Filhos diferentes de Nós.

Uma das coisas que mais me dá gozo na Maternidade e que fico muitas vezes a pensar, é como os meus filhos são tão diferentes de mim.

Como é que dois seres que saíram de mim, são tão pouco parecidos comigo? Não digo fisicamente, isso eu sei que muda, que nascem igual ao Pai por causa da protecção da espécie, depois mudam e umas vezes saem à mãe, outras à tia, ao tio, tem os olhos da avó o queixo do avô. Há em geral nas famílias, pequenas discussões entre os diversos familiares, sobre a que lado saiu mais a criança e esta acaba “desmembrada” porque dizem que a parte de cima da cara é do pai, a de baixo da mãe, as pernas são as da avó e o cabelo é igualzinho ao da tia-avó do lado do pai do primo.

Então e o feitio?! Claro que obviamente haverá semelhanças e que existem as comparações sobre que feitiosinho é aquele?!

Bom, é disso que falo. Falo da sua maneira de estar e de ser e que tão bem já se nota em idades assim tão tenras.

Os meus têm a sua própria forma de estar, as suas personalidades bem definidas, têm o seu próprio jeito, as suas manias, as teimosias e os feitios.

Não é que eu tivesse alguma vez pensado nisso, em como seria e que agora fosse alguma expectativa frustrada, nada disso. Nunca pensei que era bom eles serem de determinada maneira ou de outra. Sempre deixei ver para crer! Mas causa-me muita curiosidade e admiração como eles criam o seu próprio Espaço no Mundo, com as suas próprias maneiras, vontades e quereres e não como cópia dos Pais. E ainda bem!

É assim também que aprendemos com eles, que nos surpreendem, que nos orgulhamos. E, é mesmo assim que saberemos que eles serão sempre melhores que Nós!

Como este dia se tornou tão especial? O dia 23 e a sua energia mais que positiva!

Não faças o que eu faço… O verdadeiro exemplo que damos aos nossos filhos.

Pequenos (e os) pecados.

A solidão na multidão.

Não há coisa pior que nos sentirmos sós na nossa vida, sós no nosso mundo, sós com os nossos problemas.

Já passei por isso várias vezes. Claro que se evolui, se cresce, mas também se fica marcado como se fosse um cunho invisível que ali fica, endurecido pelo tempo.

Já passou, parte de mim sabe que nunca mais vai voltar a esse estado e parte de mim tem uma tendência a tremer de medo que isso volte a acontecer.

Porque a nossa mente tem rasteiras, tem esquinas que não sabemos o que está do outro lado e tem socalcos invisíveis que teimamos em tropeçar como as crianças pequenas.

Quem dera que cada pessoa possa ter uma pessoa pelo menos que acalme a sua dor.

Quem dera que cada dor possa ser aliviada com um abraço.

Quem dera que cada abraço sirva de capa protetora, que nos metem em cima e lá possamos recuperar para no dia certo desabrochar.

Quem dera que todos possam desabrochar e viver as coisas da vida como elas merecem ser vividas.

Quem dera que a vida seja VIDA!

E não uma espécie de morte na vida!

Quem foram as primeiras pessoas a saberem da gravidez?

Ora aqui está um assunto que diverge muito.

Há pessoas que não têm problema nenhum em contar mal descobrem a noticia e mais umas quantas pessoas que guardam a notícia até mais tarde, normalmente contorcendo-se sempre para que ninguém descubra, porque nestas coisas queremos ser nós a contar esta notícia tão maravilhosa.

Claro que se passamos pelo processo de andar a controlar e a fazer testes de gravidez, logo na segunda semana já é possível ver a tão desejada risquinha mesmo que muito, muito ténue e a segunda pessoa a saber além de nós, é o pai da criança, pois claro. E a partir daí, a seguir à notícia ser confirmado na ecografia na consulta com o médico obstetra, mais ninguém fica a saber pelo menos até as 12 semanas, principalmente se formos do tipo de esperar até as coisas estarem realmente seguras (que nunca estão mas pelo menos há mais probabilidades).

Aqui foi assim!

Então se não contamos aos nossos Pais, nem amigos, nem colegas de trabalho, andamos ali a remoer todos os dias, não é?

  1. primeiro para que ninguém descubra nem faça questões sobre porque que só tomamos um café, porque que nos afastamos de ambientes de fumo como se estivesse lá satanás, e porque que vamos tantas vezes à casa de banho.
  2. E depois a remoer porque queremos tanto contar a novidade, queremos tanto partilhar tudo o que sentimos e todas as expectativas e ansiedades.

