências com o Pote. (Atenção que Pote diz-se no Norte e Bacio no Sul, para quem não sabe). E também com redutores de sanitas (por todo o lado, presumo eu).

Foi, como em quase tudo aqui por casa, sem grande pressão. Aproveitar a curiosidade do João e respeitar o seu ritmo. Precisamos respeitar o tempo deles, perceber as deixas e ir acompanhando.

Na escola ajudaram bastante. E porque os pequenos vêm com o chip da imitação bem definido acabam por “se puxarem” uns aos outros. Isto para além de adorarem fazer coisas de crescidos, claro.

No final de Setembro/Outubro o João deixou a fralda quase em simultâneo de dia e de noite. Sendo que ainda foram havendo uns deslizes, principalmente por preguiça e quase sempre de dia.

Pensávamos que seria bem mais difícil de gerir. Mas foi pacífico e foi mais uma coisa que foi acontecendo. Sem grandes dramas e muito mais depressa do que poderíamos imaginar.

Agora é a vez da Beatriz.

Vamos ver como corre. Sem pressão.

Algumas dicas para ajudar no desfralde: sem pressão!

 

A tragicomédia da escovagem dos dentinhos!

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Tudo fazemos para que a higiene dentária faça a diferença desde pequeninos. Esperamos que o esforço de escovar sempre os dentes se reflita na saúde dos dentes deles não só agora como no futuro.

Além de criarem um hábito desde muito “minis”, uma boa higienização mesmo em dentes de leite vai implicar uma saúde dentária nos dentes definitivos que já lá estão.

Nem sempre é fácil. Para as crianças escovar os dentes é uma coisa estranha que dificilmente entra na rotina. Não lembra a ninguém não é? “Ainda agora comi aquele morango e agora querem-me tirar o sabor???”

Bom, alguns truques que fomos usando por aqui:

1- Arranjar uma escova de dentes engraçada. Existem muitas opções e definitivamente arranjar uma com personagens que eles se identifiquem faz toda a diferença.

2- Usar uma pasta de dentes com um sabor que eles gostem também ajuda muito. Por aqui no top temos a Banana e o Morango. Tutti Frutti nem tanto.

3- O exemplo e o brincar aos crescidos muda tudo. Colocarmo-nos à frente deles com a nossa escova e escovarmos os nossos dentes enquanto eles escovam os deles é giro e eles acham piada. Ou ainda melhor, se tiverem um irmão. Por aqui  ajuda muito a mais pequenita ver o irmão a escovar os dele.

Eles fazem melhor as coisas por imitação. Por isso deixem os pequenitos escovar os vossos dentes também. Provavelmente vão escovar tudo menos os dentes. Mas pronto, pelo menos não magoa… muito. Vão ver que ao ajudarem eles aceitam melhor ser ajudados. E vai ser divertido, para todos.

4 – O facto deles se identificarem com os seus pares, ajuda muito, por isso ler uma história sobre um menino que escova os dentes para que não fiquem estragados também ajuda. Ou mostrar um vídeo para que eles consigam ver como fazem os outros meninos.

Depois das primeiras aventuras e birras, acaba por entrar na rotina e é mais uma tarefa a realizar.

Vale a pena o “investimento”.

Por falar nisso não convém descurar a primeira visita ao Dentista que pode ser mais cedo do que pensamos.

A primeira ida ao dentista por aqui.

Dentista parte II

Entretanto, boas escovagens!!

 

 

Estes doces anos!

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Estes doces anos!

Os mais trabalhosos, mas os mais doces e ternurentos.
Os que nos vamos lembrar para sempre! Será por isso que ficamos muitas horas acordados, para que nos lembremos de mais momentos?

São estes, os primeiros, da descoberta, de conhecermos as novas pessoinhas que agora brincam e pulam na nossa casa.

E que dependem de nós.
Que não nos largam a saia. E que chamam por nós miiiil vezes num minuto!!
E que só nós acalmamos.

É no nosso colo que se vêm abrigar das inúmeras tempestades que fazem parte de viver neste novo Mundo.

Têm consciência disso? Conseguem imaginar o futuro?
Em que vamos olhar para trás e perceber, que este momento, ESTE
MOMENTO mesmo, era onde  nós queríamos estar?
E então pensamos: se é assim vamos aproveitar já!!!
E aproveitamos!

Aproveitamos como sabemos e podemos.
Passando tempo com eles. Abraçando-os imensas vezes,
Enchendo-os de beijos e esfregões!!
Cheirando-os até mais não!
Rindo e fazendo macacadas…

Adormecendo-os e acordando-os. Estando lá para eles.

