Olha o Menino e… a Menina!

Sempre gostei de simetrias. De coisas que encaixam.

Que ninguém ficasse só. Que tivesse o seu par para estar completo. Só assim me parecia perfeito.

Para mim ter um Menino foi uma grande surpresa, pois apesar de eu não pensar muito sobre isso, lá no fundo achava que ia ter uma Menina.

Quando soube que era um Menino senti que ia aprender ainda mais. Que isso me faria crescer e evoluir como pessoa. Que iríamos ser os melhores amigos e que eu o ajudaria a tornar-se num bom ser humano. Num bom homem!

Quando soube da Menina, foi como o fechar de um processo. Perfeito. A menina que sempre lá no fundo achei que viria para mim. De alguma forma, era o meu eu, nela.

Então tinha O PAR. A PERFEIÇÃO!

Ter o Menino e a Menina para mim foi o máximo!

O Azul e o Rosa. O Masculino e o Feminino. A Força e a Delicadeza.

Imagino muitas vezes as experiências que vou poder ter com um e com o outro.

Vou gostar de viver as diferenças e as semelhanças.

Ver a evolução de cada à sua maneira. De os conhecer cada um na sua individualidade e no seu género. E também no que eu me irei rever neles, ou não.

 

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Não é incrível como eles crescem tão rápido? Nem dá para acreditar.

Às vezes parece mesmo que crescem muito mais depressa do que estamos à espera.

Não sentem que de repente eles dão um salto enorme? Que começam a falar imenso do nada? Constroem frases que nunca os tínhamos ouvido dizer? Que fazem raciocínios mais complexos e que nos deixam de boca aberta quando olhamos para a idade deles?

Estamos de férias e talvez por estarmos todos juntos, todo o dia, nos parece que falam mais. Têm mais vocabulário e querem comunicar cada vez mais.

De repente damos por nós a mudar também a forma como falamos com eles, pois as exigências já são outras e temos que acompanhar.

O João acorda ás SETE!! Férias ou não férias. Dia de infantário ou fim-de-semana. Páscoa ou Natal.

Tem um despertador interno infalível que lá por volta das 7 hr – às vezes menos – o acorda sem falhar. A ele e a todos nós!

E o pior, é que não acorda devagarinho. Acorda e começa a falar de tudo o que se lembra. Das coisas do dia anterior, do que vai fazer nesse dia, do que vai comer… Para além dos raciocínios que já faz, fala tudo muito direitinho. Faz pausas para pensar no que quer dizer e quase que soletra para que lhe saia tudo certinho. Apesar de o corrigimos em algumas coisas não lhe exigimos que o faça. É ele próprio que se esforça e quer sempre falar bem, usando todas as palavras que vai aprendendo.

Isto tudo é muito giro, mas às 7 horas da manhã e de férias está tudo ainda muito lento e ensonado para dar as devidas respostas a tantas questões e ideias.

De rir, é que agora mete-se a ensinar a irmã. Já a percebe muito bem e às vezes quando não a percebemos nós, ele traduz! Repete algumas palavras muito devagarinho para que ela as aprenda e consiga dizer. Imaginem dois pequenitos de 2 e 4 anos a conversarem e a corrigirem-se.

Só podemos ficar babados e bastante orgulhosos dos nossos papagaiozitos!!

 

 

 

 

 

 

 

 

E se eles nascessem no mesmo dia? Hmmm….

Os meus pequenitos têm 2 anos exatos de diferença.

Quis o destino e a ciência (nasceram de cesariana) que nascessem no mesmo dia!

Foram concebidos com 2 anos menos 1 semana de diferença. Pontaria!

Nada programado, a não ser que os queríamos. E assim aconteceu!

O João nasceu com 39 semanas certas no dia 23 de Junho de 2014.

Quis o destino também, que como mora no Porto, tenha festa rija no dia e na noite de aniversário. Nasceu na véspera de S. João

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Quanto à Beatriz, estava previsto nascer no dia 23 de Junho, dia dos 2 anos do irmão. Quando fizemos a primeira ecografia nem queríamos acreditar que as 40 semanas davam exatamente nesse dia memorável. Mas lá estava, certinho!

Então às 40 semanas menos 1 dia, como não se podia esperar mais, e de acordo com o Médico que nos seguia, decidimos que iria nascer no dia a seguir, dia de anos do irmão, dia 23 de Junho de 2016.

Pobre João que viu os 2 anos dele serem “abarbatados” por uma irmã pequenita que parecia vir roubar o lugar dele na Mãe… Mas no fundo, no fundo veio de prendinha não só para nós mas também para ele!

Agora é uma alegria num dia só!

Não sendo o mais importante, acaba por ser mais fácil gerir movimentações da família, dia de festejar com os amigos, atividades, saídas…

No início pensei que era melhor cada um ter o seu dia. Cada um ser especial no seu dia, mesmo que fosse muito próximo.