Mas há outro sítio onde somos obrigadas a contar. (Lembrem-me lá de mais.)

Acho que a seguir ao Pai, às meninas de um fórum do qual eu fazia parte onde na altura ninguém se conhecia, e ao Obstetra, a quem eu tive mesmo que contar foi ao Médico Dentista. E das duas gravidezes!

Com receio da anestesia e também porque tive que fazer um raio-x ao qual tive que proteger a barriga com um avental de chumbo bastante pesado, tive mesmo que dizer que estava grávida. Confesso que foi estranho. Dizê-lo, na altura era bem mais difícil do que pensava.

Mas também confesso que me deu algum gozo poder falar tão abertamente deste assunto tão preferido no momento.

Bom, aqui resolvemos esperar pelas 12 semanas para contar a todos. E depois aí, sim foi um alívio.

Agora quero saber por aí o que optaram por fazer. Contar logo ou esperar?

E depois, quem foram as primeiras pessoas a saberem do gravidez?

A Casa dos Pijamas 2019

Nós já temos as Casinhas Pijama 2019!

Cá estão as nossas Casinhas, que fazem parte de um Kit Educativo, com livros, uma dança-canção e sugestões de atividades para os nosso pequeninos e que são também um mealheiro para que todos, pais avós, vizinhos, possam contribuir para a Missão Pijama.

Este dia visa sensibilizar todos um pouco, para o direito de todas as crianças crescerem numa família.

É também o dia onde se comemoram 30 anos sobre a Convenção internacional dos DIREITOS DA CRIANÇA.

 

Amanha é dia de ir de Pijama para a escola. E que animados eles por aqui estão!

 

Casa dos Pijamas 2018

E o Blog – A Mãe é Minha! já tem 1 ano.

Faz hoje 1 ano que lancei o Blog, apesar de já andar a preparar tudo desde Agosto desse ano.

Fui de férias e pensei: “Tenho que fazer alguma coisa diferente, tenho que inventar alguma coisa para sair do que faço sempre, do que me sinto confortável em fazer.”

E assim foi.  Escrevi, escrevi, pesquisei, preparei e ao fim de algum tempo já tinha material com algum interesse para sair cá para fora, mesmo que isso fosse ou não, importante para todos. Mas para alguém seria, para alguém, nem que fosse uma pessoa iria fazer sentido.

E aqui estou ,

  • 82 artigos no Blog.
  • mais de 124 publicações no Instagram e 516 seguidores.
  • mais umas tantas publicações no Facebook e 751 pessoas que gostaram da página.

Para mim é brutal!

É olhar para trás e perceber que as coisas têm que se fazer. Pode dar certo, ou não, mas, fazer, ir, sair, tem grande probabilidade de acontecerem coisas boas e aconteceu e isso é mesmo BRUTAL! :))

Depois foi só começar e replicar o que já tinha feito e outras coisas foram surgindo.

Talvez por estar mais disponível mentalmente, nunca disse não e fui abraçando novas ideias e novos projectos como as  Gotinhas de Perlimpimpim que me deixam FELIZ! Que me fazem pensar que a vida pode ser muitas coisas!

Obrigada a quem gastou um pouco do seu tempo a ler as ideias que por aqui andaram! Às Mães e Pais que leram e se identificaram, a quem leu e de alguma forma se sentiu mais apoiado, menos só neste mundo da Maternidade, a quem as informações foram úteis e a quem nem que seja um pouquinho tenha conseguido mudar e  melhorar. Se assim foi, já fez mesmo muito sentido!

Daí para cá tenho ganho tanto!! Amizades antigas recuperadas, novas amizades, novas ideias e partilhas e uma vontade enorme de continuar!

E a história ainda só está a começar.

Ler também:

A viagem começa aqui

Óleos Essenciais e a Maternidade – o que falta saber?

Dando continuidade ao meu interesse crescente sobre o tema, fiz um Workshop de Óleos Essenciais e a Maternidade.

Não só por curiosidade ou uso próprio, mas porque acho que divulgando poderei chegar a mais pessoas e assim ajudar.

A oradora, uma Americana com 3 filhos pequenos, que usa os óleos essenciais há 8 anos e trabalha com plantas há 13, partilhou um pouco (muito) da sua sabedoria.

Ela própria usou em si os Óleos, assim como em diversas situações com os filhos e a determinada altura ela sentiu que realmente os eles mudaram a sua vida.

