Ser Mãe depois dos 40

Delicia

Sabia que não queria ser Mãe cedo. Antes de o ser, queria ainda fazer muitas coisas!

Mas se me tivessem dito que ia ser mãe depois dos 40, teria dito que era um grande disparate.

 

Pois bem, assim foi.

Como dizem que o Universo não reconhece o NÃO, quando eu disse: “Não vou ser Mãe aos 40!”,  ele não só ouviu,  como me fez a vontade e fez-me Mãe aos 40, e aos 42! E no mesmo dia do ano… Obrigada Uni!!

Na verdade o tempo foi simplesmente passando. A ideia de que somos eternamente jovens prevaleceu e de repente a questão maternidade surgiu.

Claro que, aproximando-se do 40 anos a “risquinha” no teste não aparece com essa facilidade toda. Lá fomos esperando, mas nem sempre com calma, confesso.

Não são tudo maravilhas. Por ordem natural das coisas, as mulheres deverão ser Mães um pouco mais cedo. Há que ponderar muitos fatores quando se pensa neste assunto. Nem tudo depende de nós, nem simplesmente das nossas vontades. Há quem tenha sorte e avance diretamente para a “Casa de Partida”. Mas há quem entre numa espiral imensa, num mundo completamente novo que é o da possibilidade da infertilidade. E se isto pode ser complicado quando se é mais jovem, já aos 35 ou aos 40 anos, como o fator tempo não está especialmente do nosso lado, parece que temos menos 1 “carta para jogar”.

 

Mas a espera foi recompensada no meu caso. A algumas semanas de chegar aos 40, engravidei do meu primeiro filho! Dois anos depois, da minha filha!

Enquanto grávida nunca senti o peso da idade. A preocupação sim, era muita. As duas gravidezes foram de termo, saudáveis, pacíficas, sem nenhumas restrições nem alterações.

Nunca desejei, por mais incomodo que sentisse,  que as coisas se apressassem. Sempre quis que lá ficassem quentinhos. Sabia que passaria rápido e queria  usufruir daquele estado o máximo de tempo possível.

 

E assim foi:

Ele às 39 semanas

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Ela às 40 semanas

 

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Eles nasceram, perfeitos! Lindos e com tudo no sítio!

As gravidezes foram tão perfeitas e tão maravilhosas, não fossem outros tantos fatores pensaria numa terceira… Quem sabe mesmo, uma quarta… Por outro lado, conhecendo-me com 20 ou 30 anos, sei que não teria esta disponibilidade e dedicação que agora tenho.

Os objetivos da minha vida tornaram-se mais claros, assim como os valores e o que realmente importa.

 

 

 

 

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