Mas assim são os dois especiais neste dia, que se tornou obviamente muitíssimo especial para nós.

(Eu acho é que eventualmente eles um dia vão achar estranho e vão perguntar porquê que os outros irmãos também não fazem anos no mesmo dia…)

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Dia dos 2 anos do João – dia de nascimento da Beatriz

 

As saudades que eu já tenho… da minha Bebé!

Ainda bem que ainda tenho uma Bebé!

Ainda bem que ainda usa chucha e fralda. Ainda bem que ainda dorme no berço e onde adormece melhor ainda é aconchegada em mim.

Ainda bem que ainda quer um colinho e deita a cabecinha no meu ombro para se restabelecer ou simplesmente descansar.

Mas a falta que me vai fazer…

Vai passar a correr e daqui a pouco estão os dois crescidos.

Tanto nos pedem colo ou mimo, como a seguir saem disparados a correr para alguma coisa mais interessante… é assim.

Falta pouco, e vão dar muitas e muitas saudades estas “bebézices”…

Não devia ser permitido derreterem os pobres corações de Mães com bebés macios, fofos e lindos, para depois aos poucos eles começarem a acordar de manhã cada vez mais meninos, mais crescidos e mais independentes.

Tudo isso é especial também. Eles crescem e vamos descobrindo as pessoas que já vão sendo.

Existem uma data de coisas ótimas com o adeus à dependência.

Há menos dores nas costas e noites melhores dormidas, já para começar, mas se pudéssemos voltar atrás, mesmo àquele tempo lá atrás, sempre que quiséssemos e sentíssemos vontade…

Era um Sonho que todos gostaríamos de voltar a reviver! Ou não?

 

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Acessórios e “vaidosices” na Praia (e não só)

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Eu adoro acessórios? Mais alguém?

Não faço questão de usar joias, até porque as que gosto normalmente são caras. E não me importo nada de usar bijuterias, logo que tenham cor ou brilho que eu goste. Também não gosto de tudo, mas a verdade é que para mim bijuterias está  bom.

Duram o que duram e depois substituem-se.

E quem é que em época de praia não gosta de usar uma pulseira no pé?

Pois hoje foi dia de irmos às compras também para a Princesa da casa.

Cor-de-rosa, está claro, e com um belo Cavalo Marinho! Janota, hein?

 

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E assim ficou toda feliz e vaidosa, com algo que embeleza ainda mais o seu pé fofinho.

Repete a quem mostra, que é um “caballo-maínho“.

 

Hoje em dia não faltam opções de onde comprar acessórios para as crianças e mesmo bebés. Há que pensar sempre na segurança, claro. Mas existem coisas muito giras que tornam os pequenos ainda mais engraçados e assim quase que meio crescidos, mesmo como eles gostam.

Ou então podemos sempre fazer nós, não? Juntarmo-nos com os pequenotes e fazer umas coisas engraçadas? Acho que eles ainda gostam mais.

Fica a ideia.

 

 

 

Mãe de dois com idades muito próximas.

Mãe de dois rebentos com idades muito próximas. 

Já me perguntaram se é melhor assim. Juntinhos e com pouca diferença de idades.

Ou seria melhor com mais tempo de diferença entre eles?

De certeza que não há nenhuma receita, fórmula, ou ideal em nada disto. Bem sabemos.

Como em quase tudo existem vantagens e desvantagens.

Por isso há que saber lidar com cada uma e se assim foi, foi porque era assim que tinha de ser.

Mas olhando para trás, reconheço que é preciso uma certa dose de coragem (ou inexperiência). É engraçado que parece que vejo cada vez mais filhotes próximos em idade e por isso ainda andam por aí muitos corajosos.

Se por um lado deixamos de conseguir estar tão dedicados a cada um, estando eles em fases tão importantes dos seus primeiros anos de vida, por outro a coisa fica despachada em relativamente pouco tempo.

Com a vinda da Beatriz, o João ainda pequenino, muitas vezes teve que esperar e ficar para “segundo plano”. Ainda me custa quando penso nisso. Mas é verdade.

Tive que me desdobrar muitas vezes para ainda dar colo ou simplesmente dar atenção a ambos.  Nunca queremos que nenhum sinta muito. O apoio do Pai foi essencial para que sentissem menos. Mas Mãe é Mãe. E… “a Mãe é minha”!

As noites ficaram muito longas de novo. E com um recém-nascido e um “quase” menino, que era – e continua a ser madrugador – os dias começavam sempre cedo demais.

Para não falar de todas as outras coisas, mesmo as mais básicas.

Alimentar, banhos, fraldas, tudo a dobrar mas diferente.

Fases diferentes, necessidades diferentes, horários diferentes, ritmos diferentes… Ufa!

Mas no fundo sempre adorei e me orgulhei imenso de ter dois Bebés lindos aninhados no meu colo.