– Um aparte, e por questões éticas, não há testes efectuados em grávidas, nem em bebés recém-nascidos.

Algumas mulheres dispuseram-se a partilhar as suas experiências e deram o seu testemunho.

Acho que o mais importante a reter e que convém saber, é que com cuidado, informação correcta e bom senso, os óleos essenciais também podem ser usados nos seguintes casos:

  • na Gravidez;
  • no Parto e no pós-Parto;
  • em Bebés.

Mesmo em alturas tão sensíveis e delicadas como estas que envolvem a Maternidade, é possível ter uma qualidade de vida e bem estar com a ajuda dos Óleos Essenciais.

Para se ficar com ideia, de seguida algumas situações que os óleos ajudaram a eliminar, ou a amenizar as sensações:

Na gravidez – dores, inchaço, insónias, enjoos, cansaço, digestões difíceis, obstipação, ansiedade.

No Parto– situações como falta de foco ou confusão mental, contrações dolorosas.

No pós-Parto – sono, cansaço, cicatrização mais rápida, depressão pós-parto.

Em Bebés – cólicas, regulação do sono, assaduras, febre, fungos.

(idealmente só a partir de 1 ano de idade – Ver sempre diluições recomendadas para as diferentes idades.)

São situações já de si tão complicadas, que às vezes, com uma simples gota, se resolve um determinado problema sem necessidade de recorrer à medicina tradicional e sim de uma forma natural.

Mais uma vez reforço, porque assim também foi me transmitido, estes óleos devem ser usados com consciência, deve haver informação precisa da origem dos mesmos (certificar que são 100% puros) e das diferentes aplicações conforme os casos.

Para mais detalhes e informações concretas enviar mensagem.

Convido a deixarem um testemunho, se com a ajuda do óleo conseguiram ultrapassar alguma situação das acima mencionadas ou outra, relacionada com Maternidade.

Ler também:

A preferência pelo mais natural. Óleos essenciais.

Aromaterapia – as primeiras 4 dúvidas.

Aromaterapia, as nossas primeiras experiências.

Iniciação à Aromaterapia

Quem era a mulher que tomava conta dos meus filhos?

Quem era aquela mulher que sem saber nada, ficava a tomar conta de um bebé?

Quem era aquela recente mãe a quem atribuíam a tarefa de deixar um bebé ao seu cargo, sem experiência, sem testemunhos, só porque era a mãe?

Quem era aquela mulher que dia após dia ia conhecendo o seu filho, mas que insegura ia passando uma noite a seguir a um dia, sem saber muito bem se seria capaz de voltar a fazer tudo no dia a seguir?

Quem era aquela mulher que não parava de pensar se tudo o que fazia, fazia bem?Que pensava se o seu bebé ia crescer bem e ia desenvolver bem com o que ela lhe ia fazendo?

Quem era aquela mulher que naquela altura ficava a olhar tempos infinitos para aquele bebé e incrédula, dava por si a pensar se realmente aquilo tinha vindo dela, se não estaria a sonhar por tamanho feito e beleza e que era impossível ter sido criado por ela?

Não é fácil, não é mágico, nem nascemos ensinadas e o instinto não resolve tudo.

Hoje pergunto quem era aquela mulher porque hoje já não me conheço.

Hoje já não me questiono nem duvido do que sou capaz.

Os filhos trazem mais do que alegrias ou concretizações.

Trazem mudança, trazem crescimento, trazem significado e valor para a vida que nos foi proposto viver!

Mas agora que estava a tentar pensar quem era eu, recente mãe há uns 5 anos atrás, sei que não era a mulher que sou hoje!

Imaginação, treino e o grande tesouro da vida.

Normalmente ao deitar, depois das rotinas todas, lemos uma história ou outra, mas depois apagamos a luz, senão não dormem.

Como mesmo assim nem sempre adormecem, eu normalmente continuo a contar histórias, mas desta vez inventadas, como o João me pede. A Beatriz por ela, eu contava em loop, os 3 Porquinhos, a Capuchinho e os 7 Cabritinhos e por esta ordem. Já contei tantas vezes que já as sei contar a dormir.

Já faço isto há tanto tempo que acabei por me tornar pró a contar histórias inventadas. Não há modéstia nenhuma, aviso já. Às vezes penso mesmo que devia estar a gravar o que conto, pois valeria a pena um dia escrever um Livro baseado nestas pequenas histórias. Normalmente são sobre animais que eles lá escolhem, mas podem ser de outras coisas, com princípio, meio, fim e enredos bem elaborados.