Mas não vai chegar e se calhar vamos pensar que devíamos ter feito mais no Presente…

Isto passa rápido e de repente vai ser Futuro… e estes… ESTES são os doces anos!

Como outros anos, outras doçuras terão…

 

Aproveitem muito e vão lá esmagar a vossa pequenada de tudo o que tiverem para dar!

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João e Beatriz na praia

 

 

 

 

A primeira ida ao dentista por aqui.

Como foi a experiência dos vossos filhos pequeninos no dentista? Correu bem?

Precisaram tratar algum dente? Conseguiram?

O João foi a primeira vez aos 3 anos. Correu muito bem.

O facto de a Médica ser super calma e atenciosa e ter um jeitão para crianças ajudou imenso. Explicou para que serviam as várias coisas, os botões das máquinas, os vários instrumentos, deixou-o experimentar tudo e só muito no final é que lhe foi espreitar os dentes.

Viemos com a ótima noticia de zero cáries!!

Recomendou o uso de pasta de dentes com flúor uma vez por dia. Além da pasta que já usava.

Voltar passado um ano e levar a Mana.

Está na hora marcar e de lá voltarmos todos.

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João pela primeira vez na cadeira no Dentista.

A tragicomédia que é lavar os dentes!

Férias para sempre!!!

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Photo by Anna Demianenko on Unsplash

Não lido bem com o regresso ao trabalho.
Ainda demoro uns dias a tirar o pé das férias.
Fico sempre a acreditar que vai haver um milagre qualquer.

E que afinal eu vou poder continuar a fazer o que me apetecer, sempre na companhia permanente dos filhotes.
O sol vai continuar por cá,
As brincadeiras os passeios e saídas,
A boa vida!

Cada fim de semana que vem é um bocadinho o prolongamento das férias e esquecemo-nos que segunda-feira vem ali outra vez.

Quem não queria ter férias para sempre? Tu não querias?
Quem não queria poder decidir sempre o que fazer com todo o tempo dos seus dias?
Quem não gostaria de pegar em malas a cada 15 dias e sair, viajar, visitar?

Tenho sempre esse sonho, ano após ano.
Não desisto.
Ainda vou ter férias toda a vida !! 🙂

 

 

Filhos com idades próximas? Vantagens e desvantagens

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João com 2 anos e 4 meses e Beatriz com 4 meses

Já aqui tinha referido que como em tudo, nisto de ter filhos com idades muito próximas não existem só coisas boas ou más.

Ela tem dois e ele tem quatro:

Vantagens

  • Na hora do sono, que geralmente coincide, as histórias e músicas para adormecer praticamente são as mesmas, embora ele um pouco já mais exigente.
  • As brincadeiras, os brinquedos, as diversões no exterior, as festas de anos podem perfeitamente ser para os dois. Não há assim tanta diferença.
  • Os carrinhos, camiões, barcos ou comboios que encontramos nos Centros Comerciais ou Supermercados, que têm dois ou mais lugares facilitam a vida e o bolso. O dobro da diversão pelo preço de um.
  • As roupas que dão para reutilizar, que apesar de serem maioritariamente de rapaz, consigo sempre fazer com que fiquem bem à Beatriz. Ainda por cima ela fica toda orgulhosa quando digo que eram do irmão, sendo que às vezes ela insiste em dizer que certa peça era do Mano e agora é dela, mesmo que eu diga que foi só dela. Enfim. No nosso caso ainda há mais um bónus: como nasceram exatamente na mesma altura, praticamente todas as roupas servem na estação do ano em questão, com uns pequenos ajustes à diferença de tamanho de cada um.
  • Quanto às refeições, nesta altura também já comem mais ou menos o mesmo. Muito mais prático e menos birras entre eles. Como faço tudo igual ninguém reclama que quer comer a comida do outro.

 

Às vezes penso que são quase gémeos com dois anos de diferença, ainda que saiba que não.

E penso também que se agora mesmo assim dão tanto trabalho, se fossem gémeos nem sabia onde me iria meter por vezes…

Desvantagens

Como já referi num post anterior, o que realmente custou mais foi de, “obrigatoriamente” ter dado menos atenção ao João após os dois anos de idade, quando a irmã nasceu.

Tecnicamente já não sendo um Bebé, a verdade é que ainda o era e ainda precisava de muito mimo, de muita atenção. E de muita Mãe.

E a Mãe tinha que dividir colo para que nenhum sentisse.

As rotinas e os horários eram diferentes. Mas a dependência ainda era muita e ele teve que crescer e desprender-se um pouco da Mãe mais cedo do que seria natural e do que eu idealizei.

Existem mais desvantagens. Por agora não me ocorrem, talvez ainda vá descobrir. Mas esta é a que me pesou mais.