Muitas vezes na nossa cama colocava um de cada lado. E assim tinha duas respirações. Dois cheirinhos. Dois seres vindos de mim. Um de cada lado.

Há poucas coisas que suplantem estas memórias e as sensações vividas.

 

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E pronto. A vida das fraldas, maminha, pápa na boca, chupetas, fica despachada mais ou menos  em 4 anos e um bocadinho, (espero que a Beatriz ainda deixe fralda e chucha breve).

E com dois assim próximos existem mais vantagens. Querem saber quais?

Se sim é só continuar a ler aqui.

As vantagens e desvantagens de ter 2 filhos com idades próximas!

 

Ser Mãe depois dos 40

Delicia

Sabia que não queria ser Mãe cedo. Antes de o ser, queria ainda fazer muitas coisas!

Mas se me tivessem dito que ia ser mãe depois dos 40, teria dito que era um grande disparate.

 

Pois bem, assim foi.

Como dizem que o Universo não reconhece o NÃO, quando eu disse: “Não vou ser Mãe aos 40!”,  ele não só ouviu,  como me fez a vontade e fez-me Mãe aos 40, e aos 42! E no mesmo dia do ano… Obrigada Uni!!

Na verdade o tempo foi simplesmente passando. A ideia de que somos eternamente jovens prevaleceu e de repente a questão maternidade surgiu.

Claro que, aproximando-se do 40 anos a “risquinha” no teste não aparece com essa facilidade toda. Lá fomos esperando, mas nem sempre com calma, confesso.

Não são tudo maravilhas. Por ordem natural das coisas, as mulheres deverão ser Mães um pouco mais cedo. Há que ponderar muitos fatores quando se pensa neste assunto. Nem tudo depende de nós, nem simplesmente das nossas vontades. Há quem tenha sorte e avance diretamente para a “Casa de Partida”. Mas há quem entre numa espiral imensa, num mundo completamente novo que é o da possibilidade da infertilidade. E se isto pode ser complicado quando se é mais jovem, já aos 35 ou aos 40 anos, como o fator tempo não está especialmente do nosso lado, parece que temos menos 1 “carta para jogar”.

 

Mas a espera foi recompensada no meu caso. A algumas semanas de chegar aos 40, engravidei do meu primeiro filho! Dois anos depois, da minha filha!

Enquanto grávida nunca senti o peso da idade. A preocupação sim, era muita. As duas gravidezes foram de termo, saudáveis, pacíficas, sem nenhumas restrições nem alterações.

Nunca desejei, por mais incomodo que sentisse,  que as coisas se apressassem. Sempre quis que lá ficassem quentinhos. Sabia que passaria rápido e queria  usufruir daquele estado o máximo de tempo possível.

 

E assim foi:

Ele às 39 semanas

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Ela às 40 semanas

 

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Eles nasceram, perfeitos! Lindos e com tudo no sítio!

As gravidezes foram tão perfeitas e tão maravilhosas, não fossem outros tantos fatores pensaria numa terceira… Quem sabe mesmo, uma quarta… Por outro lado, conhecendo-me com 20 ou 30 anos, sei que não teria esta disponibilidade e dedicação que agora tenho.

Os objetivos da minha vida tornaram-se mais claros, assim como os valores e o que realmente importa.

 

 

 

 

O que eu aprendi com a Maternidade?

Se há uma coisa que nos transforma realmente é a Maternidade/Paternidade.

Até lá temos pequenas ideias do que possa vir a ser, mas só passando e só vivendo é que se pode dizer alguma coisa sobre o assunto. E mesmo assim não dá para definir numa só coisa.

O que somos, deixamos de ser. Para onde vamos, deixamos de ir. O que aprendemos, desaprendemos e aprendemos novas coisas. Adquirimos novos conceitos e formas de estar e largamos outras tantas. Deixamos de ser “nós os dois” e passamos a ser “nós os três” ou quatro. Muda tudo, a direcção e o foco, as crenças e as verdades. Tudo é redireccionado e toma um novo rumo. Novos sonhos, novas promessas, novos objectivos, novos medos, novas responsabilidades.

Criar uma família é:

  • reinventar-se todos os dias
  • alterar-se todos os dias com novas aprendizagens de todos e novas aptidões adquiridas,
  • ter um guião novo todos os dias que tem de ser improvisado sem tempo para decorar ou fazer até sentido do que se está a pensar
  • estar numa nova realidade.

Adaptamos. E a capacidade de adaptação é incrível. A nossa e a deles, se calhar a deles mais do que a nossa, na maior parte das vezes.

E tudo vale, pelos Filhos!

Eles nascem, crescem e continuam a crescer sem parar. A uma velocidade louca e impressionante.

Eles fazem de nós outras pessoas. Às vezes melhores, outras piores, mas por certo, sempre diferentes.

Fecha-se um ciclo. Começa-se outro. Cumpre-se um propósito.

E aqui vamos nós.