Agora nas férias conto a dobrar, na hora da sesta e à noite. Então, depois de esgotar os animais e as diversas situações, pensei, porque não contar uma história baseada numa história que eu conheço? Estou de férias, não preciso de me esforçar tanto…

Então e porque estamos “perto” do local onde tudo se passou, lembrei-me do Alquimista do Paulo Coelho e da sua história.

Então em duas partes, nesse dia na sesta e à noite, contei-lhes a história de um rapaz que vivia na Andaluzia e que sonhava em encontrar um tesouro na terra do outro lado daquele mar. Que fez uma viagem de camelo pelo deserto e quando chegou ao fim percebeu que o mais importante não era o destino mas a viagem e que o verdadeiro tesouro não estava nas moedas, nem no ouro mas em casa, de onde ele tinha partido, na família e no Amor.

Fiz esta história render, sendo que a Beatriz das duas vezes adormeceu. Mas o João manteve-se sempre acordado, pois queria chegar ao fim da história para saber qual era o tesouro. Ele, claro achava que o tesouro era uma coisa valiosa, física, assim como associa normalmente as Surpresas a coisas materiais.

Expliquei que nem sempre o tesouro precisa de ter moedas ou ouro, que podem ser coisas que não se veem, mas que são na mesma muito importantes ou mesmo mais. E tentei também com esta história simples, mostrar que o verdadeiro tesouro está em nós, na nossa família e na nossa casa. E que as surpresas são coisas que podem também ser acontecimentos e que não vêm associadas a brinquedos ou coisas materiais.

Acabou por ser uma história que os envolveu e os fez adormecer e que de alguma forma lhes quis incutir, que o tesouro mais importante já encontramos.

O tão desejado “estar sozinha” .

Tenho 3 semanas de férias seguidas. Enquanto isso ainda for possível fazer, fá-lo-ei sempre! Não abdico por nada, pois só assim consigo desligar completamente e depois retomar para mais uns meses largos de trabalho.

Então são 3 semanas sempre com os meus filhos colados a mim e não me importo pois as férias é para isso mesmo. Mas agora estou sozinha sem eles umas horas e antecipei que agora é que ia ser mesmo fixe!

Ia ler o livro que ando a ler, mais que 10 páginas seguidas pelo menos;

Ia escrever um pouco;

Fazer umas pesquisas;

Fazer algumas coisas que ando a magicar fazer, sem ser interrompida de 10 em 10 segundos;

E, não é que fiquei a pairar no espaço?! Não é que não me apetece fazer nada do que andava ansiosa por fazer? Não é que fiquei meio que hipnotizada com tanto silêncio e sossego?!

Ahahah, mãe sofre!!

Foco e concentração não é uma coisa que se recupere assim…

As férias nunca mais serão as mesmas!!

Estamos de férias já há uma semana.

E nada como só fazer o que queremos!

… como queremos, é como quem diz, porque já sabemos com filhos é basicamente como eles querem.

A verdade é que vou fazendo comparações entre os últimos anos em que estivemos de férias e não tendo nada a ver como quando estávamos só dois por nossa conta, também nada tem a ver de uns anos para os outros de férias a 3 e depois a 4.

Se no início tudo girava mesmo à volta dos horários das mamadas, das trocas das fraldas e dos sonos, e se mal tínhamos tempo para nos deitarmos 5 segundos na toalha (continuamos sem ter) a verdade é que há medida que eles vão crescendo vamos conseguindo conciliar já um pouco mais das nossas (dos pais e das mães) rotinas e vontades.

É delicioso ter bebés, vou ter imensas saudades desses tempos, mas digam o que disserem, e tudo depende de como somos e de que tipo de meninos temos, mas os anos vão passando e já ganhamos um pouquinho mais de tempo e espaço pra nós. Não fazemos exactamente o que queremos, mas vamos conseguindo fazer algumas das coisas que julgávamos perdidas. E conseguimos conciliar isso com tudo o resto. O que é muito bom! Andamos todos mais satisfeitos e felizes. Sentimos novamente que fizemos um pouco mais pelo Eu e menos pelo Nós.

Eles não estão totalmente autônomos, nem pouco mais ou menos, mas cada vez mais nos libertam das tarefas que envolviam uma presença constante e um controle mais apertado.

E com isto termino dizendo, que finalmente, FINALMENTE, estou a conseguir um bronzeado que se veja!

E se as férias nunca mais serão as mesmas só posso dizer que ainda bem! É que cada vez são melhores!!!